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sábado, 21 de abril de 2018

CAMILA ALVES – A BELA DA SEMANA


Existe um remédio que faz com esqueçamos as madeixas e as agruras que nos confiscam as cores da vida, tal bálsamo é a beleza feminina, esta beleza que nos favorece os olhos, a mulher quando bela tem por vocação a arte de encantar e fazer com que sejamos abduzidos diante do efeito de sua formosura extraterrena.

Mulher de superioridade incontestável, pertencente ao mais numeroso exemplo da beleza feminina, um campo dominado pela hegemonia das morenas, uma peculiaridade continental onde a feminilidade destes seres evidencia esta região pela grandeza de formosura mostrada nestas que igualmente à Camila, torna-se a definição exata do encanto.


Assim é Camila Alves, parte do seleto grupo daquelas que pela beleza, faz da mulher o maior espetáculo manifesto pela natureza, na grandeza dos detalhes que compõe tamanha supremacia, Camila é ícone entre aquelas que têm para si a atenção de olhos sempre seduzidos pelo encanto proveniente de mulheres que caprichosamente existem para fascinar.


Sua beleza é uma poesia, uma rima perfeita de curvas e linhas as quais inspiram poesias, tê-la entre as que aqui são cultuadas, é antes de um prazer, uma obrigação, uma vez que o intuito deste espaço é externar a beleza daquelas que iguais à Camila, tornam esta página a maior vitrine da beleza feminina e simultaneamente, prova que esta região uma vez composta por tais beldades, naturalmente faz deste pedaço geográfico do Paraná, um recanto de belas.

Aqueles que tem o prazer de sua amizade, deleitam-se no encanto que ela por vocação natural é capaz de proporcionar, os mais afortunados a quem ela regala sua impagável confiança, desfrutam do privilégio de tê-la no rol das pessoas que valem a pena.

Ao contemplarmos o poema Camila, estamos convencidos que a beleza tem cabelos negros e a manifestação mais cativante da beleza, está nas mulheres morenas, exímias sedutoras e atraentes por puro dom divinal.

O privilégio e a honra de termos Camila neste panteão de desejadas mulheres, não é menor que a beleza contida em sua inefável imagem. Por isso, tornamo-nos orgulhosos ao cultuarmos a mulher em sua mais completa feminilidade.

Como devotos que somos da majestade feminina, louvemos aqui a magnificência de Camila, para nosso deleite, ela está para privilegiar nossos olhos, ela está para ser admirada... Nosso respeito para aquela que em virtude da beleza é adorno para todo ambiente, um salve à cor morena, um viva a nossa tamanha sorte, Camila Alves é a Bela da Semana.

*CAMILA ALVES DE SOUZA SANTOS – Nova Londrina/PR – Filha de Clarice Pereira e Aldair Alves – Camila é corinthiana.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Caso Aécio despista opinião pública e ajuda PSDB a blindar Alckmin

Para analista, líderes do partido sabem que não havia como salvar senador tucano. O problema do PSDB só se tornará sério se processos envolvendo as lideranças do partido evoluírem.

Por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – A decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de aceitar denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Aécio Neves (PSDB-MG), agora transformado em réu, acusado de corrupção passiva e obstrução de justiça, provocou reação imediata do ex-governador de São Paulo e correligionário do senador. "Claro que entristece. Não existe Justiça verde, amarela, vermelha ou azul", disse Geraldo Alckmin na terça-feira (17).

A decisão do STF, ainda que não ande com a velocidade em que andaram os processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chega a ser eleitoralmente positiva para Alckmin e o PSDB. Como Aécio, mesmo se fosse preso amanhã, não tem a significância política e eleitoral. Tornar-se réu oferece esse discurso de "lei para todos" aos tucanos. Inclusive a Alckmin.

O governador é acusado de receber, por meio de um cunhado, R$ 10,3 milhões em propina da Odebrechet, sendo R$ 2 milhões para a campanha de 2010 e R$ 8,3 milhões para a de 2014. Mas depois de perder foro privilegiado no início deste mês ao deixar o governo – estando assim exposto à primeira instância –, ele teve seu processo excluído da Lava Jato pela ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi, relatora do caso.

