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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Genocídio Armênio. Uma história não contada.


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Já se passaram 98 anos do início do Genocídio Armênio, em 1915. Até hoje, o Estado turco (sucessor do Império Otomano) insiste em negar que a matança foi deliberada, e ainda reprime qualquer manifestação pró-reconhecimento dentro de suas fronteiras. E vários países (dentre eles o Brasil), em nome de manter as boas relações com a Turquia, não reconhecem o genocídio.

A Turquia atualmente nega o genocídio armênio. Ela diz que o povo daquele país passou por uma terrível mortandade e, que na verdade, agiu para defender a soberania nacional.

A Turquia também alega que o número de mortes é exagerado, afirmando ainda que estudos demográficos demonstram que antes da Primeira Guerra Mundial, viviam menos de 1,5 milhão de armênios em todo o Império Otomano. Conforme historiadores do período, mais de 1,5 milhão de armênios foram mortos na Armênia Oriental.

Esses genocídio mais tarde iria inspirar Adolf Hitler a fazer o mesmo com os judeus; é atribuído ao ditador nazista a frase: “afinal, quem fala hoje do extermínio dos armênios?”, contando com o esquecimento para argumentar a favor do plano de eliminar as populações judaicas da Europa.

Você pode encontrar mais informações, fotos e relatos no site, totalmente em português, acerca deste triste crime contra a humanidade:


Imagem: Crucificações no genocídio armênio, 1915.
Postado por Rodrigo M. equipe História e Historiografia Brasil.

Morre o governador de Sergipe, Marcelo Déda

Político de 53 anos lutava contra o câncer havia quatro anos. Déda estava afastado do governo para se dedicar ao tratamento de saúde.

Do G1, em São Paulo

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), de 53 anos, morreu  às 4h45 desta segunda-feira (2) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado para tratar de problemas decorrentes de câncer no estômago e no pâncreas. Ele lutava contra a doença havia quatro anos. A informação foi confirmada pelo hospital.

Déda cumpria o seu segundo mandato como governador, após ser reeleito nas eleições de 2010. Filiado ao PT desde os anos 1980, iniciou a carreira como deputado estadual. Foi eleito por duas vezes deputado federal e também foi prefeito da capital Aracaju.
O político foi diagnosticado com a doença em 2009, quando se submeteu a uma cirurgia para a retirada de um nódulo benigno no pâncreas. Em 2012, ele retomou o tratamento quimioterápico.
No dia 27 de maio, Déda transferiu o cargo para o vice-governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). Naquele momento, a assessoria de imprensa do governo informou que ele se afastaria por 15 dias para dedicar mais atenção ao tratamento de saúde realizado em São Paulo.
Carreira política

Marcelo Déda era militante do PT desde 1985 e conquistou o seu primeiro cargo político em 1986, quando foi eleito deputado estadual com mais de 30 mil votos. Voltou à política em 1994, quando foi eleito deputado federal, sendo reeleito na Câmara em 1998.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda, internado no Hospital Sírio-Libanês, devido a complicações de uma neoplasia gastroentestinal, faleceu às 4h45 desta madrugada.

Em 2000, Déda foi escolhido prefeito de Aracaju e começou o primeiro mandato em 2001. Foi reeleito em 2004. Déda foi eleito governador de Sergipe em 2007. Foi reeleito governador em 2011.
No fim de 2009, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua cassação por abuso de poder. Em 2010, o TSE absolveu Déda da mesma acusação.
Veja a íntegra da nota do Hospital Sírio-Libanês:
O governador estava com sua família e vinha sendo acompanhado pelas equipes dos professores-doutores Paulo Hoff, Raul Cutait e Roberto Kalil Filho.

Entre 2002 e 2012, cai desigualdade entre os municípios brasileiros, aponta Ipea


Caiu a desigualdade de repasse de verbas federais e de indicadores de desenvolvimento humano entre os municípios brasileiros, entre 2002 e 2012. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou nesta segunda-feira (2) indicadores da pesquisa Cidades em Movimento: Desafios e Políticas Públicas, no Rio de Janeiro.

De acordo com a pesquisa, em dez anos, no período estudado, as receitas disponíveis nas prefeituras passou de 6,4% para 8% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado reflete ampliação da arrecadação municipal e de transferências de recursos federais por meio de políticas públicas, segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri, que antecipou os dados em entrevista.

De acordo com Neri, pesaram mais na redução das desigualdades econômicas e de desenvolvimento entre os municípios, principalmente programas de saúde, educação e de assistência social, como o Bolsa Família. Com isso, os maiores beneficiados são aqueles de pequeno ou médio porte.

