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domingo, 2 de agosto de 2015

Lava Jato: se Cunha cair, será atirando

O presidente da Câmara é acusado de ameaçar delatores e usar dinheiro público para investigar quem o denuncia.



Da revista CartaCapital:

A trama envolvendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continua se engrossando à medida que fica mais próximo o fim do mandato de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria-Geral da República. A expectativa é de que Janot denuncie Cunha em breve, antes de entrar em seu período final à frente da PGR – que se encerra em 18 de setembro e cuja renovação depende de votação entre promotores, da escolha da presidenta Dilma Rousseff e da aprovação pelo Senado.

Cunha não deixa dúvidas de que batalhará para não cair. Há duas semanas, rompeu com o governo, a quem acusa de conluio com Janot para enquadrá-lo, e disse esperar a denúncia do PGR com tranquilidade, por acreditar ter no STF, responsável por torná-lo ou não réu, um fórum mais justo.

Enquanto diz confiar nas instituições, Cunha é acusado de usar métodos bem menos republicanos para minar quem o acusa.

Intimidações

Na quinta-feira 30, a advogada Beatriz Catta Preta, que abandonou há algumas semanas a defesa de nove dos delatores da Operação Lava Jato, insinuou que Cunha estaria por trás de intimidações sofridas por ela e sua família. Ao Jornal Nacional, Catta Preta disse ter recebido ameaças “veladas” e “cifradas” que se intensificaram depois de Julio Camargo, seu cliente, afirmar em depoimento que pagou propina de 5 milhões de dólares a Eduardo Cunha para que um contrato com navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado.

Ex-consultor da Toyo Setal, Camargo inicialmente não citou Cunha, mas modificou seu depoimento. De acordo com Catta Preta, Camargo teve “medo de chegar ao presidente da Câmara”, mas decidiu denunciar o peemedebista porque o acordo de delação premiada prevê a perda de todos os benefícios caso o colaborador minta para as autoridades.

Nas alegações finais apresentadas à Justiça Federal na quinta-feira 30, a defesa de Camargo, já sem Catta Preta, apresentou a mesma versão: disse que as contradições são fruto do “temor em relação ao deputado federal Eduardo Cunha” e acusou o presidente da Câmara de adotar uma “lógica de gangue” ao tentar intimidar os delatores.

Catta Preta e Camargo não são os únicos que relatam se sentir ameaçados pelo presidente da Câmara dos Deputados. Em 16 de julho, também em depoimento à Justiça Federal, odoleiro Alberto Yousseff, cuja delação serviu para embasar a abertura de inquérito contra Cunha, disse ter sido ameaçado. “Como réu colaborador, quero deixar claro que estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras por um deputado pau mandado do senhor Eduardo Cunha”, disse Yousseff ao juiz Sergio Moro. “Eu venho sofrendo intimidação perante as minhas filhas e a minha ex-esposa por uma CPI coordenada por alguns políticos", afirmou.

A Kroll e a CPI da Petrobras

Tanto Beatriz Catta Preta quanto os familiares de Yousseff foram convocados pela CPI da Petrobras graças a requerimentos do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), um firme aliado de Eduardo Cunha.

Na quinta-feira 30, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, concedeu habeas corpus a Catta Preta desobrigando-a de comparecer à CPI, mas a convocação fez com que ela desistisse não apenas do caso como da carreira. Segundo disse à tevê Globo, Catta Preta fechou seu escritório em São Paulo e decidiu se aposentar. No caso das familiares de Yousseff, que foram convocadas duas vezes pela CPI, também o STF derrubou os pedidos.

Além disso, Cunha é acusado de usar o orçamento da Câmara para acuar seus delatores.

No início da CPI da Petrobras, a Câmara contratou a famigerada Kroll para auxiliar as investigações sobre a Lava Jato por 1,18 milhão de reais. Na quinta-feira 30, o jornal O Estado de S.Paulo afirmou que o contrato, mantido em sigilo por decisão de Cunha até 2020, previa investigações sobre 15 pessoas, mas a lista foi reduzida a apenas quatro “prioridades” pelo presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), e por um dos sub-relatores, André Moura (PSC-SE), ambos aliados de Cunha. Entre os alvos selecionados estaria Julio Camargo, que delatou Cunha. O objetivo seria, de acordo com o jornal, “desqualificar a delação do lobista”.

