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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Feminicídio: a mulher emparedada da ficção vira realidade no Brasil em 2021

 

JOICE, DE 25 ANOS, FOI MORTA E EMPAREDADA EM SÃO VICENTE-SP. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Joice, 25 anos, foi estuprada, estrangulada e concretada numa parede em São Vicente; ser mulher no Brasil é macabro como um conto de terror.

No Socialista Morena

Por Cynara Menezes

Em 1886, o escritor recifense Carneiro Vilela publicou o romance A Emparedada da Rua Nova, que conta a história da jovem Clotilde, cujo pai, o imigrante português Jaime Favais, encontrou uma forma de esconder sua gravidez e “preservar-lhe a honra”: emparedou-a viva no próprio quarto com a ajuda de um pedreiro.

Não se sabe até hoje se a ficção se baseou numa história real, porque a história da mulher emparedada já circulava havia tempo na capital pernambucana como “lenda urbana”. O livro, relançado pela editora Cepe em 2013, foi adaptado pela rede Globo e transformado em minissérie sob o título de Amores Roubados no ano seguinte. Em 2015, foi levado aos palcos como um espetáculo de dança pela paulista Eliana de Santana.

Pouco antes, uma jornalista e mestra em literatura, Mirella Izídio, havia revelado que Carmélio dos Santos Vilela, neto do escritor, afirmou no livro Carneiro Vilela: nascimento, vida e morte, que o assassinato e o consecutivo emparedamento de fato existiram. “É questão praticamente indissolúvel: quem nasceu primeiro, a obra do escritor ou o causo que passa de boca em boca?” questiona Mirella.

“O parente do autor d’A Emparedada retrata, com uma certa naturalidade até, que o romance foi ‘baseado em fato verídico, que aconteceu no primeiro andar de um sobrado, da Rua Nova, onde existe hoje um edifício, que tem o nº 200′”, ela mesma responde, no artigo De neblina e de concreto: um estudo sobre a construção de realidades n’A emparedada da Rua Nova, publicado pela revista de estudos literários Crátilo, da UNIPAM, em 2012.

No México também circula outra lenda de mulher emparedada, La Novia Emparedada de Ixtapaluca, com enredo similar: uma bela jovem, Gervasia, filha de um rico fazendeiro, se apaixona por um trabalhador e o pai, que rejeitava a relação da herdeira com um empregado, acaba por emparedá-la às vésperas do casamento com o peão, após lhe dar uma surra que a deixara desacordada.

Corta para o Brasil de 2021, vida real. Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, casada e com duas filhas pequenas, estava desaparecida desde 27 de setembro em São Vicente, São Paulo. Saíra para visitar o avô, que mora no bairro Parque Bitaru, na Área Insular, ficou no local até por volta das 19h, e nunca mais foi vista. Nesta terça-feira, a polícia descobriu que Joice foi estuprada por um pedreiro, estrangulada com uma camiseta e emparedada por ele em um imóvel em construção na Rua Senador Lúcio Bittencourt, no bairro Esplanada dos Barreiros. O corpo foi concretado em uma parede, embaixo de uma escada.

Segundo o site G1, o proprietário do terreno foi questionado pela polícia sobre áreas recém concretadas ou frescas existentes na obra. “Ele respondeu que não havia nenhuma, entretanto, nesta terça, pensando na possibilidade levantada pelos policiais, observou que, no banheiro do piso térreo, embaixo da escada, o vão havia sido fechado, com um acabamento mal feito. Diante disso, ele golpeou uma vez, e sentiu um forte odor. Ele acionou os policiais civis, que se dirigiram ao local e derrubaram parte da parede, constatando que o corpo estava dentro.”

Os casos de feminicídio no país cresceram durante a pandemia de coronavírus. Pelos registros oficiais, no ano passado 1338 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero, a maioria delas por companheiros ou ex-companheiros e sempre com requintes de crueldade.