Ela enviou o processo, que segue em sigilo, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). Um semana depois, o "Santo", apelido atribuído ao ex-governador na lista de propinas da empreiteira, declarou, sobre Aécio: "Decisão judicial se respeita, a lei é para todos".

Para a professora e cientista política da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) Maria do Socorro Sousa Braga, a fala de Alckmin reflete a postura cautelosa do próprio PSDB e tem alguns objetivos claros. “Eles sabem que a opinião pública, ou parte dela, está de olho na questão da corrupção.”

A partir dessa premissa, avalia, os tucanos querem mostrar à população que o PSDB não é contra a Operação Lava Jato. “Pretendem passar a ideia de cortar na própria carne e de que são todos a favor da Lava Jato, desde que não afete outros nomes do partido. Eles não podem cair em cima da Justiça falando contra ela. A ideia, também, é blindar Alckmin. Mas se chegasse ao governador, não teriam o mesmo discurso.”

Denúncias
A professora lembra que há diversas denúncias envolvendo o nome do governador paulista no estado. “E está tudo parado, assim como nos casos de (José) Serra, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio, todos eles.”

Por enquanto, a tendência é a de os tucanos tentarem “segurar o máximo que puderem” e evitar emitir qualquer juízo de valor sobre o que venha a acontecer na esfera judicial. “Não tinham como salvar Aécio, e os líderes do partido sabem disso. Mas o problema do PSDB se tornará eleitoralmente muito sério se o clima de denúncias e julgamentos envolvendo as principais lideranças do partido evoluir.”

Pré-candidato à presidência da República, Alckmin afirmou à Rádio Bandeirantes que o melhor para o PSDB é que Aécio não seja candidato em outubro, o que revela também a disputa interna entre o PSDB paulista e o mineiro, que é antiga.

Após a prisão do empresário Paulo Preto, considerado operador do PSDB, o cientista político Roberto Amaral disse que, se o ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária, a Dersa, “fizer acordo e delatar o que sabe, a república do tucanato cai”. Na sexta-feira (13), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus do empresário, preso em 6 de abril, um dia depois de o juiz Sérgio Moro decretar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nada indica que as denúncias supostamente envolvendo tucanos andem com a celeridade inédita do processo contra Lula. “Eu não diria que vai ser criada outra jurisprudência, mas tudo vai ser muito mais lento, tanto em relação ao PMDB como ao PSDB. Se isso mudar, é porque existem outras forças colocando pressão para que mais pessoas sejam presas. Mas acho muito difícil”, diz Maria do Socorro. Com relação à frase “a lei é para todos”, dita por Alckmin, até o momento parece um “disfarce”, diz a professora.

Na opinião do advogado criminalista Leonardo Yarochewsky, o andamento do caso de Lula “foi numa rapidez surpreendente". "Em 30 anos de advocacia criminal nunca vi uma rapidez como essa. O que chama mais atenção é que Lula foi condenado absolutamente sem qualquer prova. Foi tratado pela Justiça como um inimigo. Não só o ex-presidente Lula como sua defesa, como símbolos da esquerda. ”

O jurista Pedro Serrano defende a tese de que, a título de aplicar o Direito, o sistema de Justiça suspende os próprios direitos em nome do combate a um determinado inimigo.

“Vivemos um momento de exceção, de ausência de direitos e garantias”, diz Yarochewsky. “Defendo que qualquer que seja o político, de qualquer partido, tem que se respeitar a legalidade democrática, os direitos e garantias fundamentais. Tem que se garantir a todos, seja quem for, independentemente de partidos políticos e de convicções ideológicas.” No caso da Lava Jato, o juiz Sergio Moro “era totalmente suspeito e incompetente” para julgar Lula, na opinião do advogado.

Baseados no Código de Processo Penal, os advogados do ex-presidente insistiram durante todo o processo que Moro não era competente para julgar os crimes imputados a Lula, que supo

quinta-feira, 19 de abril de 2018

ITAÚNA DO SUL - Prefeitura de Itaúna do Sul incentiva a produção de morangos


A Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente, Indústria e Comércio de Itaúna do Sul, com o apoio do poder Executivo Municipal, concluiu nesta sexta-feira (13) o preparo do solo para a safra 2018 da cultura do morango no município.