Cunha negou as acusações de manipulação na CPI. “Não participei, não participo, nem participarei de qualquer decisão sobre investigações da CPI, que tem a sua autonomia”, afirmou o deputado em nota à imprensa. Nesta sexta-feira 31, no entanto, o jornal O Globopublicou reportagem também afirmando que Motta e Moura de fato teriam selecionado quatro alvos e que, além de Julio Camargo, estaria na lista Alberto Yousseff, outro que incriminou Cunha.

As acusações de que Cunha e seus aliados usam seus cargos contra desafetos não se tratam de uma novidade. A suspeita original contra ele, investigada pela Procuradoria-Geral, é de que Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa firmaram contratos de aluguel de sondas submarinas com as companhias Samsung e Mitsui e que parte do dinheiro pago por elas seria propina a Cunha. O suborno seria intermediado por Julio Camargo, que teria sido ameaçado por Cunha quando decidiu parar de pagar a propina.

A pressão teria sido feita por meio de requerimento apresentado na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, em 2011, pela então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ). Conforme noticiou a Folha de S.Paulo em abril, o requerimento apresentado por Almeida teria sido feito em um computador de Cunha. Na época, o presidente da Câmara disse que o caso tratava-se de uma “armação” contra ele.

Recentemente, Cunha sofreu uma nova acusação de intimidação, feita pelo empresário Milton Schahin. Segundo o jornal O Globo, o dono do grupo Schahin tem uma disputa empresarial com Lucio Bolonha Funaro, citado nos escândalos do “mensalão” e da Operação Satiagraha, e vem sendo pressionado na Câmara por meio de requerimentos apresentados por aliados de Cunha.

Desde 2008, afirma o jornal, foram apresentados 30 pedidos de investigação contra o Grupo Schahin. Para o empresário, isso só pode ser explicado pela união entre Funaro e Cunha. “Vejo como pura sacanagem do Funaro. Agora você me pergunta: como o Funaro pode ter tanta força? Porque o Eduardo Cunha está por trás. Temos uma pendência muito grande com Funaro, e a ligação de Cunha com ele é muito conhecida”, afirmou ao Globo.

Na volta do recesso da Câmara, Cunha articula um outro tipo de ofensiva, agora contra o governo. Deve ordenar a abertura de quatro CPIs e entregar seus comandos a parlamentares de PSDB, DEM e PMDB; promover a análise das contas dos ex-presidentes da República Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, para abrir caminho para a análise das contas de Dilma; e manejar as votações de forma a atrapalhar o ajuste fiscal.

sábado, 1 de agosto de 2015

1° de Agosto na história

1839 - Dia da tomada de Caxias   
           
Dois mil rebeldes balaios tomam Caxias, 2ª maior cidade do MA (40 mil habs). É o ponto alto da Balaiada: todo o leste do MA e o noroeste do PI estão nas mãos de escravos aquilombados, caboclos e pobres livres mestiços, ofensivamente alcunhados de bodes pela elite escravista.  

      
1838:
Abolida a escravidão na Jamaica, com indenização dos proprietários.
1872:
1º censo: o Brasil conta 9.930.478 habs., 1.510.806 escravos.
1892:
Militantes operários realizam o 1º Congresso Socialista no país (Rio).
1920:
Gandhi lança campanha anticolonialista na Índia (desobediência civil). 
O mahatma
Gandhi
1934:
Prestes, exilado na URSS, filia-se ao Partido Comunista do Brasil.
1944:
Insurreição de Varsóvia contra a ocupação nazista (sufocada em 2 de outubro).
1947:
Protesto anti-carestia (São Paulo): quebra-quebra de 300 ônibus.
1971:
Greve nas minas de cobre do Chile, a 1ª depois da nacionalização.
1980:
Greve na Fiat de Betim, Minas Gerais.
1988:
Greve dos ônibus pára Salvador.
1990:
Greve de 60 mil eletricitários. Blecautes na Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
1991:
Nelson Mandela visita o Brasil.


Cobrança do Licenciamento Anual de Veículos começa na segunda

A cobrança é de competência do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e a data de vencimento varia de acordo com os dígitos finais de cada placa. O licenciamento para veículos com placas finais 1 e 2 deve ser quitado em agosto



CURITIBA (ANPr) - De segunda-feira (3) até o fim de novembro proprietários de veículos emplacados no Estado devem pagar o Licenciamento Anual - exercício 2015. A cobrança é de competência do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e a data de vencimento varia de acordo com os dígitos finais de cada placa.