Todos os dias o noticiário traz relatos assim: no dia 6 de setembro, a influenciadora Bruna Quirino, de 38 anos, foi assassinada a facadas pelo marido na presença da filha do casal; Marcela da Silva Soares, de 19 anos, foi torturada e estrangulada em um motel de Palmas, Tocantins, no dia 20 de setembro; Vittória Samilly, de 18 anos, foi morta a tiros no domingo, 3 de outubro, enquanto dançava com amigos na praia em Porto Seguro, Bahia; no mesmo dia, em Bonito de Santa Fé, Paraíba, Marilene Monteiro, de 52 anos, foi baleada e morta pelo companheiro, que também feriu o filho dela.

Emparedadas pelo machismo, ser mulher no Brasil é macabro como um conto de terror.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Cara, eles ganham; Coroa, nós perdemos…, por Fernando Nogueira da Costa


No Jornal GGN O jornal de todosos Brasis

Por *Fernando Nogueira da Costa

A primeira semana de outubro de 2021 se iniciou com “O Mundo” (sic) sem comunicação digital. Cerca de 2,9 bilhões de pessoas ficaram sem acesso ao WhatsApp e às redes Instagram e Facebook por uma falha em manutenção de rotina em seu data center. O volume de usuários mensais de seus serviços saltou de 5,2% da população mundial, em 2009, para 35,9%, em 2020, segundo dados da consultoria Statista.

O pior apagão da história da rede social provocou uma queda de 4,89% (de US$ 343/ação para US$ 326/ação) nas ações do Facebook na segunda-feira. Equivaleu uma perda de valor de mercado de US$ 47,3 bilhões. A big tech não se recuperou totalmente, no dia seguinte, embora suas ações tenham fechado em alta de 2,06% (US$ 333/ação).

Antes, seu valor de mercado era US$ 920 bilhões ou cerca de 2/3 do PIB do Brasil. Em poucas horas, a fortuna pessoal de Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook, encolheu quase US$ 7 bilhões. Com US$ 120,9 bilhões, passou a ocupar o 5º lugar no ranking de maiores fortunas mundiais, atrás de Bill Gates, da Microsoft.

O episódio, mais uma vez, revela a volatilidade da avaliação de riqueza acionária por “expectativas dos acionistas a respeito das próprias expectativas”. Qualquer factoide leva ao acionamento do “stop loss”, isto é, para logo a perda com a venda das ações para as recomprar logo adiante com a cotação bem mais baixa, registrando um ganho de capital.

Esse comportamento de manada, baseado em impressões, sem maior análise dos fundamentos microeconômicos, setoriais ou macroeconômicos da empresa, revela uma diferença fundamental entre a economia de mercado de capitais e a economia de endividamento, seja público, seja privado. A possibilidade de acumulação de riqueza pessoal, ao conduzir o rebanho de acordo com seus interesses, é muito maior naquela.

Por exemplo, o valor total dos acordos globais de Fusões e Aquisições encerrou o terceiro trimestre de 2021 em US$ 3,8 trilhões, segundo dados da Bloomberg. Com isso, o volume em 2021 está a apenas algumas centenas de bilhões de dólares de ultrapassar o recorde anual de US$ 4,1 trilhões estabelecido em 2007.

 Em conjuntura de crise mundial, com péssimos fundamentos econômicos, as transações com aposta em tecnologia lideram, pois as empresas de todos os setores adaptam seus negócios para a Era Digital. Esse objetivo de obter acesso à tecnologia disruptiva por meio de aquisições tem estimulado a atividade na faixa de US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões.

 Os rendimentos dos bônus do Tesouro dos EUA subiram, com os investidores antecipando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá elevar o juro básico para conter a alta da pressão inflacionária no ano: 5,3% lá. Quando os juros pagos em novos títulos de dívida pública se elevam, caem os preços dos títulos em circulação com remuneração menor de juros.

