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terça-feira, 16 de julho de 2019

Cientista diz que a Educação e pesquisa nunca foram tão atacadas

Em entrevista à revista Época, o esquisador da memória, do sono e dos sonhos, o neurocientista e escritor brasiliense Sidarta Ribeiro diz que a Educação no Brasil nunca foi tão maltratada. Ele participa da Flip neste sábado, às 19h, na mesa Massacará, em Paraty (RJ) para lançar o seu livro "O oráculo da noite", em que traça uma história do sonho por uma perspectiva não apenas científica, como também literária, antropológica e psicanalítica.

'O sonho simula um futuro possível com base nas lembranças do passado', diz Sidarta Ribeiro Foto: Elisa Elsie / Divulgação
Autor de mais de noventa artigos científicos em periódicos internacionais, diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso de Ciência (SBPC) e membro do Comitê Diretivo da Escola Latino-Americana de Educação, Ciências Cognitivas e Neurais, Sidarta demonstra preocupação com os rumos da educação do país. Segundo ele, Educação é a base da pesquisa e vem sendo maltratada como nunca.

O ensino em níveis fundamental e médio está sucateado e os salários do magistério são péssimos. As universidades estão sob forte restrição orçamentária e a pós-graduação agoniza com o corte de bolsas da Capes. Cientistas de todas as idades começam a migrar para o exterior e a drenagem de cérebros volta a preocupar. Não existe país no mundo - ainda mais com as dimensões brasileiras - que tenha desenvolvido a economia sem investir seriamente na educação e na ciência. É evidente que o futuro da pesquisa brasileira está em risco, e portanto o próprio futuro do Brasil está em risco, diagnostica.

Sidarta falou também da autonomia universitária, que está sob ataque, tanto por restrições orçamentárias quanto por ingerências em sua gestão. O decreto presidencial 9794/2019 distorceu o sistema de nomeações de dirigentes universitários ao delegar ao governo federal não apenas a nomeação de reitores, mas também as indicações para cargos de segundo e terceiro escalões. Esse decreto viola a autonomia universitária prevista no artigo 207 da Constituição Federal, afirma.

Livrarias

Ele cita o caso de três instituições - Universidade Federal do Rio (Unirio), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) – em que o governo nomeou como reitores pessoas derrotadas na consulta feita à comunidade acadêmica, ou que nem mesmo participaram dessa consulta. É um retrocesso histórico que precisa ser revertido, diz ele.

De acordo com o cientista, o ataque à Educação não é inédito, mas na escala em que tem ocorrido é novo e muito preocupante. Para ele, o conflito ideológico no Brasil chegou às raias do absurdo, fazendo que muitas pessoas aceitem teses estapafúrdias desde que sejam vistas como um contraponto a seus adversários. Por causa dessa miopia, muitos apoiadores do governo veem nas escolas e universidades um inimigo a combater, espalhando notícias falsas e destilando ódio contra a melhor ferramenta de que dispomos para desenvolver nossa sociedade: a educação pública de qualidade, afirma.

Ele conclui enfatizando que o Brasil perdeu 30% de suas livrarias na última década. Metade das escolas não tem espaço para a leitura e contamos com apenas uma biblioteca pública para cada 30 mil habitantes. Estima-se que 44% dos brasileiros não tenham o hábito da leitura e que 30% nunca compraram um livro em toda a vida. “Precisamos nos perguntar a quem interessa que um país tão grande e tão cheio de riquezas naturais se afaste cada vez mais da construção de um pensamento crítico bem fundamentado”, finaliza.

Via - Portal Vermelho

segunda-feira, 15 de julho de 2019

SE OS HOMENS MENSTRUASSEM


Por *Gloria Steinem

Morar na Índia me fez compreender que a minoria branca do mundo passou séculos nos enganando para que acreditássemos que a pele branca faz uma pessoa superior a outra. Mas na verdade a pele branca só é mais suscetível aos raios ultravioleta e propensa a rugas.

Ler Freud me deixou igualmente cética quanto à inveja do pênis. O poder de dar à luz faz a “inveja do útero” mais lógica e um órgão tão externo e desprotegido como o pênis deixa os homens extremamente vulneráveis. Mas ao ouvir recentemente uma mulher descrever a chegada inesperada de sua menstruação (uma mancha vermelha se espalhara em seu vestido enquanto ela discutia, inflamada, num palco) eu ainda ranjo os dentes de constrangimento. Isto é, até ela explicar que quando foi informada aos sussurros deste acontecimento óbvio, ela dissera a uma platéia 100% masculina: “Vocês deveriam estar orgulhosos de ter uma mulher menstruada em seu palco. É provavelmente a primeira coisa real que acontece com vocês em muitos anos!”