O licenciamento para veículos com placas finais 1 e 2 deve ser quitado em agosto. Já para as placas que terminam com dígito 3, 4 e 5 o vencimento ocorrerá em setembro e para as que têm final 6, 7 e 8 o prazo expira em outubro. Em novembro o prazo termina para placas com dígitos 9 e 0.

“É importante que os proprietários de veículos fiquem atentos ao prazo para pagamento do Licenciamento Anual, que varia conforme o dígito final da placa. Àqueles que forem flagrados sem o documento, de porte obrigatório, podem sofrer as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro”, alerta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

COBRANÇA - A Guia de Recolhimento é no valor de R$ 68,42 (para todos os veículos). Os proprietários que estão em atraso com débitos de multas, Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) ou Dpvat, além do valor do Licenciamento exercício 2015, terão os valores a serem quitados acrescidos a guia.
A tabela completa com as datas e a consulta a situação do veículo estão disponíveis no site www.detran.pr.gov.br, na aba “veículos”, “licenciamento anual”.

PAGAMENTO - O Licenciamento deve ser pago nas instituições bancárias credenciadas junto ao órgão de trânsito: Banco do Brasil, Sicredi, Bancoob e Banco Rendimento. Correntistas do Banco do Brasil podem realizar o pagamento com o número do Renavam no caixa do autoatendimento ou pela internet.

Proprietários de veículos que não são correntistas precisam seguir o passo a passo no caixa automático:

1º passo: Apertar a tecla entra e selecionar a opção consulta.
2º passo: Selecionar protocolo para pagamento on-line.
3º passo: Selecionar taxas Detran do Estado do Paraná.
4º passo: Selecionar licenciamento anual / DPVAT.
5º passo: Digitar número do Renavam.
6º passo: Escolher a opção de pagamento do licenciamento e retirar o protocolo para pagar na agência ou banco conveniado.

Após o pagamento do Licenciamento Anual e de todos os demais débitos o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) será enviado para o endereço cadastro junto ao sistema do Departamento.

Por isso, o Detran reforça o pedido para que o usuário mantenha sempre os dados atualizados. Caso o documento não chegue após dez dias é possível consultar onde se encontra pelo site do Detran, em “veículo”, “licenciamento”, “entrega do CRLV”.

Infração gravíssima

O documento de Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), de porte obrigatório do veículo e na forma original, só é emitido após a quitação do Licenciamento Anual e demais débitos.

Quem for flagrado com veículo não licenciado comete uma infração gravíssima de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro. A multa é de R$ 191,54 e a penalidade é de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação. Como medida administrativa o proprietário tem o veículo apreendido.

Paranavaí - Laudo acrescenta novos detalhes na investigação da morte no motel

Análise dos materiais indica que os jovens não usaram drogas. O laudo de DNA também indica que uma terceira pessoa esteve no quarto



Foi divulgado ontem o resultado do laudo sobre a investigação da morte dos jovens André Fernandes de Freitas Perez Silva e Gabriela Cerci Bernabe Ferreira. O exame acrescentou novos detalhes que poderão ajudar na elucidação do crime. Os jovens foram encontrados mortos no dia 4 de abril em um quarto de motel, na BR-376, em Paranavaí.

O laudo traz cinco conclusões. A primeira é que o tecido encontrado embaixo da unha de Gabriela pertencia a ela mesma.

Os técnicos também concluíram que os sangues encontrados no local do crime são das duas vítimas. O exame toxicológico do jovem deu negativo e apresentou a presença de bebida alcoólica. Também o exame toxicológico na jovem deu negativo. A última conclusão foi a identificação do perfil genético da terceira pessoa presente no quarto.

CONFRONTO - Com a identificação genética encontrada nas amostras coletadas no quarto, a polícia conseguiu uma importante prova que ajudará a chegar até o assassino. O próximo passo será o “confronto” com o DNA dos suspeitos.

O principal suspeito é um homem com passagens pela polícia. Ele já confirmou através de uma declaração assinada que estava no motel na noite do duplo homicídio.

Nessa declaração, entregue por um advogado, o suspeito revela o nome de uma quarta pessoa e seria um dos homens presos quando tentaram roubar a agência do Sicredi no Distrito de Sumaré. Esse quarto suspeito está preso em Maringá.