As perdas nas duas grandes classes de ativos (ações e títulos de dívida pública) levaram a uma queda de 3,5%, em setembro de 2021, nas carteiras de investimentos típicas, nos EUA, com a proporção de 60% em ações e 40% em bônus. O mix 60/40 não sofre uma perda tão grande desde a queda de 5% no crash de março de 2020, início da pandemia.

A estratégia 60/40 revela participação majoritária em ações com exposição ao risco de empresas com boas perspectivas de lucros e dividendos. Em contraparte dessa renda variável carrega-se um percentual menor em renda fixa de risco soberano. Essa seleção da carteira de ativos atua com proteção compensatória, quando a elevação de juros provoca flutuações no mercado de ações.

Na década de 2010, nos EUA, o portfólio 60/40 proporcionou um retorno anualizado de 10,2%. No ano passado, rendeu aos investidores um ganho de 15,3%.

 Segundo dados da Meta Asset, o mercado de ações brasileiro é pequeno, com a capitalização das empresas abertas representando somente 70% do PIB contra 190% nos EUA. Porém, com a queda da Selic até sua fixação em 2% aa, no ano passado, o comportamento de manada de fuga da renda fixa para a renda variável elevou o número de investidores PF na B3 de 814 mil em 2018 para 3,97 milhões em setembro de 2021.

 As participações em valor dos investidores pessoas físicas se elevaram de 18,2% em 2019 para 21,3% em 2020, mas já caiu para 19,5% na média mensal do ano corrente até 30/09/21. Em contrapartida, as dos investidores institucionais caíram nesses três anos: 31,5%-27,3%-25,6%. E as dos investidores estrangeiros subiram: 45,1%-46,6%-49,5%.

 Com a administração de recursos de terceiros, os fundos de investimento somam R$ 6,8 trilhões de patrimônio ou 85% do PIB brasileiro. Em janeiro de 1995, o volume investido em fundos de renda fixa correspondia a 84% do total, enquanto o montante aplicado em fundos de renda variável alcançava só 2%. Atualmente, este alcança 10%.

 O Brasil está muito abaixo dos padrões internacionais quanto ao investimento em ações. Na Europa, em média, a participação dos fundos de ações no total chega a 30%, enquanto nos EUA esse número atinge 55%. Este país parece ter a única verdadeira Economia de Mercado de Capitais no mundo.

Os investidores brasileiros, em geral, optam pela acumulação de reservas financeiras em renda fixa, dada a disparatada taxa de juro brasileira face às do restante do mundo. O ano passado foi uma exceção para confirmar a regra.

Com a sinalização da tendência de queda da Selic, o Ibovespa atingiu 115.645 pontos em 2019 (variação de 31,6%), mas no ano do “pandemônio da pandemia” não subiu tanto: 119.017 (2,9%). Neste ano, até 01/10/21, já caiu para 112.900 (-5,1%).

Na véspera do caso “apagão do Whatsapp” foi revelada por veículos como a revista Piauí e o jornal El País, participantes do projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, o ICIJ, os documentos da Pandora Papers, investigação sobre paraísos fiscais, promovida pelo consórcio. Em 2015, o ministro da Economia do Brasil tinha US$ 9,5 milhões em um deles. Com sua política econômica, provocadora de depreciação da moeda nacional, sua aposta em dólares vale aproximadamente R$ 51 milhões em valores atuais. O conflito de interesses é tão grave como o do presidente do Banco Central do Brasil (BCB), responsável em última análise pela política cambial brasileira.

No jogo de “ganha-ganha”, eles fizeram um hedge cambial ao ficarem “comprados” em dólares e “vendidos” em reais. “Vamos combinar”: com o Conselho Monetário Nacional (CMN), ao qual o BCB se subordina, reduzido aos dois, caso eles determinem a elevação da Selic, aumentam suas fortunas aplicadas no Brasil, caso permitam a depreciação da moeda nacional, aumentam seus depósitos em dólares no exterior.