Diferentemente dos anos anteriores, este ano, o preparo das áreas se deu de forma 100% gratuita, buscando assim, incentivar os produtores existentes no município e também incentivar aqueles que planejam futuramente cultivar este fruto.

A cultura do morango no município ainda é muito pequena, algo em torno de 10.000 m², porém, os produtores estão entusiasmados para a safra deste ano. Embora seja uma atividade familiar, a cultura do morangueiro garante uma boa renda aos produtores.

A fruta tem mercado certo e preço garantido durante o período de safra, gerando renda para os produtores, que necessitam de pequenas áreas para o cultivo da fruta. O trabalho das máquinas foi custeado com recursos do município destinado à fomentação rural.

Via - Diário do Noroeste

Charge dos nossos dias

Por Ivan Cabral.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dois brasileiros e um paraguaio são presos com 450 quilos de maconha

A droga teria saído de Capitan Bado no Paraguai e seria entregue em Nova Londrina.


No Diário do Noroeste.

A Polícia Civil de Loanda prendeu na tarde do último domingo (15) dois brasileiros e um paraguaio com 
quase 450 quilos de maconha. A droga teria saído de Capitan Bado (no Paraguai) e seria entregue em Nova Londrina.

A prisão aconteceu na PR-182, entre Querência do Norte e Santa Cruz de Monte Castelo. A maconha estava em um Fiat Uno que não tinha registro de furto ou roubo.

O delegado Alysson Gabriel Nunes Tinoco explicou que os dois traficantes que estavam no carro contavam com a ajuda de um motociclista que seguia na frente e avisava sobre possíveis operações policiais.

PARANAVAIENSE - Um dos brasileiros presos residia em Paranavaí e foi solto recentemente do minipresídio. O rapaz teria cumprido pena pelo crime de roubo.

O outro brasileiro preso na operação policial residia em Querência do Norte e possui várias passagens policiais e entre elas uma em que foram apreendidos 2.250 quilos de maconha em Naviraí.

O acusado de nacionalidade paraguaia alegou ser menor de idade. O delegado confirmou que iria investigar a informação, porém, disse acreditar que o acusado tenha mais de 18 anos. Na tarde de ontem, havia a previsão de que a droga fosse incinerada após a autorização judicial.

Como a droga foi trazida do Paraguai, o inquérito será entregue para a Polícia Federal que terminará as investigações. Tinoco comentou que os três homens presos podem somente prestar o serviço de transportar a mercadoria.

O delegado de Loanda explicou que todos os envolvidos responderão pelo crime de tráfico internacional de drogas. “Ao serem condenados, eles poderão ter as penas aumentadas de um sexto a dois terços”, disse Tinoco.

Passado e presente: historiadores lançam livro e se solidarizam com Lula no Paraná

Joseli Mendonça, organizadora da obra “Paraná Insurgente”, conversou com os acampados no bairro Santa Cândida.


Daniel Giovanaz - Brasil de Fato

Três historiadores encararam os 300 quilômetros que separam Florianópolis-SC e Curitiba-PR para se somar ao acampamento Lula Livre na manhã deste domingo (15). Bernardo Joffily, Beatriz Mamigonian e Mariana Joffily deixaram de lado os compromissos acadêmicos, prestaram solidariedade ao ex-presidente e, de quebra, participaram do lançamento do livro “Paraná Insurgente”.

Bernardo, jornalista e historiador autodidata, ressalta a importância da resistência popular à prisão de Lula. “Este é, de fato, um momento histórico, que nossos bisnetos vão estudar na escola. É um momento difícil, mas prenhe de esperança, de mudança, de transformação profunda para o nosso povo”, afirma.

A filha dele, Mariana, é professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e pesquisa a história da América Latina. Por isso, está acostumada com as ameaças à democracia no Brasil e emocionada por testemunhar a resistência da classe trabalhadora.

