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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Senado será presidido por Renan Calheiros, pela quarta vez

Com 49 dos 81 votos, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi eleito, na tarde deste domingo (1º), novamente presidente do Senado. Esta é a quarta vez que Renan preside a Casa. Ele derrotou o senador Luiz Henrique (PMDB-PR) que recebeu 31 votos. Houve um voto nulo. E Em seu breve discurso após a proclamação do resultado, Renan se comprometeu com atuação mais efetiva na formulação dos debates dos temas que dizem respeito ao futuro do Brasil. 

Renan Calheiros discursa em defesa de sua candidatura, fazendo um balanço de sua gestão à frente da Casa. 

Renan citou, como exemplo, entras as propostas de atendimento à sociedade, a reforma política. “Me empenharei pessoalmente para evitar a sanha obscena dos extremistas que tem desprezo pela democracia”, disse, criticando as manifestações - nas redes de computadores e nas ruas – que defendem o obscurantismo. “Nada justifica o arbítrio. Cercear a democracia é caminho para indigência institucional”, afirmou.

Ele declarou que vai trabalhar, junto com os demais senadores, pela estabilidade econômica do país, anunciando que “conduzir o Senado me honra muitíssimo e me obriga a redobrar trabalho, triplicar o ânimo e quadruplicar a vontade de acertar para corresponder ao crédito que me foi concedido pelos senadores.”

E anunciou, para esta segunda-feira (2), uma reunião com o presidente eleito da Câmara dos Deputados “para afinarmos agenda comum que acelere processo legislativo que contribua para melhorar o ambiente de negócio para que a Câmara possa deliberar sobre as matérias aprovadas no Senado.”

Renan Calheiros anunciou como pauta importante a ser apreciada no Senado as medidas econômicas “que permita o Brasil crescer sem abrir mão das conquistas obtidas até aqui. Não seremos levados de volta a exclusão e escassez”, afirmou, enfatizando que “o Brasil quer mais.”

Ele agradeceu os seus apoiadores e, dirigindo-se ao candidato derrotado, destacou que “as disputas robustece a democracia e engradece quem delas participa. A disputa agora é passado e todos nós ansiamos pelo futuro. Serei presidente de todos os senadores. Como demonstrado nos últimos anos, vamos trabalhar pela independência do Senado e coletivização das decisões. As medidas serão tomadas de forma coletivas, sem ser monocráticas ou arbitrária, buscando o consenso até o limite.”

O presidente eleito do Senado disse ainda que “o entendimento nunca será em detrimento dos que podem menos pela força dos que podem mais.”

O novo presidente do Senado marcou para terça-feira (6) a eleição dos demais integrantes da Mesa. Ele ouviu os apelos de líderes que pediram mais tempo para buscar acordos e definir uma chapa única para os dez cargos: duas vice-presidências, quatro secretarias e quatro suplências. Se a tentativa não for bem-sucedida, cada cargo deve ter uma eleição separada.

De Brasília, Márcia Xavier

Eduardo Cunha derrota Dilma



O terceiro turno da eleição presidencial começou e com forte carga inflamável. O lobista Eduardo Cunha (PMDB-RJ) venceu com folga as eleições para a presidência da Câmara Federal na noite deste domingo (1). O peemedebista “rebelde” teve 267 votos; Arlindo Chinaglia (PT-SP) conquistou apenas 136 votos; Júlio Delgado (PSB-MG) obteve 100 votos; e Chico Alencar (PSOL-RJ) beliscou oito votos. Dois deputados votaram em branco. A eleição foi definida em primeiro turno porque Eduardo Cunha garfou mais que a metade mais um dos votos. Todos os 513 deputados votaram no pleito. O renomado lobista exercerá a presidência da Câmara dos Deputados nos dois próximos anos, que prometem ser bem agitados.