Tais como especuladores do mercado financeiro, conservam, deliberadamente, suas posições de câmbio abertas: vendem divisas nas quais antecipam depreciação e compram divisas para as quais antecipam apreciação. A especulação consiste em deter divisas estrangeiras na esperança de realizar ganho cambial em data posterior. Nada melhor, para esse resultado, “sacrificar-se pessoalmente em prestar serviço público para o bem do País”… (risos)

Uma Economia de Mercado de Capitais, sonho da equipe neoliberal do ministério da Economia no Brasil, é distinta de uma Economia de Endividamento Público ou Bancário. Lá nos States, juro baixo provoca bolha de ativos e maior concentração da riqueza. Aqui, no ano passado, houve um arremedo disso no ano passado. Resultado: fuga da renda fixa para ativos de risco: ações e… dólar!

Em seu livro recém-lançado nos EUA, Engine of Inequality: The Fed and the Future of Wealth in America [Motor da Desigualdade], Karen Petrou contesta a sabedoria keynesiana: quanto mais as taxas permanecem ultrabaixas, a economia não voltará a crescer, mas sim a desigualdade social continuará crescendo. No início de 2021, o 1% mais rico dos americanos detinha 32% da riqueza do país, seu nível mais alto desde o início desses registros em 1989. Os 50% mais pobres, por sua vez, detinham apenas 2% da riqueza do país.

 Desde o início de 2020, os 50% mais pobres norte-americanos ganharam US$ 700 bilhões em riqueza. No mesmo período, o 1% mais rico ganhou US$ 10 trilhões.

Com fatos e argumentos, Petrou defendeu a hipótese em seu livro: o Fed controla o fluxo de dinheiro – e ele flui para os ricos. Os ativos, retirados pelo Fed da economia como parte do QE

[Flexibilização Quantitativa ou afrouxamento monetário], estão repostos em moeda circulante: US$ 8,1 trilhões ou cerca de 1/3 do PIB norte-americano.

Embora o enorme portfólio, baseado em QE do Fed, tenha evitado inicialmente um caos econômico ainda pior, quando as crises financeiras de 2008 e 2020 aconteceram, seus benefícios ao longo do tempo foram dez vezes maiores para os preços do mercado de ações. Sem projetos governamentais, não colaboraram para a recuperação econômica.

Taxas de juros ultrabaixas destinam-se a estimular o crescimento da renda e emprego. Mas param de ter efeito benéfico quando caem tanto a ponto de distorcerem os incentivos à reserva financeira dos mais pobres em renda fixa. Em vez disso, direcionaram o fluxo de dinheiro para o investimento especulativo, como em ações ou Bitcoin. Empresas se capitalizam, recompram ações, mas não investem na produção.

Muitos americanos possuem ações, mas a maioria das ações (54%) pertence a 1% e grande parte do restante aos 9% seguintes. Karen Petrou informa 86% delas estarem em mãos dos 10% mais ricos nos Estados Unidos.

Quando o ministro da Economia e o presidente do Banco Central do Brasil tomaram posse, no dia 02/01/19, a cotação do dólar estava em R$ 3,86. No dia 01/10/21, antes do escândalo, estava em R$ 5,39. Na sexta-feira seguinte (08/10/21), já atingia R$ 3,51, ou seja, no “jogo de cara ou coroa”, eles ganham em ambas faces da moeda.

*Fernando Nogueira da Costa – Professor Titular do IE-UNICAMP. Autor do livro digital “Política e Planejamento Econômico” (2021). Baixe em “Obras (Quase) Completas”: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ E-mail: fernandonogueiracosta@gmail.com.


segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Contatos imediatos, Austrália 1966

 


No Canal do Ufólogo

Em 6 de abril de 1966 ocorreu um extraordinário caso ufológico com comprovações físicas na forma de vestígios físicos, em Grange Reserve, Westall, Melbourne na Austrália. Na ocasião mais de 200 estudantes e funcionários de duas escolas da região observaram um disco voador pousar, permanecer durante algum tempo, decolar e desaparecer em alta velocidade.

