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terça-feira, 28 de junho de 2016

Da série controvérsias


UNESCO escolhe as 15 cidades mais bonitas do mundo e Curitiba é a única brasileira na lista


Por Marlon Ramos

Única cidade brasileira a figurar na lista, Curitiba, ocupa o 13º lugar entre as 15 cidades mais bonitas do mundo, segundo a UNESCO  (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Para que as cidades recebessem do esse título, foi levado em consideração o desenho estético do espaço urbano que tivesse um grande significado cultural e econômico e também sua relação de sustentabilidade com o meio ambiente. A UNESCO reconheceu o desenho de Curitiba, como o de um agente para transformação urbana. A lista completa das 15 mais bonitas é esta:

1 – Beijing (Pequim), China

2 – Seul, Coreia do Sul

3 – Nagoya, Japão

4 – Kobe, Japão

5 – Shangai, China

6 – Shenzhen, China

7 – Dundee, Escócia

8 – Helsink, Finlândia

9 – Berlim, Alemanha

10 – Graz, Áustria

11 – Turin, Itália

12 – Bilbao, Espanha

13 – Curitiba, Brasil

14 – Buenos Aires, Argentina

15 – Montreal, Canadá

Curitiba, a capital do Paraná, em 6 fotos:

Parque Barigui (Foto: Wikimedia Commons)

Rua XV de Novembro (Foto: Dimas Filho)

Parque Bacacheri (Foto: jackson Mendes)

Bosque do Alemão (Foto: http://www.curitiba.parana.blog.br/bosque-alemao)

Parque Tanguá (Foto: Dircinha SW)

Castelo do Batel (Foto: http://castelodobatelctba.blogspot.com.br/)


Golpe made in Brazil, coxinhas, atos falhos golpistas, Judiciário e outros que tais


Por Davis Sena Filho -- Palavra Livre

"E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe" -- Amigo da Onça, vulgo michel temer ao reconhecer o golpe no Brasil.

E eles se recolheram... Se despiram da camisa amarela da Seleção Brasileira, outrora amada pelo povo brasileiro, mas que hoje está umbilicalmente ligada aos interesses econômicos da Globo e ao que de mais atrasado em termos filosóficos, políticos e sociais, que são os coxinhas de direita de classe média, que a despeito de não serem ricos e não controlarem os meios de produção, aliaram-se novamente à grande burguesia, a dona da casa grande, porque carregam consigo os valores e os princípios da casta social hegemônica, que jamais aceitou a ascensão socioeconômica dos pobres e a importância do Brasil como protagonista em um mundo globalizado.

A classe coxinha aliada histórica da burguesia de caráter escravocrata e índole sectária, que financiou e promoveu a queda de mais um mandatário trabalhista brasileiro, eleito pela soberania do voto popular, no caso a presidente Dilma Rousseff, que recebeu democraticamente e legalmente do povo brasileiro 54,5 milhões de votos, e mesmo assim foi derrubada por um consórcio de direita, golpista e violento formado pelos STF, MPF, PF, PSDB, DEM, PPS e aliados, além da Rede Globo e suas congêneres televisivas, radiofônicas e impressas.

Contudo, a pergunta está no ar. Cadê os coxinhas despolitizados, a maioria analfabeta política e tão sensível politicamente como um gorila selvagem dentro de uma loja de finos e caros cristais. Cadê os coxinhas universitários de pais e avós igualmente universitários que saíam a vociferar como uma malta de lobos, a agredir fisicamente e a insultar ferozmente as pessoas que não pensam como eles, bem como eram cercadas nas ruas, nos shoppings, nos restaurantes, nas universidades, nos diferentes eventos, nos estádios e até mesmo em hospitais? Cadê? O golpe comeu...