Segundo relato “imparcial” da Agência Brasil, “Eduardo Cunha prometeu atuar para que se tenha um parlamento independente, altivo e que respeite os interesses da população brasileira. Ele criticou a submissão do Congresso em certas votações e afirmou que buscará sempre a independência da Casa”. Mas todos sabem que o discurso de Eduardo Cunha é pura demagogia. Ele não tem nada de independente. Representa os interesses de poderosos grupos econômicos – como das teles, que recentemente tentaram sabotar a aprovação do Marco Civil da Internet. O lobista também é conhecido por sua militância “altiva” contra o governo Dilma. Ele não tem nada de “rebelde”; é um porta-voz da direita no parlamento!

Como registrou o editorial da Folha tucana deste domingo, antes da votação, “a confirmar-se o favoritismo de Eduardo Cunha, são imprevisíveis os custos que a Câmara acrescentará aos projetos do Planalto. Incluem-se, como alvo de eventual chantagem fisiológica, o programa de ajuste nas contas públicas, o aprofundamento das investigações de corrupção e um remoto, mas não negligenciável, abalo na continuidade de Dilma Rousseff (PT) na Presidência”. Ou seja, a mídia já trabalha com a hipótese da abertura de um processo de impeachment contra a presidenta. Na verdade, ela torce por isto – tanto que fez de tudo para blindar a candidatura do “rebelde”, que virou o queridinho da “grande imprensa”.

A vitória de Eduardo Cunha tende a conturbar ainda mais o cenário político nacional – já tumultuado com os sinais preocupantes de retração na economia e com o escândalo seletivo da Operação Lava-Jato. Reproduzo abaixo artigo de André Singer, publicado na Folha, que revela a gravidade da atual situação. O próximo período promete fortes emoções e muita adrenalina. A conferir!

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Batalha decisiva

Ao contrário de dois anos atrás, quando a eleição do deputado Henrique Alves (PMDB-RN) para a Presidência da Câmara foi um passeio, o pleito de amanhã para o mesmo cargo será objeto de intensa disputa. Explica-se. Haverá uma espada de Dâmocles sobre Dilma Rousseff caso Eduardo Cunha (PMDB-RJ) confirme o favoritismo que construiu no último biênio. Para evitá-la, o PT lançou candidato próprio, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A guerra entre o parlamentar carioca e a presidente da República remonta pelo menos ao início de 2011, época em que a mandatária tinha força para fazer faxina. Naquela circunstância, Dilma tirou da direção de Furnas o indicado por Cunha. A estatal tem orçamento bilionário e o controle da mesma é disputado a tapa, por motivos não propriamente republicanos. O legislador parece nunca ter perdoado o gesto.

De lá para cá, houve sucessão de conflitos. Convertido em líder peemedebista no começo de 2013, Cunha comandou rebeliões da segunda maior bancada contra o governo. O mais espetacular dos levantes ocorreu em 11 de março passado, quando por 267 votos a 28, os parlamentares decidiram criar comissão externa para investigar denúncias contra a Petrobras na Holanda. A Operação Lava Jato seria deflagrada uma semana depois.

Este é o ponto crucial. O escândalo em curso constitui exceção à regra nas denúncias, investigações e intrigas que acompanham a política. Na esteira da Ação Penal 470, o caso agora em pauta tem potencial para abalar todo o establishment e ninguém sabe ao certo até que camadas vai perfurar.

Em primeiro lugar, pelo volume de dinheiro envolvido. Embora seja imprecisa a quantia mobilizada, fala-se em cifras astronômicas. Em segundo, pelo fato inédito de ter-se detido altos executivos de enormes empreiteiras. Empresas de construção são personagens de negócios questionáveis com o Estado desde sempre, mas dirigentes detidos é raro ver.

And last, but not least, as construtoras podem enredar figuras dos três maiores partidos (PT, PMDB e PSDB), sobretudo se também for investigado o cartel dos trens em São Paulo. Num clima social marcado pelo que "se vayan todos" --recessão, falta de água, falta de energia etc.-- as notícias geram clima de "se gritar 'pega ladrão' não sobra um, meu irmão".