Shane Ryan, um professor de literatura inglesa de Camberra entrevistou dezenas de testemunhas para um livro publicado por ocasião do aniversário de 40 anos do avistamento. O professor Ryan entrevistou mais de 30 testemunhas, principalmente ex-funcionários e estudantes das escolas primárias e secundárias de Westall. Ele tentou obter relatórios da polícia e da Força Aérea, mas só até agora sem sorte. Na época várias órgãos de imprensa noticiaram os fatos, principalmente o Channel Nine, The Age e alguns jornais locais.

Os testemunhos são coincidentes. O OVNI surgiu voando baixo, era prateado e reluzente e tinha formato de disco. Como as escolas estavam situadas próximas ao aeroporto Moorabbin, os alunos já estavam acostumados com a presença constante de aviões na região. Todos foram unânimes em afirmar que o objeto era diferente de um avião ou um balão tanto na forma quanto no tamanho.

O objeto foi observado durante aproximadamente 20 minutos e muitos observaram desde o momento do pouso até o momento da decolagem. Dezenas de estudantes correram até o local do pouso chegando lá após a partida do objeto. No local o disco deixou um circulo de capim queimado.

O jornal Dandenong, que publicou o caso em matéria de capa por aproximadamente 2 semanas denunciou que os estudantes e os funcionários foram recomendados a não comentar o caso com ninguém. Entretando, um professor, Andrew Greenwood, deu a jornal um relatório detalhado.

"Ele era cinza-prateado e parecia engrossar as vezes. O engrossamento é semelhante ao que ocorre quando se lança um disco e ele vira mostrando melhor sua parte inferior."

Uma das testemunhas mais próximas foi um garoto que havia alugado terras em Grange Reserve para a criação de cavalos. Shaun Mattheus, que não era aluno em Westall, estava de férias e passava seu tempo nessas terras. "Eu vi a coisa vindo do horizonte e descer atrás dos pinheiros. Eu não posso te dizer o que era. Eu vi a coisa descendo atrás dos pinheiros e vi quando subiu de novo. Eu não posso dizer o quanto tempo ficou lá, pois isso foi há muito tempo" , afirmou ao jornal Sunday Age.

"Eu fui até lá e vi um circulo na clareira. Ele parecia como se estivesse cozido e não queimado, disso eu lembro. Um grupo de crianças da escola primária e da escola secundária de Westall vieram até o local para ver o que tinha acontecido."

Matthews afirmou que o o objeto tinha um tamanho aproximado de dois carros populares lado a lado que passou a uma distância aproximada de um campo de futebol de onde estava. "ele era prateado, mas ele tinha uma espécie de cor violeta, muito brilhante, mas nada que machuque a vista ao olhar. Eu vi quando ele desceu atrás das árvores e eu pensei: 'Olá, segure-se'. Um minuto ou mais depois ele subiu e se foi". Pela forma como a coisa se moveu não pode ter sido um balão ou uma aeronave leve".

Um helicóptero? Sem chance. Não havia ruído, aparência diferente, e não se movia como tal. Ele veio de longe, parou e simplesmente desceu.

A Sociedade de Pesquisas ufológicas de Vitória investigou o incidente. O secretário da VUFORS, Tony Cook afirmou que esse é um dos mais importantes casos da Austrália, ficando apenas atrás do Caso Frederick Valentich.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Contatos imediatos - Vale de São Luiz, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Que mistérios envolveram a morte daquela égua?


Em 7 de setembro de 1965 ocorreu um dos mais impressionantes casos ufológicos já registrados. O episódio envolve a morte misteriosa de uma égua de três anos de idade, da raça Appaloosa, em um pasto de uma fazenda na região do Vale de São Luiz, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. A fazenda situa-se a 20 milhas (32 Km) a nordeste de Alamosa, aos pés de Mount Blanca.