Muitos desses coxinhas inconsequentes, irresponsáveis, porque despolitizados; ignorantes, porque desconhecem a história do Brasil, além de não saberem patavina da história da nossa economia, da política e de seus partidos, respectivas correntes ideológicas e o que eles representam para a sociedade brasileira, como demonstraram, sem dúvidas, suas ações, atos e palavras por meio das redes sociais e das ruas. São jovens, de 16 a 40 anos ou um pouco mais, que não sabem, pois não viveram em um País sob o tacão de uma ditadura civil-militar violenta e censora, bem como não fazem ideia do que é uma espiral inflacionária de mais de 1000%, no decorrer de anos.

Vivíamos em uma economia estagnada por causa do esgotamento do modelo econômico adotado pelos czares da economia do regime militar, que acarretou ao Brasil, no decorrer da década de 1980 até meados da década de 1990, forte desaceleração da economia, o que acarretou uma sequência de PIB muito fracos, que não condiziam de forma alguma com o País mais poderoso da América Latina, o mais populoso e industrializado, apesar dos contrastes regionais e das desigualdades sociais, que, apesar dos programas de inclusão social do PT, ainda perduram em algumas regiões do País, apesar dos avanços nessa área reconhecidos pelos órgãos e instituições internacionais, como a ONU, a Unesco, a FAO, a OMS e as universidades e institutos de pesquisas governamentais e privadas.

Os coxinhas mais jovens e os despolitizados mais velhos, ao que parece, realmente não têm ideia do que era viver naqueles tempos bicudos, de economia restritiva, pois um mercado anão para o tamanho do Brasil, bem como ser impedido de ter acesso ao pleno e livre consumo. Para se ter uma ideia, era quase impossível, para a classe média tradicional, branca e universitária, comprar casa, aparelhos eletroeletrônicos de todas as linhas e tipos, assim como comprar e trocar de carro, ir a restaurantes e viajar de avião.

Haviam restrições, porque o Brasil daqueles tempos era realmente pertencente a uma minoria, como querem fazê-lo agora retroceder, com a presença do Amigo da Onça -- o bárbaro de direita --, vulgo michel temer, homem completamente desleal e traiçoeiro, que deveria, reitero e ressalto, ser preso para que nunca mais esses trogloditas e fascistas voltem a incorrer em crimes, porque golpe é crime e quem comete crime é criminoso. E temer e seus golpistas espalhados pelos três poderes são, indelevelmente, criminosos. 

Agora é que o bicho vai pegar. O governo do traidor e usurpador michel Amigo da Onça temer (o nome de tal peçonha é sempre escrito em letras minúsculas por se tratar de um pigmeu moral, político e citadino) não é reconhecido por milhões de brasileiros. Falta-lhe legitimidade, porque "legalmente" travestido de legítimo, já que Dilma Rousseff não incorreu em crime de responsabilidade, ou seja, não é autora de dolo.

A verdade é que tal sacripanta usurpou o poder e, por sua vez, deveria ser retirado a pontapés da Presidência da República e levantar de sua cadeira para ir direto à cadeia, porque deveria ser acusado de crimes de conspiração e traição, o que será impossível, porque no Brasil, para o desgosto e a desgraça da população, principalmente a mais pobre, além dos segmentos mais conscientes da sociedade, verifica-se in loco que temos uma Justiça, um Ministério Público e PGR e uma Polícia Federal completamente comprometidos com um golpe de estado travestido vergonhosamente de legal e constitucional, quando a verdade é que não é. Nem todo brasileiro é idiota como pensam os togados e a imprensa de mercado da burguesia. Trata-se de um acinte. Inaceitável.  

Os pequenos burgueses (coxinhas), a grande maioria e inclusive os mais velhos, não sabem o que fizeram, mas como e qualquer bicho da natureza terrestre possuem instinto, que se trata de um impulso natural e independente da razão, que geralmente tem a finalidade de preservar a espécie, tanto no que concerne à defesa da vida quanto no que é relativo à perpetuação da espécie e a achar comida para não passar fome.