A vantagem de Dilma no contexto confuso e instável é a reconhecida honestidade pessoal, atestada até pela oposição. Ainda assim, ter na chefia da Câmara inimigo declarado e pertinaz é problema para qualquer ocupante do Planalto. Segundo na linha sucessória, o comandante da Casa do Povo tem o poder de arquivar - ou não - qualquer eventual e, mesmo que por completo descabido, pedido de impeachment.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

1° de Fevereiro na história

1927 - Dia do BOC  
         
O PCB lança o BOC (Bloco Operário e Camponês), inicialmente chamado apenas Bloco Operário. Em outubro, elegerá 2 vereadores no Rio (na época, Distrito Federal).




1805:
Nasce em Nice o revolucionário francês Auguste Blanqui, inspirador (mesmo preso) da Comuna de Paris, embora adepto da via conspirativa ("blanquista").
1867:Pimenta Bueno propõe extinção gradual da escravidão: até 1890.
1932: 
Fuzilado após a derrota de uma insurreição camponesa Farabundo Martí, líder comunista salvadorenho que emprestará o nome à Frente Farabundo Martí.
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1945:
O general Góis Monteiro, esteio do Estado Novo, surpreende ao defender anistia e eleições.
1958:
Egito, Síria e Iêmen formam (até 61) a República Árabe Unida.
1969:
Costa e Silva cassa 33 mandatos.
1980:
Protesto camponês sufocado na Guatemala; 39 mortos.
1985:
Greve de 22 mil na indústria de calçados de Franca, SP. Intervenção no sindicato, 80 feridos pela PM.
1994:
O Congresso inicia a revisão constitucional, derrotada pela obstrução oposicionista.
2000:
Entra em vigor na França a jornada de trabalho de 35 horas semanais, apesar da oposição patronal.

Vermelho

Estados Unidos descartam devolver Guantânamo

O governo dos Estados Unidos descartou que planejam devolver a Cuba o controle da base naval de Guantânamo, reconhecendo que a normalização das relações com Havana tomará mais tempo que o estabelecido para abrir as embaixadas.


Nesse sentido, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, afirmou que a prisão de Guantânamo deverá ser fechada, pois a base naval não é algo que o governo estadunidense queira devolver.
O território que inclui tanto a base naval como o centro de detenção militar no estado têm o controle dos Estados Unidos desde 1903. Em 2001 passou a ser usado para manter encarcerados supostos terroristas.

A devolução da base naval é uma reivindicação histórica de Cuba, antes mesmo da Revolução de 1959. A ilha foi fortemente ocupada por forças dos EUA em 1898, e para retirar as tropas de ocupação, Cuba foi obrigada a tolerar a Base Militar em Guantânamo desde 1903, e pelo tempo que o governo dos EUA julgou necessário, contra a vontade da nação cubana.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse na cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), reunião que ocorreu a semana passada na Costa Rica, que "a restauração das relações diplomáticas é o início de um processo para a normalização das relações bilaterais, mas isso não é possível, desde que o bloqueio, e o território ilegalmente ocupado pela Base Naval de Guantánamo sejam devolvidos, além da não limitação das transmissões de rádio e de televisão, não há uma compensação justa para o nosso povo, para os danos humanos e econômicos que tem sofrido”.

Fonte: Cuba Debate

Barraco entre Deusas: Inconformada, segunda colocada arranca coroa da cabeça da Miss Amazonas

Foto UOL
Houve gritaria e confusão no concurso de Miss Amazonas 2015, realizado na noite de sexta-feira (30). Inconformada com o segundo lugar, a candidata Sheislane Hayalla, 23, tirou a coroa da cabeça da campeã, Carolina Toledo. O momento foi registrado por um cinegrafista amador. O vídeo tem feito sucesso na internet. Tudo parecia tranquilo após o anúncio da vencedora, com Sheislane abraçando as colegas ao fundo do palco enquanto Carolina recebia faixa e coroa. Em poucos segundos, Sheislane correu por detrás de Carolina, arrancou a coroa de sua cabeça e a jogou no chão. Na sequência, deixou o palco. Carolina, que ficou sem reação, esperou os organizadores lhe devolverem a coroa. Após a confusão, Sheislane acusou Carolina de ter o título comprado por sua família.