No Canal do Ufólogo

Na manhã da fatídica data, a égua não voltou do pasto, como de costume. Os donos logo notaram a ausência do animal e preocupados começaram a procurá-la. Dois dias depois, em 9 de setembro, o animal foi encontrado morto em uma clareira em um bosque, a menos de um quilômetro da sede da fazenda. Seu corpo estava mutilado. Estava descarnado do pescoço até a cabeça e não havia quaisquer sinais de sangue, luta ou rastros no local. O osso do pescoço e da face estava limpo evidenciando um trabalho preciso e limpo. O resto do corpo do animal estava intacto. No que restou do corpo não havia indícios de sangue. Todavia foi verificado uma substância semelhante ao alcatrão embaixo dos ossos do pescoço e do crânio. A carne do animal apresentava-se rosada, como se tivesse acabado de ser cortada.

Achando tudo muito estranho e ainda assustados com o ocorrido, os donos resolveram fazer uma inspeção nos arredores na tentativa de encontrar alguma pista sobre os autores da morte do animal. Próximo à carcaça não havia nenhum rastro perceptível. Entretanto, a alguma centena de metros do local, havia uma marca circular, se grama achatada, com seis pontos de penetração idênticos entre si, de posicionamento simétrico, idêntico ao que verifica-se em casos de pousos de OVNIs pelo mundo afora. Estas marcas tinham 5 cm de largura por 10 cm de profundidade. O circulo interno tinha aproximadamente 1 metro de diâmetro

Durante a inspeção também encontraram os rastros deixados pela égua. Eles estendiam-se por onde ela havia caminhado e terminava abruptamente a 30 metros do local onde foi encontrada morta. Entre o fim das pegadas e o local onde o corpo estava não havia marcas definidas.

Posteriormente, verificaram que o cérebro e o coração do animal estavam ausentes e dias depois o animal começou a desprender um forte cheiro de formaldeído. Os ossos do pescoço e do crânio, depois de alguns dias, adquiriram uma coloração branca, como se tivessem sido submetidos á um processo de branqueamento.

Nellie Lewis e Harry King, donos do animal, tocaram em algumas partes do carcaça. Nellie segurou a crina do cavalo com as mãos e de imediato sentiu como se elas queimassem suas mãos. Mais tarde, através de contador geiger, foi constatado índices de radiação acima do normal tanto na carcaça quanto nas botas dos donos da fazenda.

Eles, de imediato, entraram em contato com o Serviço Florestal dos Estados Unidos que enviou um guarda florestal, Duane Martin, para investigar. Martin checou a área com contador geiger e identificou índices radioativos bem acima do normal na carcaça, nas marcas próximas e nas botas dos fazendeiros.

Posteriormente coletou informações de pessoas na tentativa de descobrir possíveis causas para a estranha morte. Uma das pessoas entrevistadas foi Agnes King, 87 anos na época, mãe do dono da fazenda, Harry King. Ela declarou que na noite de 7 de setembro, que seria a data presumida da morte de Snippy, observou um estranho objeto voador luminoso passar sobre a fazenda a baixa altura. Mais tarde descobriram-se outras testemunhas de aparecimento de OVNIs sobre a mesma região.

Três semanas após a morte de Snippy, o cadáver apresentava-se inalterado. Não havia sinais de decomposição. Não havia odores característicos. Animais carniceiros não se aproximavam da carcaça. Nos 24 meses seguintes nenhuma planta cresceu no local onde o corpo de Snippy foi encontrado.

Uma das pessoas que investigou o caso foi um patologista de Denver, que realizou uma autópsia no animal logo no dia seguinte. Por muito tempo ele permaneceu no anonimato por motivos profissionais, só se apresentando publicamente anos depois, no início dos anos 90.

Transcrevemos aqui um trecho de seu depoimento:

"(Quando tudo ocorreu) Eu era jovem. Temia perder meu trabalho. Minha carreira terminaria ali se meus colegas soubessem que eu estava investigando estes fenômenos.