Risos. Alívio. Ela transformara o negativo em positivo. E de alguma forma sua história se misturou à Índia e a Freud para me fazer compreender finalmente o poder do pensamento positivo. Tudo o que for característico de um grupo “superior” será sempre usado como justificativa para sua superioridade e tudo o que for característico de um grupo “inferior” será usado para justificar suas provações. Homens negros eram recrutados para empregos mal pagos por serem, segundo diziam, mais fortes do que os brancos, enquanto as mulheres eram relegadas a empregos mal pagos por serem mais “fracas’. Como disse o garotinho quando lhe perguntaram se ele gostaria de ser advogado quando crescesse, como a mãe, “Que nada, isso é trabalho de mulher.” A lógica nada tem a ver com a opressão.

Então, o que aconteceria se, de repente, como num passe de mágica, os homens menstruassem e as mulheres não? Claramente, a menstruação se tornaria motivo de inveja, de gabações, um evento tipicamente masculino.

Os homens se gabariam da duração e do volume. Os rapazes se refeririam a ela como o invejadíssimo marco do início da masculinidade. Presentes, cerimônias religiosas, jantares familiares e festinhas de rapazes marcariam o dia. Para evitar uma perda mensal de produtividade entre os poderosos, o Congresso fundaria o Instituto Nacional da Dismenorréia. Os médicos pesquisariam muito pouco a respeito dos males do coração, contra os quais os homens estariam, hormonalmente, protegidos e muito a respeito das cólicas menstruais. Absorventes íntimos seriam subsidiados pelo governo federal e teriam sua distribuição gratuita. E, é claro, muitos homens pagariam mais caro pelo prestígio de marcas como Tampões Paul Newman, Absorventes Mohammad Ali, John Wayne Absorventes Super e Miniabsorventes e Suportes Atléticos Joe Namath — “Para aqueles dias de fluxo leve”.

As estatísticas mostrariam que o desempenho masculino nos esportes melhora durante a menstruação, período no qual conquistam um maior numero de medalhas olímpicas. Generais, direitistas, políticos e fundamentalistas religiosos citariam a menstruação (”men-struação”, de homem em inglês) como prova de que só mesmo os homens poderiam servir a Deus e à nação nos campos de batalha (”Você precisa dar seu sangue para tirar sangue”), ocupariam os mais altos cargos (”Como é que as mulheres podem ser ferozes o bastante sem um ciclo mensal regido pelo planeta Marte?”), ser padres, pastores, o Próprio Deus (”Ele nos deu este sangue pelos nossos pecados”), ou rabinos (”Como não possuem uma purgação mensal para as suas impurezas, as mulheres não são limpas”).

Liberais do sexo masculino insistiriam em que as mulheres são seres iguais, apenas diferentes. Diriam também que qualquer mulher poderia se juntar à sua luta, contanto que reconhecesse a supremacia dos direitos menstruais (”O resto não passa de uma questão”) ou então teria de ferir-se seriamente uma vez por mês (”Você precisa dar seu sangue pela revolução”). O povo da malandragem inventaria novas gírias (”Aquele ali é de usar três absorventes de cada vez”) e se cumprimentariam, com toda a malandragem, pelas esquinas dizendo coisas tais como:

— Cara, tu tá bonito pacas!
— É, cara, tô de chico!

Programas de televisão discutiriam abertamente o assunto. (No seriado Happy Days: Richie e Potsie tentam convencer Fonzie de que ele ainda é “The Fonz”, embora tenha pulado duas menstruações seguidas. Hill Street Blues: o distrito policial inteiro entra no mesmo ciclo.) Assim como os jornais, (TERROR DO VERÃO: TUBARÕES AMEAÇAM HOMENS MENSTRUADOS. JUIZ CITA MENSTRUAÇÃO EM PERDÃO A ESTUPRADOR.) E os filmes fariam o mesmo (Newman e Redford em Irmãos de Sangue).

Os homens convenceriam as mulheres de que o sexo é mais prazeroso “naqueles dias”. Diriam que as lésbicas têm medo de sangue e, portanto, da própria vida, embora elas precisassem mesmo era de um bom homem menstruado. As faculdades de medicina limitariam o ingresso de mulheres (”elas podem desmaiar ao verem sangue”). É claro que os intelectuais criariam os argumentos mais morais e mais lógicos. Sem aquele dom biológico para medir os ciclos da lua e dos planetas, como pode uma mulher dominar qualquer disciplina que exigisse uma maior noção de tempo, de espaço e da matemática, ou mesmo a habilidade de medir o que quer que fosse? Na filosofia e na religião, como pode uma mulher compensar o fato de estar desconectada do ritmo do universo? Ou mesmo, como pode compensar a falta de uma morte simbólica e da ressurreição todo mês?