Por conta da acusação, recentemente ele foi ouvido sobre os fatos e negou que tenha estado no motel. Negou também qualquer tipo de envolvimento com as mortes.

RELEMBRE - O casal foi encontrado morto no dia 4 de abril em um motel localizado na BR-376 próximo a uma das entradas de Paranavaí, via Jardim Morumbi. No quarto não havia sinais de arrombamento.

No dia do crime os policiais verificaram as imagens externas das câmeras de segurança e constataram que os dois chegaram ao motel por volta das 4h10. A pessoa que dirigia a camionete S-10 teve dificuldades para estacionar. O veículo foi manobrado e chegou a bater duas vezes na parede da garagem.

Após dias de investigação a polícia conseguiu identificar que uma terceira pessoa teria entrado na garagem no momento que o veículo era manobrado.

Essa pessoa permaneceu no quarto por quase duas horas. O suspeito entrou sozinho no motel e só foi possível chegar até o seu nome por causa da placa do carro usado na noite. Esse veículo passou por uma perícia que não encontrou sinais de sangue no seu interior.

Posteriormente esse acusado quase foi preso e chegou a trocar tiros com a Polícia Civil. A prisão não aconteceu porque o carro utilizado pelos policiais apresentou uma falha no sistema elétrico e não foi possível haver a perseguição.

AS MORTES - O laudo da necropsia realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Paranavaí concluiu que a jovem morreu em decorrência de uma fratura na coluna cervical. 

Já o estudante de Direito morreu de edema agudo do pulmão.

No laudo assinado pelo legista de Paranavaí havia o relato que a advogada tinha lesões nas pálpebras. 

A jovem também tinha uma pequena fratura no lado direito do crânio.

Resultado dos exames

- Nas amostras de unhas retiradas da vítima Gabriela Cerci Barnabe Ferreira em análise de DNA foi observado tratar-se de material genético pertencente a própria vítima Gabriela.

- As amostras de sangue encontradas no interior do quarto são pertencentes às vítimas, não sendo revelado perfil genético de outra pessoa.

- Análise de objetos apreendidos no quarto e amostras coletadas pelo IML identificaram perfil genético de terceira pessoa diversa, não pertencente ao perfil genético das vítimas André e Gabriela.

- Quanto ao exame toxicológico realizado em amostras de sangue e órgãos da vítima André resultou negativo. Detectado a presença de álcool etílico.

- Quanto ao exame toxicológico realizado em amostras de sangue e órgãos da vítima Gabriela resultou negativo

O prenúncio de um neofascismo aterrador

As manifestações de intolerância que vão se fazendo corriqueiras, especialmente em São Paulo, fazem o prenúncio de um neofascismo aterrador. Onde estão as causas disso? Obviamente há uma grande causa: o horror que a imagem de Lula provoca em determinados segmentos da população. Demais genérica, e mesmo que verdadeira, a explicação não satisfaz. Vamos em busca de uma apreensão mais ampla do fenômeno?



Por Maria Fernanda Arruda*, no Correio do Brasil

Primeira situação favorável à radicalização: temos no Brasil um quadro dividido entre dois partidos (e que, no correr do tempo, se corromperam): o PT, nascido um partido “obreiro”, interessado em defender salários melhores para os operários e condições dignas de vida, e que se tornou um grêmio populista ao defender a integração social dos pobres e miseráveis; e o PSDB, que surgiu como protesto à corrupção do velho PMDB, chegando ao poder e tornando-se a representação do neoliberalismo que trazia a ‘globalização modernizadora’ para o Brasil. A proposta do PT adequa-se à prática democrática de eleições livres, enquanto a do PSDB é um convite à rejeição nas urnas. Comprovada essa rejeição, o partido das elites encontrou, como filão a ser explorado eleitoralmente, as acusações de corrupção desenfreada dos adversários.

Certamente, o medo que inspira a figura do ‘Metalúrgico de 9 Dedos’, mais a corrupção apontada em vários momentos e lugares, elas duas comovem as classes médias mais tradicionais, moralistas e medrosas, que se fazem o bolsão eleitoral de homens como Geraldo Alckmin e Jose Serra. Mas não são os que fizeram as arruaças de 2013, nem as passeatas de 15 de março, na avenida Paulista. Gente extremamente conservadora. Não podem conceber um operário chegando à Presidência. Não odeiam, mas não respeitam o Lula. Acreditam que a Academia Brasileira de Letras representa algo muito grande.