(...) Quando eu me aproximei da égua vi que ela tinha um corte preciso, uma incisão limpa e vertical, nas bordas do qual havia uma cor escura, como se a carne tivesse sido aberta e cauterizada por um instrumento cirúrgico cauterizante, como um laser moderno. Mas, em 1967, não existia tecnologia para uma cirurgia laser como aquela. Quando, hoje em dia, cauterizamos para controlar o sangramento, a carne se mantém suave ao tato. Mas as bordas do corte daquela égua eram rígidos com couro endurecido. Retirei amostras dos tecidos destas bordas e, mais tarde, analisei-as ao microscópio. No nível celular havia descoloração e destruição consistentes com as mudanças causadas por queimaduras.

(...)

O mais assombroso era a ausência de sangue. Realizei centenas de autópsias. É impossível cortar um corpo sem que se deixe algum sangue. Mas não havia sangue nenhum na pele, no animal ou no solo. Diversos órgãos haviam sido retirados. Era uma dissecação incrível de órgãos, sem nenhuma evidência de sangue".

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Contatos Imediatos – Ano 1957, Praia das Toninhas, em Ubatuba (SP)

 

Em setembro de 1957, vários banhistas observaram um disco voador se aproximar da Praia das Toninhas, em Ubatuba (SP). O objeto vinha numa velocidade incrível, e quando estava prestes a se chocar contra a água, deu uma guinada subindo em seguida. Foi quando explodiu em chamas e fragmentos sobre o mar, próximo aos banhistas. 


Algumas testemunhas recolheram pedaços do objeto, constatando ser de um material leve, de aparência metálica. Uma das testemunhas que recolheu pedaços do objeto, enviou uma carta para o colunista do jornal O Globo, Imbrahim Sued, relatando: "Como leitor assíduo do jornal, quero proporcionar-lhes um verdadeiro furo jornalístico a respeito dos discos voadores; se é que acredita na existência deles. Até alguns dias atrás eu mesmo não acreditava. Mas enquanto pescava na companhia de vários amigos, perto de Ubatuba, vi um disco voador aproximando-se da praia numa velocidade incrível, prestes a chocar-se contra as águas, quando, num impulso fantástico, elevou-se rapidamente e explodiu.

"Atônitos, acompanhamos o espetáculo, quando o vimos explodir em chamas e fragmentos que mais pareciam fogos de artifício. Esses pedaços caíram quase todos sobre o mar, mas muitos caíram perto da praia, o que facilitou o recolhimento de uma parte do material tão leve que parecia papel. Aqui, anexo uma pequena amostra do material, que não sei a quem devo confiar para análise. Nunca li artigos que relatassem sobre pedaços desprendidos de UFO`s, a menos que as autoridades militares tenham também impedido essas publicações. Certo de que este assunto muito lhe interessará, mando-lhe duas cópias desta".

Três amostras dos fragmentos chegaram às mãos do ufólogo Olavo Fontes, que os encaminhou para análise. As primeiras análises foram feitas no Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério da Agricultura, sob responsabilidade de Luiza Maria Barbosa. Os exames foram realizados através de espectrografia, que indicaram alta concentração de magnésio (Mg), e ausência de outros elementos na amostra. Outros exames realizados nas amostras indicaram alta concentração do elemento magnésio (Mg).

Novas Investigações

Em 2016, os ufólogos Edison Boaventura e Josef Prado realizaram novas investigações a partir de amostras de fragmentos doados por um filho de militar do exército.

Estas amostras foram analisadas no Laboratório de Análises Químicas, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, do Estado de São Paulo. Estas análises revelaram que as amostras tinham preponderância de magnésio, confirmando as análises já realizadas no passado. O laudo do instituto pode ser acessado aqui. As novas análises a serem realizadas nestas amostras são muito caras, portanto, os pesquisadores iniciaram uma campanha de arrecadação de fundos para a continuidade da investigação científica.