Os coxinhas ferozes de classe média, muitos deles completamente encolerizados ao ponto de tentar invadir o Palácio do Planalto depois de o juiz de direita e de província, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná ter repassado os grampos dos diálogos entre Lula e Dilma à imprensa de negócios privados, a fim de interditar a posse do líder trabalhista como ministro-chefe da Casa Civil, fato este inesquecível, porque ficará na história do Brasil o quanto um juiz mal-intencionado, completamente envolvido com a política partidária e ideologicamente de direita pode prejudicar a estabilidade democrática e institucional de um País. E foi exatamente isto que ocorreu.

Moro ao invés de estar a aplicar o Direito, coisa que ele não faz, e cometer desatinos em nome do combate à corrupção, deveria ter sido afastado para o bem do serviço público, bem como posteriormente demitido, porque causou comoção pública, fez com que grupos de pessoas se voltassem contra um governo constitucional e eleito democraticamente, além de humilhar, constranger e oprimir o ex-presidente Lula, a presidenta Dilma e causar revolta e indignação aos brasileiros que discordam das ações seletivas e arbitrárias do juiz Moro, dos procuradores obsessivos pelo PT, mas jamais pelo PSDB, e dos delegados aecistas, que adoram prender petistas, mas se "esquecem" do próprio Aécio Neves.

Exatamente. O tucano golpista-mor, ex-governador de Minas Gerais e presidente do PSDB, delatado inúmeras vezes por vários criminosos presos, mas blindado estupidamente e vergonhosamente por aqueles servidores públicos pagos a peso de ouro pelo contribuinte, que deveriam proteger a Nação e aplicar o Direito, conforme apregoa a Constituição, quando define e determina que "todos os brasileiros são iguais perante a Lei".

Ora bolas! Iguais até a segunda página para esses servidores alicerces do golpe, porque quando delatores citam nomes de políticos demotucanos e, mais do que isto, oferecem-se para "abrir o jogo" e falar tin-tin por tin-tin como o PSDB e seus aliados organizaram seus esquemas de corrupção para financiar eleições, bem como se darem bem na vida privada, os varões de Plutarco do MPF do Paraná, à frente Carlos Fernando e Deltan Dallagnol, assim como o juiz Moro e os delegados aecistas de Curitiba, não se interessam e arquivam ou deixam em banho-maria os processos que podem prejudicar os tucanos, bem como acontece com michel temer -- o traidor.

Não porque o respeitam ou o consideram tal direitista, mas, principalmente, porque a concretização do golpe passa por ele, temer, que ocupa o poder ilegitimamente e se aliou com o PSDB, que controla três ministérios, sendo que dois deles são, nada mais, nada menos que o Itamaraty e o Ministério da Justiça, esta a instituição que controla a Polícia Federal, cujo ministro é o Alexandre de Moraes, tucano empedernido, radical de direita e que tratou as questões sociais em São Paulo como caso de polícia, a dar porrada, a torto e direito, nos trabalhadores, que até hoje o processam por meio de seus sindicatos. É a direita no poder, vei!

País nenhum merece um sistema judiciário que comete crimes jurídicos e constitucionais, age seletivamente, atua de forma arbitrária, atropela a Constituição e escolhe lado, partido político e até mesmo candidato. É o fim da picada, como também essa gente corporativa paga um alto preço junto à sociedade: falta de credibilidade e confiança por parte de milhões de brasileiros. Quem confia na Justiça que está aí? Em um STF golpista ou no mínimo omisso? Ninguém, porque Inaceitável. Tratar o País como idiota, não dá, não cabe e não é, definitivamente, prudente. Todo mundo sabe que Dilma foi vítima de um golpe e que as "pedaladas" são subterfúgios hipócritas e maquiavélicos para a efetivação do golpe de estado.