Assista a coroação e o momento da revolta da 2ª colocada:

 

Via Diário do Noroeste

Deputados tomam posse e elegem presidente da Câmara neste domingo

Novos parlamentares tomam posse com o compromisso de “defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”

Câmara federal
BRASÍLIA - A posse dos candidatos eleitos para ocupar as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados ocorre no próximo domingo, dia 1º de fevereiro. Às 10 horas, em sessão preparatória no Plenário Ulysses Guimarães, o deputado Miro Teixeira (Pros-RJ), o mais idoso entre os com maior número de mandatos, proclamará o nome dos eleitos e tomará deles o compromisso de “defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

Entre os que tomarão posse, 289 são deputados reeleitos, 26 já tiveram mandato em algum momento e 198 são novos deputados - que chegam à Câmara Federal pela primeira vez.

A grande maioria dos eleitos é homem (462), possui ensino superior completo (410) e tem entre 51 e 60 anos (187). Há predomínio de brancos (80,1%), com 15,8% de pardos e apenas 4,1% de negros. As mulheres representam 10% da Casa - 51 deputadas.

Após a cerimônia de posse, os deputados terão até as 13h30 para registrarem a formação de blocos parlamentares na Secretaria-Geral da Mesa Diretora (SGM). Às 14h30, ocorre a primeira reunião de líderes para definir quais partidos ou blocos ocuparão quais cargos na Mesa Diretora, que é composta pela Presidência da Câmara dos Deputados, duas vice-presidências, quatro secretarias e igual número de suplências. Todos têm mandato de dois anos.

NOVA COMPOSIÇÃO - Após a terceira alteração do resultado das eleições de 2014, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT continua com a maior bancada da Casa, mesmo tendo eleito 19 deputados a menos do que no pleito anterior. Serão 69 deputados em 2015 contra os 88 na legislatura passada.

O segundo maior partido será o PMDB, que elegeu seis deputados a menos e terá 65 representantes; seguido do PSDB, com 54 parlamentares - dez a mais do que tinha. Dos três grandes partidos com mais de 50 deputados, apenas o PSDB cresceu.

O número de partidos com representação na casa também aumentou, passando de 22 para 28. Seis partidos (PHS, PTN, PTC, PSDC, PRTB e PSL) que não tinham representação na Câmara passarão a ter neste ano.

Já os recém-criados PSD, Pros e SD tiveram as bancadas reduzidas após a eleição. O PSD, criado em 2011 pelo atual ministro das Cidades, Gilberto Kassab, teve a bancada reduzida de 45 para 37 deputados. O Pros, criado em 2013 e partido do atual ministro da Educação, Cid Gomes, perdeu 9 deputados e terá 11 na atual legislatura. O SD também perdeu representatividade ao eleger apenas 15 deputados, 7 a menos do que tinha.

A abertura dos trabalhos legislativos ocorre no dia 2 de fevereiro, em sessão do Congresso Nacional, com leitura da mensagem presidencial pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. (Reportagem: Murilo Souza)

Desemprego em 2014 no Brasil é o menor da história

Taxa média de desemprego no Brasil encerrou o ano de 2014 a 4,8 por cento, a menor da série histórica, contra uma taxa de 5,4 por cento em 2013

(Imagem: Pragmatismo Político)
Em dezembro de 2014, a taxa de desocupação foi estimada em 4,3%, repetindo o percentual de dezembro de 2013 e mantendo o menor nível de toda a série histórica da PME. Em novembro de 2014, a taxa fora de 4,8%. Já a taxa de desocupação média de janeiro a dezembro de 2014 foi estimada em 4,8% (a menor da série), contra 5,4% em 2013. Em relação a 2003 (12,4%), a redução chegou a 7,5 pontos percentuais.

Em 2014, a média anual da população desocupada foi estimada em e 1,176 milhão de pessoas desocupadas, contingente 54,9% menor que o de 2003 (2,608 milhões) e 10,8% abaixo da média de 2013 (1,318 milhão). Em dezembro de 2014, a população desocupada nas seis regiões pesquisadas (1,051 milhão) recuou 11,8% em relação a novembro (1,192 milhão) e 0,9% contra dezembro de 2013 (1,061 milhão).