Via - Canal do Ufólogo

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Contatos Imediatos – Ano 1957, Forte de Itaipu, em Praia Grande, litoral de São Paulo

 


Na madrugada de 3 de novembro de 1957, dois sentinelas do Forte de Itaipu, em Praia Grande, litoral de São Paulo, avistaram um objeto luminoso que aproximava-se da base. A misteriosa luz revelou-se ser um objeto circular, de coloração avermelhada e posicionou-se sobre um dos canhões da base, acima dos dois sentinelas. Imediatamente, os dois guardas sentiram um intenso calor e forte dor de cabeça. Um dos guardas desmaiou, enquanto outro abrigou-se abaixo de um dos canhões, gritando por socorro. Com o grito, outros militares acordaram e saíram do alojamento a tempo de observar um objeto luminoso que seguia rumo ao céu. No momento da observação, as luzes da base apagaram-se voltando a funcionar pouco depois.

Os soldados foram atendidos pelos médicos, onde descobriu-se que por baixo da farda havia graves queimaduras, possivelmente provocadas por radiação microondas. O alto comando da base enviou uma mensagem para o Quartel General do Exército Brasileiro, que repassou para outras autoridades militares, chegando por fim ao conhecimento do Governo Americano, através de um Ofício da Embaixada Brasileira em Washington.

Via - Canal do Ufólogo

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Contatos Imediatos – Argentina 1965, o caso Ramon Eduardo Pereyra


No Canal do Ufólogo

Em 20 de julho de 1965 ocorreu um dos mais importantes casos da ufologia argentina que resultou em investigações independentes de ufólogos do país bem como de autoridades policiais e da própria Marinha Argentina. O protagonista do caso, Ramon Eduardo Pereyra, 38 anos na época, viajava entre Quilmes e Lomas, quando observou o que parecia um avião caindo nas proximidades da estrada. Pereyra resolveu ir até o local prestar socorro à possíveis vítimas do acidente aéreo. Ele andou por aproximadamente 600 metros, atravessando um riacho chegando ao local da suposta queda. Quando chegou lá ao invés de encontrar um avião acidentado encontrou um objeto ovóide, de tamanho pequeno, tendo na parte superior um domo transparente . Este objeto estava apoiado em hastes metálicas fincadas no chão.

Ao lado do objeto havia um homem de aparência jovial, com aproximadamente 1,70 m de altura, com rosto semelhante ao humano, tendo cabelos ruivos puxados para trás, vestindo um traje justo de cor verde. Ele trazia um binóculo a tiracolo e algo semelhante à um papel na mão. Ramon Pereyra se aproximou sorrateiramente e percebeu que havia um segundo homem dentro do estranho objeto.

Repentinamente o tripulante que estava do lado de fora percebeu a presença da testemunha e veio em direção de Pereyra aparentando raiva. Ramon tentando desculpar-se pergunto-lhe o que estava acontecendo. Nesse momento o tripulante parou e retornou e entrou no objeto que decolou e disparou em grande velocidade desaparecendo no horizonte.

"Não fiquei assustado porque olhei bem os arredores e estava consciente. Me aproximei, andei ao redor do objeto e vi que dentro havia um sujeito bem metido sentado. Levantei o olhar e vi que mais adiante havia outro e me dirigi até onde ele estava. Não sou corajoso, porém não pensei nem remotamente que seria OVNI ou algo raro. Eram tipos normais. Quando um deles veio a passos rápidos e quando passou pelo meu lado perguntei: “que se passa maestro?” Porém ele não disse nada. Era um ser humano, um estrangeiro, não sei, pela cabeleira, ruivo, com um traje justo e um estojo preso ao lado de uma perna, também uns binóculos sobre o peito. Quando levantei a vista e vi ele caminhando acredito que ele me viu antes. Eu fiquei parado olhando-o. Ele levantou uma cúpula e entrou no aparelho, depois o objeto se elevou numa espécie de estampido, como uma solda, e se havia elevado a uns 20 metros e se foi a grande velocidade. Eu fiquei um pouco abalado, pensando: “Estou louco, estou dormindo, estou sonhando”.

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