Golpe que tem de ser urgentemente combatido e necessariamente revertido no plenário do Senado, ao custo de o Brasil ter o Estado desmantelado e suas estatais mais importantes vendidas para os estrangeiros, bem como o povo ter de enfrentar uma guinada ultraliberal na economia como um todo, além de ser vítima de prejuízos contra as conquistas dos trabalhadores, como limitar a CLT, extinguir as políticas públicas de inclusão social e restringir os direitos humanos. Porque se tem alguma coisa com que a direita não se preocupa e nunca se preocupou é com a independência do Brasil e com a emancipação do povo brasileiro.

Está todo mundo a observar, inclusive a comunidade internacional por intermédio da imprensa e de governos, que consideram o processo de impeachment contra Dilma Rousseff um golpe desprovido das força das armas, mas maquiavélico por se tratar de um golpe forjado juridicamente, com forte presença do Congresso e o apoio publicitário por meio das mídias historicamente golpistas do magnatas bilionários de imprensa, que há décadas transformam o Brasil em um caldeirão de crises, para assim impor suas agendas políticas e econômicas ao País, mesmo sem ter um único voto.

O golpe totalmente nacional -- made in Brazil --, competente e organizado inteiramente pela oligarquia política brasileira, a ter o sistema judiciário indevidamente e criminosamente partidarizado e ideologizado. O golpe dos atos falhos e das declarações sinceras. Gilmar Mendes, político de direita e do PSDB do Mato Grosso, além de juiz do STF, senadora Rose de Freitas (PMDB/ES), o senador Romero Jucá (PMDB/RR), o senador Zezé Perrella (PDT/MG), além do usurpador michel temer, todos proferiram, em dias diferentes, pensamentos em comum em relação ao golpe de estado.

O golpe é tão golpe, tem tanta cara de golpe, que os membros do Governo, gente experiente, políticos tarimbados, começaram, por intermédio de atos falhos ou sinceridade desmedida, porque não se importa, com nada, nem em resguardar seus nomes perante a sociedade e a história, que estão a falar e a reconhecer que o Brasil sofreu mais um golpe bananeiro e violento contra sua democracia e instituições republicanas.

E não é que a  senadora Rose de Freitas (PMDB/ES), que integra a Comissão de Orçamento do Senado, ou seja, está por dentro de questões orçamentárias, disse o seguinte: "Por que o governo saiu? Na minha tese, não teve esse negócio de pedalada, nada disso. O que teve foi um País paralisado, sem direção e sem base nenhuma para administrar. A população não queria mais e o Congresso também não dava a ela (Dilma) os votos necessários para tocar nenhuma matéria". Só que tem uma coisa que o condestável juiz do PSDB esqueceu: a população não é composta somente por coxinhas, tanto qu a Dilma venceu as eleições. Por sua vez, o Congresso não aprovava as matérias porque decidiu dar um golpe e, com efeito, engessou as ações do Governo Trabalhista. Ponto.

Rose reconhece o golpe e com conhecimento, porque apoia michel temer e trabalha com orçamento. Além disso, não é porque uma presidente perca o  apoio no Congresso ou fique impopular que golpista se deem o direito de cometer crimes, como é o caso do golpe. Isto não existe. Por seu turno, a política é dinâmica e a economia é cíclica, então, não há desculpas para se dar um golpe bananeiro promovido pela casa grande terceiro-mundista e de índole escravagista secular.

Romero Jucá, antes de Rose de Freitas, foi pego com a boca na botija, pois seus áudios gravados pela PF e repercutidos pela imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?!) comprovam que o golpe de estado de direita era para proteger os corruptos do PMDB e seus aliados, dar fim ou intervir na Lava Jato, bem como impor o Brasil a receita ultraliberal derrotada em quatro eleições consecutivas e que arrasou com o Brasil e a América Latina nos anos 1990. Ou seja, implementar um programa liberal que não deu certo em lugar nenhum do mundo. Duvida? Pesquise e estude sobre a crise que arrasou a Europa e os Estados Unidos a partir de 2008 e que perdura até hoje.