A média anual da população ocupada nas seis regiões pesquisadas em 2014 foi estimada em 23,087 milhões de pessoas, recuando 0,1% em relação a 2013, quando este contingente era de 23,116 milhões. Em dezembro de 2014, a população ocupada nas seis regiões pesquisadas chegou a 23,224 milhões, recuando 0,7% em relação a novembro e ficando estatisticamente estável (0,5%) frente a dezembro de 2013.

O percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado em relação à população ocupada passou de 50,3% (11,6 milhões) em 2013, para 50,8% (11,7 milhões) em 2014. Em 2003 essa proporção era de 39,7% (7,3 milhões). Em 12 anos esse contingente cresceu 59,6% (ou mais 4,4 milhões). Em dezembro de 2014, havia 11,807 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, apresentando estabilidade no mês e no ano.

Em 2014, a média anual do rendimento habitual real da população ocupada (R$ 2.104,16) cresceu 2,7% em relação a 2013 (R$ 2.049,35). Em relação a 2003 (R$1.581,31), houve um ganho de 33,1% (ou cerca de R$ 522,85). De 2003 a 2014, o rendimento habitual real nos serviços domésticos teve o maior aumento (69,9%) entre os grupamentos de atividade pesquisados pela PME. Em dezembro de 2014, o rendimento médio habitual dos ocupados era R$ 2.122.10. Houve queda de 1,8% em relação a novembro (R$ 2.161,93) e alta de 1,6% contra dezembro de 2013 (R$ 2.089,57).

A média anual da massa de rendimento real mensal habitual em 2014 (R$ 49,3 bilhões) cresceu 3,0% em relação a 2013 e 66,0% contra 2003. Em dezembro de 2014, a massa de rendimento real habitual (R$ 50.015 milhões) caiu 2,4% em relação a novembro (R$ 51.243 milhões) e subiu 1,4% em relação a dezembro de 2013 (R$ 49.307 milhões). Já a massa de rendimento efetivo (R$ 55.180 milhões) cresceu 7,2% em relação a outubro (R$ 51.467 milhões) e cresceu 5,5% contra novembro de 2013 (R$ 52.297 milhões).

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Sua publicação completa está disponível aqui. A publicação da Retrospectiva do Mercado de Trabalho 2003-2014 está aqui.

Rio de Janeiro mostra maior redução na população desocupada

O maior percentual de redução na população desocupada de 2014 em relação a 2013 foi na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (-23,4%), com São Paulo (-16,5%) e Belo Horizonte (-12,5%) a seguir. Nas Regiões Metropolitanas de Salvador (14,8%), Porto Alegre (8,7%) e Recife (1,8%), por outro lado, a população desocupada cresceu entre 2013 e 2014.

Nível de ocupação das mulheres ainda é menor, porém cresce mais que o dos homens

O nível da ocupação, proporção entre a População Ocupada e a População em Idade Ativa (dez anos ou mais de idade), alcançou 53,3%. Frente a 2003 (50,0%) houve alta de 3,2 pontos percentuais. O nível de ocupação das mulheres (45,4%) continuou inferior ao dos homens (62,6%), mas, em relação a 2003, seu aumento foi superior ao dos homens. Em relação a 2003, aumentou o nível da ocupação dos jovens de 18 a 24 anos (de 53,8% para 57,2%) e da população de cor preta ou parda (de 48,5% para 53,0%).

Serviços domésticos e construção têm os maiores ganhos no rendimento

Em todos os grupamentos de atividade houve ganhos no poder de compra do rendimento do trabalho. Os grupamentos com os maiores aumentos percentuais foram aqueles com os menores rendimentos. De 2013 a 2014, os ganhos de rendimento dos grupamentos foram: construção, 6,7%; serviços domésticos, 4,5%; comércio, 4,2%; educação, saúde e administração pública, 2,7%; outros serviços, 1,9%; indústria, 1,3% e serviços prestados às empresas, 0,6%.
Nos serviços domésticos, de 2003 a 2014, houve o maior aumento entre os grupamentos, 69,9%. Ainda em relação a 2003, outro destaque foi a construção, composto em sua maioria por pedreiros, com ganho de 58,7%.
Em 2014, o rendimento médio real domiciliar per capita (R$1.425,63) aumentou 2,4% em relação a 2013 e 49,6% comparado a 2003.