“Estamos vivendo um momento que é único, cujos desdobramentos não podemos prever, mas podemos filiar esse momento de várias maneiras a acontecimentos do passado”, analisa Mariana. “Tanto à tradição das lutas de resistência na América Latina, essa região tão oprimida pelo colonialismo e pelo imperialismo, como também às matrizes do golpe de 2016. Nossa democracia sempre foi limitada, e as elites sempre tiveram muito cuidado em impedir que ela não se expandisse, de fato”.

Beatriz Mamigonian pesquisa a história do século XIX e leciona na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na interpretação dela, é possível estabelecer pontes entre a herança escravista e o posicionamento da classe dominante no contexto do golpe e da perseguição a Lula: “Todos os grandes líderes da história foram seguidos por multidões quando foram presos e condenados injustamente”, acrescenta. “Com Lula, não foi diferente, e por isso presto solidariedade a ele. Mas, ao mesmo tempo, o acampamento é um espaço de articulação e discussão de futuro”, enfatiza.

Paraná Insurgente

As professoras da Udesc e da UFSC fazem parte de um grupo chamado Historiadores pela Democracia, criado em março de 2016, na iminência do golpe parlamentar contra Dilma Rousseff. O grupo organizou, também neste domingo (15), em pleno acampamento, o lançamento do livro “Paraná Insurgente”, organizado pelos historiadores Joseli Mendonça e Jhonatan Souza, sobre as lutas populares no estado desde o século XVIII.

Joseli conversou com os acampados e disse que o Paraná não pode ser resumido como um estado conservador. Sob os aplausos dos apoiadores de Lula, ela citou como exemplo de resistência a Guerrilha de Porecatu, em 1950, e as ocupações de escolas públicas pelos estudantes secundaristas em 2016.

Conforme a história acontece, “à queima-roupa”, pesquisadores de todo Brasil demonstram que não estão presos no passado ou indiferentes às lutas presente. A Associação Nacional de História (ANPUH) publicou uma nota sobre a prisão de Lula e reafirmou: “É por acreditarmos na preservação e consolidação da democracia que nos solidarizamos hoje com Lula, vítima do arbítrio daqueles que não toleram o livre jogo do mercado político”.

Edição: Ednubia Ghisi


terça-feira, 17 de abril de 2018

Congelamento de gastos retirou proteções sociais e não ajudou a reduzir déficit

Constatação é de especialistas que discutiram as consequências de um ano da vigência da EC 95, que criou um teto para gastos públicos. Medida é vista como ineficaz e prejudicial para os mais pobres.


Por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – A Emenda Constitucional 95/16, que congelou os gastos públicos, além de não ter contribuído para combater a crise econômica do país teve efeitos particularmente negativos em relação aos direitos sociais. A constatação é de especialistas do setor e pesquisadores de várias universidades que participaram de seminário sobre o tema elaborado pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), nesta semana. Conforme estudo elaborado com participação da relatoria das Nações Unidas sobre Extrema Pobreza e DH, em vez de melhorar o déficit público, o congelamento tem aprofundado desigualdades socioeconômicas na sociedade, com impactos desproporcionais para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Com um ano de implementação, a medida já começou, segundo integrantes do CNDH, a afetar grupos mais vulneráveis como mulheres negras e pessoas que vivem na pobreza. Prova disso é que dados do governo mostram que um volume significativo de recursos tem sido desviado, desde o ano passado, de importantes programas sociais voltados para alimentação, saúde e educação, e destinados para o pagamento da dívida.

Os pesquisadores também reclamam que a medida imposta pela emenda (de estabelecer um teto de gastos por 20 anos) não contou com participação social, uma vez que tramitou de forma apressada no Congresso Nacional. Um dos principais fatores dessa percepção negativa, conforme explicou a especialista em Orçamento Público Grazielle David, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), é o fato de a estrutura tributária em vigor hoje no país onerar bem mais os pobres e a classe média.

“Para se ter ideia, a carga tributária sobre consumo e trabalho atingiu 76% do total da receita tributária em 2014, ano em que bateu um recorde de crescimento, enquanto a tributação sobe a propriedade e os ganhos de capital representam 7,4% do Produto Interno Bruto(PIB) do país, no mesmo período”, disse ela. Outra contradição apontada pela pesquisadora são dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segundo os quais, no Brasil, os 10% mais ricos gastam 21% de sua renda com impostos, ao passo que os 10% mais pobres gastam 32% da renda com impostos.