Além de Jucá e Rose, o senador mineiro Zezé Perrela, do PDT, mas é tucano, amigo e aliado de Aécio Neves, também foi autor de um "sincericídio", e disse: "Claro que o motivo maior (golpe) não foram as pedaladas",  mas a "(...) falta de articulação do governo aqui dentro". A Justiça também não ficou de fora. Gilmar Mendes afirmou: "O processo é político, se ela (Dilma) tivesse cometido crime, se ficasse flagrantemente provado, que ela tivesse cometido crime, e ela tivesse 172 votos, ela também não seria processada".

É mole ou quer mais? Esses caras da direita deram um golpe, e o mundo sabe disso. Menos a imprensa bananeira brasileira. É aquela que produz e repercute um jornalismo de esgoto, porque antinacionalista, antirrepublicana e elitista, além de escravagista. A direita está desesperada. Agosto está aí e Dilma Rousseff pode não cair e retornar de onde jamais deveria ter saído: a Presidência da República. Quem viver verá. Cadê o coxinha golpista que estava aqui? O golpe comeu... Sumiu com eles. Escafedeu-se. É isso aí.

Os golpes vêm para ficar


Por Flavio Aguiar, de Berlim, no site Carta Maior:

“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!” ou “Ganha-se a vida, perde-se a batalha!”. Do Capítulo LV, de “D. Casmurro”, de Machado de Assis.

No referido capítulo do romance de Machado, o protagonista e narrador Bentinho hestia entre os dois finais do soneto que pretende escrever. E que, no final, não o faz. Em suma, o soneto, quando menos, perdeu ambos, a vida e a batalha.

Mutatis mutandis, é uma situação hoje enfrentada pelas esquerdas brasileiras, sobretudo, as extremas. Que não gostam do PT. Que nunca gostaram do PT. Que se desiludiram com o PT. Enfim, tudo.

A dúvida cruel, de bastidor, porque inconfessa, pode assim ser resumida: o governo Temer é fraco (e é); o governo Dilma também é e será fraco, se houver uma nova volta; melhor combater um governo Temer fraco e ilegítimo do que um governo Dilma fraco mas legítimo; então vamos por panos quentes numa possibilidade da volta de Dilma; a volta dela está ficando ligada à ideia de um plebiscito sobre a antecipação das eleições; então, se esta a fórmula para ela retornar com força, menos que mínima, somos contra. O resto, convenhamos, é silêncio. Porque tal não se diz. Fica nas entrelinhas. Nas linhas se diz que o plebiscito é duvidoso, pode legitimar o golpe, pode abrir a porta para uma derrota das esquerdas… etc.

Aí chovem desdobramentos, sendo o principal o de que poderemos (as esquerdas) perder as eleições e assim abrir espaço para um governo legitimamente eleito fazer as barbaridades que este quer fazer, sem legitimidade.Esta linha de argumentação incorre no erro histórico de setores da esquerda em 1964. Estes setores consideravam que o golpe era uma quartelada de pernas curtas; que logo os militares se viriam compelidos a devolver o poder aos civis; e que, assim, o afastamento de Goulart e dos trabalhistas era uma bênção histórica, pois liberaria os trabalhadores do jugo populista e os lançaria nos “Caminhos da liberdade”.

Este tipo de análise esquece uma premissa importante: nem sempre quem está no Palácio está no poder, e vice-versa. Veja-se o caso brasileiro: quem está no Planalto é Temer e sua tropa. Mas quem está no poder é, já agora, um conluio entre:

- o general do Gabinete de Segurança Institucional;

- seus contatos no Instituto Millennium e na mídia golpista;

- contatos em alguns ministérios, setores do funcionalismo insatisfeitos com o governo, etc.

- o ministro da Justiça, que foi a Curitiba visivelmente para convencer Moro a voltar a agir;

- De certo modo, o próprio Moro, dotado de superpoderes judicias e que continuará fazendo o que quiser contra os petistas.

