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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Não seja a palmatória do mundo

 


Porque será que as pessoas gostam tanto de esmagar os outros em hipocrisias? Se estiver magro criticam, mas se engordar também. Se for tímido reclamam, mas se for extrovertido  também. Você só será estimado depois que morrer, aí todos dirão: “ fulano era tão bom”.

A saúde mental também precisa de respeito, as pessoas que sofrem qualquer tipo de transtorno não podem ser ridicularizadas.Tente se preocupar menos com a vida dos outros, isso é saudável. Trabalhe em você os aspectos essências para desenvolver uma personalidade mais aberta e gentil. Precisamos de mais compreensão e menos críticas e comparações . Continue refletindo!

Eduardo Galindo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Franz Kafka e a boneca viajante

 


Aos 40 anos, Franz Kafka (1883-1924), que nunca se casou e não teve filhos, passeava por um parque em Berlim quando conheceu uma garotinha que chorava porque havia perdido sua boneca favorita. Ela e Kafka procuraram a boneca sem sucesso. Kafka disse a ela para encontrá-lo lá no dia seguinte e eles voltariam para buscá-la.

No dia seguinte, quando ainda não tinham encontrado a boneca, Kafka deu à menina uma carta "escrita" pela boneca que dizia: "Por favor, não chore. Fiz uma viagem para conhecer o mundo e escrever sobre minhas aventuras." Assim começou uma história que continuou até o fim da vida de Kafka.

 Durante os encontros, Kafka leu as cartas cuidadosamente escritas da boneca com aventuras e conversas que a menina achou adoráveis.

Finalmente, Kafka trouxe de volta a boneca (comprada) que havia retornado a Berlim. "Não se parece nada com a minha boneca", disse a garotinha. Kafka entregou-lhe outra carta em que a boneca escrevia: "Minhas viagens me mudaram". a garotinha abraçou a nova boneca e a carregou feliz para casa.

Um ano depois, Kafka morreu. Muitos anos depois, a criança agora adulta encontrou uma carta dentro da boneca. Na minúscula carta assinada por Kafka estava escrito: "Tudo o que você ama provavelmente será perdido, mas eventualmente o amor retornará de outra maneira."

 Extraído de Kafka e a boneca viajante.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Moïse Mugenyi: mais um trabalhador assassinado

 

Moïse era um trabalhar sem garantia de direitos que foi morto ao tentar receber um pagamento l Foto: Reprodução das redes sociais)

A sociedade está perdendo a capacidade de ter uma visão de classe trabalhadora e que a grande imprensa trabalha para aprofundar o dogma do individualismo, da alienação e da despolitização

Por Carolina Maria Ruy

No Portal Vermelho

No dia 10 de outubro de 1978 o trabalhador metalúrgico Nelson Pereira de Jesus, de 22 anos, foi assassinado a tiros em frente a fábrica em que trabalhava, a Metalúrgica Alfa, em São Paulo, pelo advogado da empresa porque foi cobrar “600 cruzeiros de horas extras que não estavam incluídos nos pagamentos”.

Um ano depois, o metalúrgico Santo Dias, de 37 anos, foi assassinado enquanto participava de uma greve em frente à fábrica Sylvânia, em São Paulo.

Em janeiro de 1976 o metalúrgico da Metal Arte, SP, Manoel Fiel Filho, 49 anos, foi levado pelo DOI-CODI e morto sob tortura.

Em julho de 1917 o sapateiro José Martinez, de 21 anos, espanhol recém chegado ao Brasil, foi morto pela polícia de São Paulo quando participava de uma greve em frente à fábrica Mariângela.

Em janeiro de 2022 o congolês Moise Mugenyi de 24 anos, foi morto por espancamento no Rio de Janeiro porque foi cobrar pagamentos atrasados no quiosque Tropicália, em que prestava serviço.

Nelson era mineiro, branco. Santo era paulista de Terra Roxa, negro. Manoel, alagoano, branco. Martinez, espanhol, branco. Moise, congolês, negro.