De acordo com Grazielle, num país com estes dados, orçamentos pró-cíclicos retiram investimentos em direitos humanos, na proteção social, no combate à mudança climática, nos jovens e na igualdade racial e de gênero, enquanto os pagamentos dos serviços da dívida disparam. Para a analista, a austeridade e o teto dos gastos são “injustificáveis”, uma vez que falham em seus objetivos, de reduzir o déficit e restaurar a confiança financeira.

Combate à evasão fiscal
Conforme o trabalho de Grazielle, as projeções atuais sugerem fortes evidências de que a emenda pouco contribuirá para reduzir o déficit e ainda retardará o crescimento econômico. A pesquisadora sugeriu como alternativas para as medidas de austeridade combater a evasão fiscal. A seu ver, medidas neste sentido, segundo dados do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), poderiam fazer com que o Tesouro recebesse R$ 571,5 bilhões a mais em arrecadação.

Outra alternativa sugerida pela técnica do Inesc seria uma reforma tributária que incluísse uma alíquota sobre a renda da pessoa física de 35% para rendas muito altas e a progressiva taxação de lucros e dividendos.

Já o professor e economista Pedro Rossi, da Unicamp – que está mapeando o desmonte das ações sociais no âmbito das medidas de austeridade implantadas pelo governo num trabalho a ser divulgado em julho – considera que a austeridade tem dois lados: um é o lado macro, que se reflete na redução de empregos e baixo crescimento, e o outro é micro, que repercute na ponta, ou seja, na vida das pessoas.

“A ideia de que é um remédio para a crise é mentira deslavada. A austeridade reduz o crescimento econômico, aumenta o desemprego e a desigualdade. A ideia de que a austeridade pode reduzir a crise tem sido contestada até mesmo por economistas que defendiam esta prática anos atrás, depois de analisarem o resultado de medidas implantadas em vários países que não deram certo”, destacou.

Para o acadêmico, a ideia de que a austeridade vai restaurar a economia, defendida por determinados setores, “não se sustenta, é seletiva, porque prejudica os mais pobres e é também machista, porque prejudica mais as mulheres”. “Quando há falta de vaga nas escolas, falta de merenda para os alunos, é a mulher que na maior parte das vezes fica impedida de trabalhar para cuidar dos filhos”, afirmou.

Projeto neoliberal de país
Mais graves que a austeridade, na visão de Rossi, são os efeitos da continuidade desse processo, uma vez que a previsão da Emenda é de congelamento de gastos por duas décadas. “Isso tende a virar um barril de pólvora. Para mim, é uma medida que consiste em um projeto de país que estão tentando implantar. Um projeto neoliberal de redução do Estado ao longo do tempo”, acusou.

O acadêmico propôs um modelo de desenvolvimento voltado mais produtivo e com investimento em tecnologia. “Se incentivarmos estes dois polos, tecnologia e produtividade, aí sim poderemos achar uma boa alternativa para a crise”, ressaltou.

O cientista social Rafael Georges, da Oxfam Brasil, lembrou que o Brasil é o 10º país mais desigual do planeta, o que considera absurdo diante da abundância de recursos naturais existentes aqui. “De 1998 em diante o país começou ter uma reversão das desigualdades com redução da pobreza. Mas com as mudanças feitas na Constituição, corremos o risco de que este ciclo seja totalmente revertido”, afirmou.

De acordo com ele, “é importante as pessoas terem consciência que aqui, uma pessoa que recebe um salário mínimo mensal precisaria levar 19 anos trabalhando para ganhar o mesmo salário que o mais rico ganha em um mês”. “Os 10% mais ricos do país estão totalmente insulados pela renda da população”, explicou.

Juntamente com outras propostas aprovadas de 2016 até agora, a EC 95 é alvo de um documento que está sendo elaborado pelo CNDH para ser entregue à Corte Interamericana de Direitos Humanos no início de maio, com o intuito de mostrar as iniciativas implementadas pelo governo Temer que tendem a levar o país a um retrocesso em termos direitos e garantias.

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