- Além disto, devem fazer parte deste núcleo do complô um bando desconhecido de contatos internacionais - não mais através das sinistra CIA, mas através destas redes de ONGs, siglas e contra-siglas, que fornecem matéria prima para os agentes brasileiros.

- Este grupo deve manter contatos constantes entre si, para manter sua hegemonia sobre as decisões que vierem a ser adotadas.

O general do GSI foi investido de poderes capazes de driblar o Ministério da Defesa. Vai a Israel fechar acordos relativos à segurança. Vai investigar e cadastrar as esquerdas. Temer devolveu aos ministros militares prerrogativas quanto a dados de carreira que Dilma havia retirado.Moro, depois da visita do MJ, volta a agir, com os poderes absolutos de sempre. Manda invadir casa de senadora sem mais aquela. E o STF faz o papel de vaquinha de presépio.

Para este grupo, Temer foi um acidente de percurso. Poderá ser mantido ou não. Se for mantido, é este grupo que ai redesenhar, com a Globo e arredores, mais a Fiesp e suas contribuições, o futuro do Brasil. Não vai haver complacência com relação às esquerdas.

Para este núcleo duro nada pior do que alguma forma de consulta popular. O ideal seria já em 2017 votar uma emenda parlamentarista e algo como uma eleição indireta para a Presidência da República.

Mas diante deste quadro, as esquerdas estão agora empenhadas numa discussão interna. O curioso é que para algumas delas a consulta popular parece tão ameaçadora quanto para o núcleo duro do golpe. Preferem enfrentar um governo Temer - ou outro dele emanado - ilegítimo - do que correr o risco de ver um governo Dilma retornar, mesmo que para comandar uma eleição antecipada. O plebiscito parece uma ameaça: podemos perder! Sim, podemos perder, mas eu diria que nesta altura é a única arma institucional que temos para se contrapor a avalanche do núcleo duro do golpe. Além de que, parece, somente ele poderia abrir uma possível porta para a derrota do impeachment no Senado. Sem este apoio institucional, iremos de manifestação em manifestação até a perda de fôlego. E aí a direita realmente reinará. Com ou sem seus trouxinhas a tiracolo, pois eles terão se tornado dispensáveis.

Não vejo saída sem o plebiscito. Só entrada, mais uma e de vez, num longo túnel chamado golpe. Trata-se aqui de ganhar a vida e a batalha.

domingo, 26 de junho de 2016

Charge dos nossos dias

A língua é cega

Por Quinho Cartum


Instituto Butantã começa a testar vacina contra dengue em todo o país

Os testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue, que já vinham sendo feitos desde fevereiro com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), começaram a ser realizados também, nessa quinta-feira (23), com 1,2 mil voluntários na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior paulista.

O Hospital das Clínicas e a Famerp são dois dos 14 centros de estudo credenciados pelo Instituto Butantã - que desenvolve a vacina -, onde serão feitos os testes da terceira etapa do projeto. Esta fase envolverá 17 mil pessoas em 13 cidades, nas cinco regiões do país. Na próxima semana, segundo o instituto, um centro em Manaus (AM) e outro em Boa Vista (RO) também darão início aos trabalhos.

A última etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Ninguém - nem a equipe médica e nem o voluntário - saberá quem vai receber a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo é descobrir, a partir dos exames do material coletado desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.

Em São José do Rio Preto, única cidade sem ser uma capital que participará desta etapa, a vacinação e o acompanhamento dos voluntários pela Famerp são feitos em uma Unidade Básica de Saúde. As pessoas que participarão do teste são voluntárias, saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Eles são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar quanto tempo dura a proteção oferecida pela vacina.

Segundo o instituto, a última etapa de testes pode durar em torno de um ano quando poderão ter resposta dos efeitos da vacina. Mas os indivíduos que tomaram a vacina serão acompanhados por cinco anos para saber como eles vão se comportando nesse período: se ainda estarão protegidos contra a dengue e se haverá necessidade de uma dose de reforço no futuro. O instituto estima que a vacina esteja disponível para registro até 2018.