A menopausa seria celebrada como um acontecimento positivo, o símbolo de que os homens já haviam acumulado uma quantidade suficiente de sabedoria cíclica para não precisar mais da menstruação. Os liberais do sexo masculino de todas as áreas seriam gentis com as mulheres. O fato “desses seres” não possuírem o dom de medir a vida, os liberais explicariam, já é em si castigo bastante.

E como será que as mulheres seriam treinadas para reagir? Podemos imaginar uma mulher da direita concordando com todos os argumentos com um masoquismo valente e sorridente. (’A Emenda de Igualdade de Direitos forçaria as donas de casa a se ferirem todos os meses : Phyllis Schlafy. “O sangue de seu marido é tão sagrado quanto o de Jesus e, portanto, sexy também!”:

Marabel Morgan.) Reformistas e Abelhas Rainhas ajustariam suas vidas em torno dos homens que as rodeariam. As feministas explicariam incansavelmente que os homens também precisam ser libertados da falsa impressão da agressividade marciana, assim como as mulheres teriam de escapar às amarras da “inveja menstrual”. As feministas radicais diriam ainda que a opressão das que não menstruam é o padrão para todas as outras opressões. (”Os vampiros foram os primeiros a lutar pela nossa liberdade!”) As feministas culturais exaltariam as imagens femininas, sem sangue, na arte e na literatura. As feministas socialistas insistiriam em que, uma vez que o capitalismo e o imperialismo fossem derrubados, as mulheres também mens-truariam. (”Se as mulheres não menstruam hoje, na Rússia”, explicariam, “é apenas porque o verdadeiro socialismo não pode existir rodeado pelo capitalismo.”)

Em suma, nós descobriríamos, como já deveríamos ter adivinhado, que a lógica está nos olhos do lógico. (Por exemplo, aqui está uma idéia para os teóricos e lógicos: se é verdade que as mulheres se tornam menos racionais e mais emocionais no início do ciclo menstrual, quando o nível de hormônios femininos está mais baixo do que nunca, então por que não seria lógico afirmar que em tais dias as mulheres comportam-se mais como os homens se portam o mês inteiro? Eu deixo outros improvisos a seu cargo.*

A verdade é que, se os homens menstruassem, as justificativas do poder simplesmente se estenderiam, sem parar.

Se permitíssemos.

Via Cloaca News.

* Gloria Steinem (Toledo, 25 de março de 1934) é uma jornalista estadunidense, célebre por seu engajamento com o feminismo e sua atuação como escritora e palestrante, principalmente durante a década de 1960. (Fonte Wikipédia)

sábado, 13 de julho de 2019

Bolsonaro: o trabalho infantil liberta

Por que as coincidências no Brasil têm sido tão trágicas? No dia 4 de julho, o mundo culto e civilizado lembrou o falecimento de Monteiro Lobato, o escritor da infância de todos os tempos brasileiros. E como um coice irônico, nesse mesmo dia o indivíduo que está presidente cometeu:

Urariano Mota/Foto reprodução

Por *Urariano Mota
"Trabalhando com nove, dez anos de idade na fazenda eu não fui prejudicado em nada. Quando um moleque de nove, dez anos vai trabalhar em algum lugar, tá cheio de gente aí (dizendo) trabalho escravo, não sei o quê, trabalho infantil. Agora, quando tá fumando um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada"

A partir da sua experiência bruta e da formação na escola da ditadura, ele poderia adaptar a frase “o trabalho liberta”. Esse foi o deboche para o trabalho forçado e extermínio de judeus inscrito nas entradas de vários campos do nazismo, como em Auschwitz. Bastaria o ignaro falar de modo mais claro, se um pouco de imaginação tivesse: o trabalho infantil liberta. Por que não? O espírito de insulto é o mesmo.

Na sua volta até o passado bárbaro, esse indivíduo na presidência recua aos tempos da Revolução Industrial, nos séculos dezoito e dezenove. Lá no começo, apenas as crianças abandonadas em orfanatos eram entregues aos patrões para o trabalho nas fábricas. Mas com o passar do tempo, as crianças que tinham famílias começaram a trilhar o mesmo caminho, trabalhando por longas e exaustivas horas. A história registra que crianças eram espancadas a socos e outras agressões para punir a desatenção. As que chegavam atrasadas ou que conversavam durante o trabalho também eram castigadas. As que fugiam eram procuradas pela polícia e fichadas quando encontradas.

Como uma atualização da fala de Bolsonaro no século dezoito, crianças trabalhavam sob máxima exploração na indústria, porque os patrões as salvavam do crime. A “ideia”, como falam os tecnocratas do governo, era que as crianças pobres deveriam trabalhar porque o trabalho as protegia do crime e da marginalidade. Assim, evitavam que fumassem o equivalente a um paralelepípedo do crack na época Dentro de uma fábrica, muitas delas acorrentadas, não poderiam estar a mesmo tempo nas ruas. O trabalho liberta!