Os exaltados, que agridem quem use a cor vermelha nas suas roupas ou externe de alguma forma suas preferências pelo PT, são recrutados em quantidade maior entre os que foram e estão submetidos ao processo de formação de imbecis, promovido com afinco pela ditadura e no que se empenharam ardentemente os meios de divulgação, onde a televisão pontifica como a mais eficiente máquina de construção de idiotas. Pesquisa feita com os participantes dos desfiles promovidos nas ruas de São Paulo comprovou a sua completa ignorância, não só política, confundindo alhos e bugalhos, aceitando lorotas toscas que se espalham pelos cantos, agrupando aterrorizados pela revista Veja, junto a eles ficando exibicionistas, fantasiados, mocinhas nuas e todo o tipo de débeis mentais.

Essa gente não odeia o Lula, que não conhecem, nãos sabem quem é. Dedicam seu ódio mortal a uma lenda criada pela Globo, com o mesmo ódio que um flamenguista dedica a um vascaíno. Não são politicamente deformados, pois não chegam a ter consciência política mínima. É um típico fenômeno de expressão de massas: irracional, que nos remete, não ao texto de algum sociólogo, mas ao escrito por Freud sobre elas.

Menor, mais preocupante, capaz de voos mais extensos, não contente com os passeios pelas ruas, aos gritos e xingamentos, há uma classe média ascendente, a que aderiu aos encantos da corrupção. São executivos de empresas privadas e gestores da coisa pública, empresários de pequenos negócios e grandes negociatas, os que andam por fora da ordem legal, os que não pagam impostos e nem salários dignos aos seus empregados; profissionais liberais que prestam serviços sem recibo. Uma fauna variada, que vai do empreendedor que explora o lenocínio de luxo em São Paulo, aos que agridem com palavras cínicas um ex-ministro. Gente habituada a trabalhar com vários RGs, papéis falsos, gente como os que fazem a máfia do Mercadão e da rua Florêncio de Abreu, frequentadores dominicais do Clube Paulistano, onde a pureza branca somente existe no uniforme das babás que servem às crianças e, eventualmente, também aos pais. Um tipo de desonestidade que veio crescendo, inaugurou-se aos tempos de Brasília, fortaleceu-se na ditadura e ganhou maioridade com os oito anos de FHC. Esse é o segmento que não tem medo, que pode comprar – e compra – a autoridade e que é fanfarrão. Essas figuras só desaparecerão na medida em que o segmento social onde se instalaram seja reincorporado à ordem de uma sociedade ética. E por isso mesmo, alimentam ódio mortal pelo PT, um ódio que nasceu junto com as primeiras administrações petistas. De um gestor municipal ligado a Paulo Salim ouvia-se a exclamação: “aquela vaca (Luiza Erundina) era 100% honesta”. São os gentis moços e moças que dirigem automóveis cada vez maiores e mais altos e que estacionam, em ato de autocrítica, nas vagas destinadas a deficientes.

Esses são os que não aceitam a ascensão da classe operária e a integração social dos milhões que viviam à margem da sociedade. O “oportunismo” liga essa gente à típica burguesia nacional, aquela que concebe o lucro exatamente como somente é possível através de pequenas, médias e grandes espertezas, explorando seus funcionários, comprando e vendendo sem nota, subornando e se deixando subornar.

A burguesia brasileira, passando muito rapidamente pelo capitalismo industrial, logo tornou-se rentista, acomodada à entrega da indústria aos enormes grupos multinacionais, negando-se ao risco e não tendo conseguido transformar o patrimônio em capital. Ainda que por caminhos diferentes, são grupos sociais formados por gente enamorada do próprio umbigo. O “lulismo” é, para eles, o desafio da igualdade social, a defesa dos direitos dos assalariados, como se “essa gente” pudesse ter direitos. Estão convencidos de que o Brasil não exporta e não fica rico por causa de um fantasma, o “custo brasil”, causado pelos salários que são obrigados a pagar, os “direitos trabalhistas” excessivos, com férias, descanso semanal. 13°salário, Fundo de Garantia e INSS.