Outro dado indica que o número de pessoas morando em favelas na região metropolitana de Brasília mais que dobrou em cinco anos. A pesquisa completa, com todos os indicadores, será divulgada nos próximos dias.

Desigualdade em Brasília

O número de pessoas morando em favelas na região metropolitana de Brasília mais que dobrou em dez anos. A capital federal está na contramão do restante do país, onde, em média, a população brasileira cresceu 14,5% entre 2000 e 2010 e a quantidade de pessoas morando em favelas aumentou 6%. Em Brasília, no entanto, o número de indivíduos em favelas subiu 50,7%.

Segundo o estudo do Ipea, Brasília está entre as capitais onde a população morando em favelas mais cresceu em uma década: 50,7%. Em seguida vem Manaus (29,2%), Belém (14,7%) e Rio de Janeiro (9,3%). De acordo com o presidente do Ipea, Marcelo Neri, o estudo não é conclusivo, mas indica a verticalização das favelas, reflexo do aumento do preço dos imóveis em grandes centros.

Responsável pelo estudo, o pesquisador Rogério Boueri ressaltou ainda que no Entorno de Brasília, onde está a maioria desses conglomerados, há um “boom imobiliário” que tem elevado os preços dos imóveis, especialmente nas regiões de baixa renda. “As pessoas estão sendo expulsas para áreas com mais favelização como Águas Lindas de Goiás, Valparaíso e Cidade Ocidental“, citou.

Por outro lado, entre as maiores regiões metropolitanas do país, diminuiu o número de pessoas morando nessas condições: Curitiba (22,1%), Belo Horizonte (12,8%) e Porto Alegre (6%), resultado da “redução da desigualdade (socioeconômica) e da pobreza”, diz o documento.

O número de pessoas vivendo nas favelas passou de 10,6 milhões para 11,2 milhões, entre 2000 e 2010, em todo o país. Em geral, foram classificados como favelas aglomerados urbanos localizados geograficamente com base na renda e número de banheiros por domicílio.


Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Shopping Vitória: corpos negros no lugar errado

Por Douglas Belchior na Carta Capital


Sábado, 30 de novembro, fim de tarde. Várias viaturas da Polícia Militar, Rotam e Batalhão de Missões Especiais cercaram o Shopping Vitória, na Enseada do Suá, no Espírito Santo. Missão: proteger lojistas e consumidores ameaçados por uma gente preta, pobre e funkeira que, “soube-se depois”, não ocuparam o shopping para consumir ou saquear, mas para se proteger da violência da tropa da PM que acabara de encerrar a força o baile Funk que acontecia no Pier ao lado.

Amedrontados, lojistas e consumidores chamaram a polícia e o que se viu foram cenas clássicas de racismo: Nenhum registro de violência, depredação ou qualquer tipo de crime.  Absolutamente nada além da presença física. Nada além do corpo negro, em quantidade e forma inaceitável para aquele lugar, território de gente branca, de fala contida, de roupa adequada.
E a fila indiana; e as mãos na cabeça; e o corpo sem roupa, como que a explicitar cicatrizes nas costas ou marcas de ferro-em-brasa, para que assim não se questione a captura.
A narrativa de Mirts Sants, ativista do movimento negro do Espírito Santos nos leva até a cena:
“Em Vitória, a Polícia Militar invadiu um pier onde estava sendo realizado um baile funk, alegando que estaria havendo briga entre grupos. Umas dezenas de jovens fugiram, amedrontados, e se refugiaram num shopping próximo. 
Foi a vez, entretanto, de os frequentadores do shopping entrarem em pânico, vendo seu ‘fetiche de segurança’ ameaçado por “indesejáveis, vestidos como num baile funk, de tez escura e fragilizando o limite das vitrines que separam os consumidores de seus desejos”. Resultado: chamaram a PM, acusando os jovens de quererem fazer um arrastão.
A Polícia chegou rapidamente e saiu prendendo todo e qualquer jovem que se enquadrasse no ‘padrão funk’. Fez com que descessem em fila indiana e depois os expôs à execração pública, sentados no chão com as mãos na cabeça. E isso tudo apesar de negar que tenha havido qualquer arrastão, “exceto na versão alarmista dos frequentadores”.
Se chegou a haver algo parecido com uma tentativa de ‘arrastão’ ao que parece é impossível saber. Para alguns dentre os presentes, a negativa da PM teve como motivo “preservar a reputação do shopping como templo de segurança”. Se assim foi, a foto acima, com os jovens sentados no chão sob vigilância, e o vídeo abaixo, mostrando-os sendo forçados a descer em fila indiana sob a mira da Polícia, se tornam ainda mais graves como exemplos de arbítrio, violência e desrespeito aos direitos humanos.  E isso só se torna pior quando acontece ainda sob os aplausos dos ‘consumidores’…”

Poeta Eraldo Oliveira - Roda Gigante




Letra - Juraildes da Cruz


Loanda pode ganhar campus da UFPR

Reunião de deputados com a ministra Gleisi Hoffmann 
Foto: Paulo Carvalho

O município de Loanda poderá ganhar um campus da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A afirmação é do deputado federal Zeca Dirceu que, ontem, participou de uma reunião com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o secretário-executivo do Ministério da Educação, José Henrique Paim e o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, e outros parlamentares do estado, na qual foi discutida a expansão da UFPR para várias regiões do Paraná no próximo ano.