Marx escreveu sobre esse belo quadro:

“Muitos, milhares desses pequenos seres infelizes, de sete a treze ou quatorze anos, foram despachados para o norte. O costume era o mestre (o ladrão de crianças) vesti-los, alimentá-los e alojá-los na casa de aprendizes junto à fábrica. Foram designados supervisores para lhes vigiar o trabalho. Era interesse destes feitores de escravos exigirem das crianças o trabalho máximo possível, pois sua remuneração era proporcional à quantidade de trabalho que deles pudessem extrair. Os lucros dos fabricantes eram enormes, mas isso apenas aguçava-lhes a voracidade lupina. Começaram então a prática do trabalho noturno, revezando, sem solução de continuidade, a turma do dia pelo da noite. O grupo diurno ia se estender nas camas ainda quentes que o grupo noturno ainda acabara de deixar, e vice-versa. Todo mundo diz em Lancashire, que as camas nunca esfriam”.

As notícias no aniversário da morte de Monteio Lobato falam que Bolsonaro partiu da própria experiência para elogiar o caráter pedagógico do trabalho infantil. Bolzo fala do que viveu, ou que diz ter vivido. É natural. Em indivíduos num estágio rudimentar, atrasado de consciência, não existe a compreensão mínima do que sofreram. Se foram espancados, estuprados na infância, é porque isso é natural. Então repetem a barbárie, pregam-na como um ideal de vida, porque assim seria a lei. Estúpidos por natureza e demência.

A esta altura, é impossível não lembrar o Barão de Itararé, quando observou o nível da política brasileira: “Houve um tempo em que os animais falavam; hoje, eles até escrevem”

Escrevem, tuítam, falam sobre trabalho infantil, Barão No mesmo dia do aniversário da morte de Monteiro Lobato.
* Jornalista do Recife. Autor dos romances “Soledad no Recife”, “O filho renegado de Deus” e “A mais longa duração da juventude”

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Paim diz que Senado não vai carimbar destruição da aposentadoria

O senador Paulo Paim (PT-RS) usou as redes sociais neste domingo (7) para fazer um alerta: “Estão enganados aqueles que acham que o Senado é apenas uma casa carimbadora. Aqui se debate, se discute e se vota. Se aqui chegar, tudo o que for necessário modificar na reforma da Previdência, que se faça”.


Segundo o senador, a proposta aprovada na comissão especial da Câmara atinge a população mais pobre do país.

“O governo diz que vai economizar mais de R$ 1 trilhão com a reforma. R$ 800 bilhões será é nas costas do RGPS (Regime Geral de Previdência Pública), para quem ganha um, dois, três salários mínimos, BPC (Benefício de Prestação Continuada) e o abono salarial. Os grandões contribuirão com muito pouco. Mais uma vez os pobres é que irão pagar a conta. Que combate aos privilégios é esse?”, indagou o senador.

Paulo Paim diz que os trabalhadores já estão sofrendo muito com o lendo atendimento no INSS. “Dos 2,2 milhões pedidos para concessão de benefícios junto ao INSS, 1,4 milhão estão com análise em atraso. A situação tende a piorar, porque o governo anunciou que não fará concurso público para preencher as vagas no órgão nos próximos anos”, criticou.

Da redação

terça-feira, 9 de julho de 2019

Bolsonaro extingue Rádio MEC Rio, emissora mais antiga do Brasil

No ar desde 1923, a Rádio MEC AM do Rio de Janeiro acaba de ser extinta pelo governo Jair Bolsonaro. Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, é que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) precisa ser enxugada.

A Rádio MEC Rio contempla toda a diversidade da música brasileira. Foto: Reprodução.

Da Revista Fórum

A Rádio MEC – que foi criada pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto, pai da radiodfusão no País – ficará no ar até o próximo dia 31, quando deve ser desligada. Com cerca de 50 mil registros e produções, a emissora possui um patrimônio de gravações de depoimentos que vão de Getúlio Vargas a Monteiro Lobato, passando por crônicas de Cecília Meireles e Manuel Bandeira.

Com uma programação totalmente voltada para a difusão da cultura brasileira, a emissora contempla toda a diversidade da música brasileira, de gêneros como o choro, a música regional, a música instrumental e de concerto.

Pelo Twitter, a jornalista Hildegard Angel lamentou o fechamento da Rádio MEC. “Em sua cruzada contra a Cultura no país, o Governo Bolsonaro extingue a Rádio MEC, a mais antiga do país, a rádio da música clássica, dos relatos sobre a História, das entrevistas com personalidades eruditas. O Brasil se empobrece e decai a galope”.

Em sua cruzada contra a Cultura no país, o Governo Bolsonaro extingue a Rádio MEC, a mais antiga do país, a rádio da música clássica, dos relatos sobre a História, das entrevistas com personalidades eruditas. O Brasil se empobrece e decai a galope.

Via – Sul 21

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