Por isso mesmo não suportam a ideia de um Lula na Presidência, da mesma forma que seus pais não suportaram Vargas, o inventor de tudo isso. Lula surge, ele queira ou não, saiba ou não, como o herdeiro daquele aventureiro vindo da fronteira, como Júlio de Mesquita Filho referia-se a Getúlio Vargas.

São Paulo é, no momento, a sede das manifestações neofascistas. O que se tem visto pelas ruas e logradouros de São Paulo é coerente em tudo com o passado do Estado que, em 1932, levantou-se contra Vargas numa luta armada da qual saiu derrotado. Os barões do café perderam definitivamente as rédeas com as quais conduziram toda a Primeira República. E se foram esses barões que geraram a economia do ciclo do café, construindo ferrovias e abrindo bancos, também foram os que não souberam ser industriais, deixando esse espaço aos imigrantes. Manteve-se uma empáfia, ostentada pela aristocracia paulistana, avenida onde, mais tarde, erigiu-se a sede da FIESP, espaço em que, simbolicamente, a aristocracia paulista sofreu a segunda derrota, essa imposta por Lula, com as greves dos metalúrgicos lideradas por ele. Os empresários, líderes da FIESP, não tolerando sentar-se à mesa de negociações para discutir com “gente de macacão”, nascida para ouvir ordens, assistiram à vitória de Lula e seus comandados.

Empresários e empresas que subsidiaram a ditadura não têm capacidade para dialogar com operários, sempre entendidos como “os meus empregados”, nem competência para aceitar democraticamente um governo petista. Enfim, a burguesia paulista, depois de ter nascido e dominado a República Velha, tendo perdido a hegemonia com o período Vargas, retomou-a durante a ditadura, orientada a partir daquela FIESP erguida com luxo e riqueza na grande avenida, consolidando-a durante os oito anos de FHC. Não podendo justificar sua rejeição ao PT, externando seus interesses e vontades, essa burguesia e mais seus satélites assumem passionalmente o ódio, emoção pura, a Lula.

O ódio que motiva alguns políticos, como Aécio Neves e mesmo FHC, em parte decorre da incapacidade de aceitação de uma rejeição natural de seus nomes pelo povo. Por certo, há a sede de poder, a vontade de exercê-lo em proveito próprio, mas há o medo imenso. FHC e seu séquito temem – e muito – uma continuidade de exercício do poder pelo Partido dos Trabalhadores. Até agora, por força de algo que se assemelha a um pacto de sangue, Lula apenas se referiu a uma herança maldita, sem explica-la. Se um dia fizer isso estará apontando FHC à execração definitiva e definindo a extinção do PSDB, pondo ponto final a carreiras indignas de muitos nomes políticos do primeiro escalão.

O medo também move um tipo de imprensa “marrom”, desenvolvida durante a ditadura, e que domina os meios de informação no país, contrariando a pequena legislação reguladora existente. A continuidade do PT no Poder quase que inevitavelmente colocará ponto final a um monopólio catastrófico, que teve exatamente a força suficiente para idiotizar gerações. A imprensa e os políticos rejeitados são a grande corrente que luta para dar ao povo ignorância e fanatismo, conduzindo-o ao neofascismo que lhe daria o poder sem contestações.

*Maria Fernanda Arruda é escritora, midiativista e colunista do Correio do Brasil


Avaliação positiva: usuários atribuem nota 9 ao Mais Médicos

Pesquisa mostra que usuários do Mais Médicos dão nota nove, de dez, como nota média para o programa. O levantamento, feito pelo Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que 54% dos usuários entrevistados dão nota dez ao programa, criado em 2013 para levar médicos a regiões carentes.


Levantamento mostra nota média alta e que 54% das pessoas consultadas conferem nota máxima ao programa; experiência dos médicos está entre os fatores de satisfação

Encomendado pelo Ministério da Saúde, o estudo aponta que, diferentemente do que os que são contra o programa pensavam, a maioria dos pacientes atendidos pelos médicos estrangeiros não sentiu dificuldades na comunicação. Os dados apontam que 84% não tiveram dificuldades de entendimento e que apenas 2% sentiram muita dificuldade.

Para Helcimara Telles, coordenadora da pesquisa, o que faz com que o programa seja bem avaliado é o atendimento médico. "Mesmo que a infraestrutura da Unidade Básica de Saúde não seja muito boa, mesmo que faltem coisas, quando o atendimento médico é bom isso repercute bem na avaliação do programa", defende a pesquisadora. Para a coordenadora, essa satisfação pode estar ligada à experiência dos médicos, já que 63% dos profissionais têm mais de dez anos de experiência, a maioria na atenção básica.