Está prevista a instalação de unidades da UFPR para as regiões Noroeste, Oeste, Sul e Norte Pioneiro e Curitiba.

“A região próxima à Loanda é a única região no estado onde não há presença de nenhuma instituição federal de ensino superior. É essencial a criação de um campus na cidade para atender essa demanda”, disse o parlamentar.

O deputado avaliou ainda que a construção de campus nessas regiões vai contribuir não apenas para a ampliação do ensino superior, mas principalmente para o desenvolvimento do estado, pois a presença de uma universidade traz ampliação do conhecimento, capacidade de pesquisa, tecnologia, e inovação, gerando expectativa de crescimento econômico.

O parlamentar destacou que a ministra Gleisi Hoffmann abraçou a ideia. “Ela, como eu, defende que os campi venham para regiões menos desenvolvidas e sem universidades públicas instaladas”, disse.

COM PREFEITOS - Zeca Dirceu já está organizando para a próxima semana uma reunião entre os prefeitos da região e o reitor Zaki Akel Sobrinho.
“Na reunião com a ministra Gleisi, defendemos a causa e sensibilizamos o governo e o reitor. Agora é hora dos prefeitos apresentarem a necessidade da população e definirmos em conjunto os detalhes dessa expansão”, disse.


Flávio Accorsi, prefeito de Loanda, já confirmou presença na reunião com o reitor, e comemora a definição do governo pela instalação do campus na cidade: “A criação deste campus irá proporcionar desenvolvimento não apenas do município de Loanda, mas de outras 60 cidades da região, que também atuam com indústria metalúrgica, nas quais os cursos nas áreas de Engenharia serão muito bem vindos. Agradecemos o comprometimento da ministra Gleisi e do deputado Zeca, que tem trabalhado forte por esta conquista”, disse.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Por que a oposição está tão mal no Datafolha e Dilma tão bem?

Não há retrato mais pungente da perda de influência da grande mídia do que o novo Datafolha.

Com todo o barulho feito em torno das prisões do Mensalão, com todas as acusações contra o possível novo emprego de Dirceu, com toda a promoção de antipetistas como Joaquim Barbosa – com tudo isso, Lula e Dilma aparecem distantes, absolutamente distantes, dos demais concorrentes.

Os donos das empresas de jornalismo deveriam se perguntar onde estão errando. Ao mesmo tempo, poderiam cobrar mais eficiência de seu exército de colunistas pagos para conseguir o efeito oposto do que as pesquisas apontam.

Tenho uma pista.

Quando você exagera na dose dos ataques gera um sentimento de revolta nas pessoas. Ao contrário do que você pretende, o atacado passa a ser visto como um injustiçado, uma vítima.

É o que pode estar acontecendo agora. A não ser os fundamentalistas que abominam qualquer coisa de esquerda, as demais pessoas acabaram se sensibilizando com a cruz carregada por Genoino, por exemplo.

E isso se traduz em mais apoio ao PT, ou repúdio aos agressores. Poucos dias atrás, o PT anunciou que as adesões tinham aumentado significativamente.

É notável a miopia da oposição. Ou a burrice, simplesmente.

Os protestos de julho – os reais, contra a desigualdade – mostraram que a sociedade quer mais ação social.

Os candidatos da oposição não entenderam a mensagem, exceto, em certa medida, Marina. Mas mesmo ela está enroscada com Eduardo Campos, numa aliança de ocasião em que não parecem grandes as chances de ela sair candidata.

Os oposicionistas deveriam prestar atenção no Papa Francisco: ele captou o zeitgeist, o espírito do tempo, e está falando o que o mundo quer ouvir. Por exemplo, que não dá mais para aceitar tão poucos ricos e tantos pobres.

Mas não. Os líderes da oposição preferem ouvir os Frias, os Marinhos, os Civitas.

Ganham com isso espaço numa mídia que cada vez menos influencia os brasileiros.

Poderão morrer, oposição e mídia, abraçados, num mútuo afogamento que poucas pessoas haverão de chorar.


Paulo Nogueira
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