Rendimento dos pretos e pardos equivale a 58,0% dos rendimentos dos brancos

A pesquisa apontou disparidades entre os rendimentos de homens e mulheres e, também, entre brancos e pretos ou pardos. Em 2014, em média, as mulheres ganhavam em torno de 74,2% do rendimento recebido pelos homens – uma expansão de 0,6 ponto percentual frente a 2013 (73,6%). A menor proporção foi registrada em 2003, 70,8%.

O rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda, de 2003 para 2014, cresceu 56,3%, enquanto o rendimento dos trabalhadores de cor branca cresceu 30,4%. Mas a Pesquisa registrou também, que os trabalhadores de cor preta ou parda ganhavam, em média, em 2014, 58,0% do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. Em 2013, esta razão era 57,4%. Destaca-se que, em 2003, não chegava à metade (48,4%).

Rendimento no Rio de Janeiro mostra o maior crescimento

Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas, o rendimento médio real habitual da população ocupada no Rio de Janeiro teve a maior expansão (6,4%), com Recife (4,1%) a seguir.

Em relação a 2003, quatro regiões apresentaram variações maiores que a verificada no total das seis regiões metropolitanas (33,1%): Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com taxas de 36,6%; 39,8%; 43,5% e 49,3%, respectivamente. As menores variações foram em São Paulo (23,9%) e Salvador (27,5%). Embora São Paulo tenha crescido menos do que a média das regiões pesquisadas, seu patamar é o segundo mais alto (R$ 2.192,43), logo atrás do Rio de Janeiro (R$ 2.346,50).

De 2013 para 2014, o rendimento aumentou em quase todas as formas de inserção: empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (1,7%), os militares e funcionários públicos estatutários (2,6%), trabalhadores por conta própria (3,8%) e empregadores (7,1%). Já os empregados sem carteira no setor privado registraram queda real de 1,7%.

Cresce a presença de pessoas com 50 anos ou mais no mercado de trabalho

De 2013 para 2014, a proporção de pessoas com 50 anos ou mais de idade na população em idade ativa aumentou de 32,3%, para 34,1%. Neste período, a presença de pessoas com 50 anos ou mais de idade no mercado de trabalho passou de 23,6%, para 24,7%. Em 2003, este grupo representava 16,7% da população ocupada.

Escolaridade de população ocupada continua crescendo

De 2013 para 2014, a escolaridade da população com 10 anos ou mais de idade aumentou. A proporção de pessoas com 11 anos ou mais de estudo cresceu 1,4 ponto percentual (de 48,5% para 49,9%). Em relação a 2003, quando este percentual era 34,3%, a expansão foi de 15,5 pontos percentuais em 12 anos.
Entre os trabalhadores, o avanço da população com 11 anos ou mais de estudo foi ainda maior, passando de 46,7% em 2003 para 65,4 % em 2014, crescimento de 18,7 pontos percentuais. Aumentou também a proporção de trabalhadores com ensino superior completo: em 2003 eles representavam 13,8% e, em 2014, 21,3%.

No ano, participação feminina no mercado de trabalho ficou estável

A participação das mulheres na população ocupada praticamente não se alterou, passando de 46,0% em 2013 para 46,1% em 2014. Ressalta-se que no confronto 2003 (43,0%), houve elevação significativa da participação delas no mercado de trabalho.

Em 2014, as pessoas ocupadas tinham uma jornada média semanal de 40,1 horas efetivamente trabalhadas, contra 41,3 horas em 2003. As regiões metropolitanas de São Paulo (40,6) e Rio de Janeiro (40,8) apresentaram jornadas superiores à média das seis regiões.

De 2013 para 2014, os grupamentos de atividade que mais aumentaram sua participação na população ocupada foram Serviços prestados às empresas (de 16,2% para 16,4%) e Outros Serviços (de 18,0% para 18,5%).

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