A vacina contra a dengue tem potencial para proteger contra quatro vírus da doença com uma única dose. Ela é produzida com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica é maior, mas como eles estão atenuados, não há potencial para provocar a doença.

Fonte: Agência Brasil

Lâmpadas incandescentes não poderão ser vendidas no Brasil a partir do dia 30

Vendas de lâmpadas incandescentes estarão proibidas a partir do dia 30
Por Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

A partir da próxima quinta-feira (30), as lâmpadas incandescentes não poderão mais ser vendidas no Brasil. As alternativas para os consumidores são as lâmpadas fluorescentes ou as de LED que, apesar de mais caras, consomem menos energia e duram mais.
Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75%, se comparada a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. E se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%. A durabilidade da LED é 25 vezes superior às lâmpadas incandescentes e até quatro vezes maior que as lâmpadas fluorescentes.

Para o diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux ), Isac Roizenblatt, vale a pena investir em lâmpadas mais modernas, porque o retorno financeiro é grande. “O que custa pesado para os consumidores não é o preço da lâmpada de fato, é o preço da energia ao longo do tempo. Então, esse investimento retorna rapidamente”, avalia.

Enquanto uma lâmpada incandescente de 60 watts custava em média R$ 2,90, uma equivalente de LED custa em torno de R$ 8,90. Segundo a Abilux, o preço da lâmpada de LED vem caindo cerca de 30% por ano no Brasil.

Roizenblatt também aponta que as lâmpadas incandescentes emitem 95% de calor e apenas 5% de luz, o que prejudica o meio ambiente. “É uma lâmpada que tem baixíssima eficiência e vida curta”, explica. Segundo ele, a melhor opção é usar as lâmpadas LED, que são mais eficientes e não contêm metais pesados, como as fluorescentes, que têm mercúrio em sua composição. O uso de lâmpadas LED já é adotado amplamente em outros países como China, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Austrália, Argentina, Venezuela e na União Europeia.

A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W, e o processo de substituição acaba no dia 30 junho deste ano, com a proibição das lâmpadas com potência inferior a 40W. A partir dos prazos finais estabelecidos, fabricantes, atacadistas e varejistas serão fiscalizados. Os estabelecimentos, importadores e fabricantes serão fiscalizados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e quem não atender à legislação poderá ser multado.

Segundo a Abilux, se todas as lâmpadas do país fossem substituídas por LED, haveria uma redução de cerca de 10% no consumo de energia elétrica. “Não só o cidadão ganha quando usa uma lâmpada mais moderna, mas o país ganha porque transfere investimentos em geração e distribuição de energia. A diferença de eficiência é tão grande que reflete em todo o país porque não existe lugar onde não se usa uma lâmpada, em ambientes externos e internos. Então, vale a pena”, diz Roizenblatt. Segundo dados da ONU, a substituição das lâmpadas incandescentes no mercado é capaz de economizar anualmente cerca de 5% de toda a energia elétrica utilizada no mundo.

Nas lojas de Brasília, já é difícil encontrar lâmpadas incandescentes para vender, embora ainda haja procura dos consumidores. “Algumas pessoas ainda procuram, se tivéssemos ainda em estoque, com certeza venderíamos”, diz o gerente de vendas de uma loja da capital, Sebastião Pereira Costa.

Segundo ele, as pessoas procuram porque gostam da cor da luz incandescente e não se acostumam com a luz emitida pelas lâmpadas LED. “A qualidade da luz incandescente ainda é a melhor, apesar de ter um maior consumo de energia, esquentar muito e durar pouco”, diz. De acordo com o gerente, existem hoje no mercado opções de lâmpadas LED com luminosidade amarelada, parecida com as incandescentes.

Edição: Fernando Fraga
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