O perfil do usuário mostra que a maioria (80%) dos pacientes são mulheres, com filhos, renda de até dois salários mínimos e que 40% recebem bolsa família. “Isso mostra que o programa está atendendo o público alvo”, explica Helcimara.

Como desafios principais apontados pelos usuários, o levantamento destaca as dificuldades no acesso aos medicamentos, na marcação de consultas e na demora para receber o atendimento. Além disso, os pacientes também reclamam que não conseguem ser atendidos pelo mesmo profissional, o que dificulta o acompanhamento do histórico de saúde.

Comparando com o período anterior à chegada dos médicos do programa, 84% acham que o atendimento melhorou muito, 83% apontam melhora na duração da consulta e 81% acreditam que o profissional conhece mais os problemas de saúde do que os médicos anteriores.

Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Goiânia. As entrevistas foram feitas em Unidades Básicas de Saúde de 700 municípios de todas as regiões do país entre 17 de novembro e 23 de dezembro de 2014. A margem de erro é 1%.

Para a doutora em saúde pública e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lígia Bahia, o programa cumpriu um papel importante no atendimento em áreas carentes. “Ele não muda a estrutura do sistema público de saúde, mas ele foi capaz de levar assistência a uma parcela da população que não tinha”.

Ela destaca que os médicos cubanos são muito experientes e bons e que isso pode ter levado à avaliação tão positiva dos pacientes. No entanto, Lígia contesta o modelo de dar uma nota ao programa. “Uma nota resumo não é um método adequado para uma pesquisa de satisfação do usuário. Para mim, uma nota nove não quer dizer nem que o sistema é excelente e nem que não funciona.”, defende.

Fonte: Agência Brasil


THAYNARA VIANNA – A BELA DA SEMANA


Quão belas são as mulheres, dádivas a favorecer nossos olhos, colírios que nutrem nossas retinas tocando todos os nossos sentidos, nós somos espectadores deste espetáculo, destes atrativos contidos nestas mulheres de muitos encantos, nesta perfeição que dá consistência a estas obras feitas pelo criador no intuito de mostrar-nos que as mulheres são incomparáveis.

No reino destas sublimes damas, consta o nome de Thaynara Vianna, flor negra de incontáveis caprichos, capaz de nos fazer seduzidos, prisioneiros aos elos de sua magnificência. Qual olho não se sente seduzido diante de tamanha beleza? Quais retinas não sentem prazer em olhar a graciosidade de seus traços femininos? Como não nos atentarmos diante da sinuosidade delineada no corpo da musa que hora exaltamos?

Não há como escapar de seu poder, é vã a tentativa de não olhá-la, sua beleza peculiar de mulher, é atrativa, Thaynara é bela entre as belas, é prova incontestável da supremacia feminina, desta supremacia comprovada aos olhos que para ela se direcionam.

No céu das beldades, na constelação de belas mulheres, brilha a estrela de Thaynara Vianna, e nós como súditos, ficamos reféns deste incontestável domínio procedente de sua inenarrável formosura.

Perfeita da cabeça aos pés, Thaynara nos tem como admiradores... Sabedora de sua privilegiada condição, ela mantém os caprichos que a fazem ainda mais magnífica. Esta semana nós dedicamos à ela, em virtude de sua destacada beleza, da beleza referencial desta jovem mulher que têm fascinado muitos olhares.

Para nos deleitarmos na beleza da formidável de Thaynara Vianna, basta contemplarmos a essência desta flor afro que acumula uma legião de admiradores.

Apreciem-na, regozijam-se no colírio natural que por hora nos dá a honra de presentear-nos sua imagem.
Por seus próprios méritos seus pés pisam o lugar das seletas, Thaynara é merecedora de subir no pedestal das notáveis, é um prazer tê-la no panteão das deidades, ela é um toque de classe à nossa página, olhá-la é um deleite, Thaynara Vianna é a Bela da Semana.

*TAINARA FERNANDA PEREIRA VIANA – 20 Anos/Diamante do Norte/PR – Filha de Aparecida Pereira e Luiz Carlos Viana – Taynara cursa 2° Ano de Educação Física na FACINOR.
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