Quando morreu Santo Dias, em 1979, a imprensa noticiou “Metalúrgico foi morto num piquete”.

Meses antes o próprio Santo Dias havia denunciado e protestado contra o assassinato do companheiro Nelson Pereira de Jesus.

Quando Martinez morreu a imprensa noticiou: “Morreu o sapateiro José Martinez” e não “A polícia matou o espanhol”.

Sobre o assassinato de Moise, entretanto, a imprensa destaca sua raça, sua nacionalidade, e sua condição de “refugiado” antes de sua condição de trabalhador.

É evidente que o forte racismo que existe no Brasil produz esse tipo de violência. E que a pobreza atinge de maneira desproporcional os negros, que são as principais vítimas das mazelas sociais.

Mas é evidente também que a sociedade está perdendo a capacidade de ter uma visão de classe trabalhadora e que a grande imprensa trabalha para aprofundar o dogma do individualismo, da alienação e da despolitização.

Cabe ao movimento social, especialmente o movimento sindical, não cair em armadilhas que nos dividem e enfraquecem a ação política. A esquerda e o movimento sindical devem enxergar o trabalhador como tal para lutar por ele com toda sua experiencia e poder de mobilização.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Brizola anti-imperialista

 


“Me encontrarão onde sempre estive: no centro de todos os debates que envolverem o interesse nacional.” (Leonel Brizola).

Por Henrique Matthiesen

No Portal Vermelho

Em meio às comemorações e às análises referentes ao centenário de nascimento de Leonel Brizola, evidenciamos seus grandes feitos, suas ideias e sua trajetória.

Dentre as louvações das mais diversas correntes políticas, há um evento que necessita ser pautado: o fato de Brizola não ter chegado à Presidência da República.

À luz da historiografia, não há como negar que Brizola sofrera um veto, cuja determinação não fora decidida por quem fala português, embora as elites tupiniquins vassalas aos interesses internacionais, agissem conforme os ditames do imperialismo norte-americano.

Sim, Washington jamais permitiria que Brizola fosse presidente. Os locatários da Casa Branca, sempre monitoraram Brizola e agiram o quanto puderam para obstaculizar sua ascensão à presidência.

Vastos relatórios das agências de inteligência, assim como testemunhos, livros etc., relatam o monitoramento e as preocupações sobre Brizola.

Fruto fecundo do Queremismo, na década de 1940, Brizola herdou a conceituação mais genuína sobre soberania nacional. Para ele nada era mais sagrado do que os interesses pátrios.

Aliás, o Trabalhismo de Getúlio, Jango e, consequentemente, de Brizola, sofreram diretamente contra as ações engendradas pelos ianques.

Getúlio Vargas, que ousou criar a Petrobras foi levado ao suicídio: as digitais americanas na desestabilização nacional durante a Era Vargas são incontestes. Jango enfrentou o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD); todos financiados com dólares americanos, sem contar a ação direta do embaixador, Lincoln Gordon, e sofrera o golpe.

Fatos estes demonstram que o Trabalhismo brasileiro sempre sofrera a oposição dos EUA e que o golpe de 1964 fora, de fato, um golpe contra esta corrente de pensamento.

Com Brizola não seria diferente. Até porque, suas ações durante o Governo do Rio Grande do Sul (1959-1963) revelaram suas ideias e seu comportamento antivassalagem.

Foi assim ao desapropriar empresas como a Bond and Share que explorava os serviços de energia elétrica e se negava a estender seus serviços às zonas rurais, e a Internacional Telephone and Telegraph, ITT, detentora do monopólio dos serviços telefônicos. Sem falar na ousadia de Brizola em fazer a reforma agrária ou, simplesmente, a sua determinação e a épica Campanha da Legalidade.

Estes fatos aterrorizaram os interesses americanos e marcaram Brizola, definitivamente, como oponente ianque e jamais deveria ser presidente, além de tornar-se o inimigo número 1 do golpe de 1964, como também fora um dos exilados mais vigiado e monitorado pelas agências de inteligência.

Nem mesmo a ação humanitária de Jimmy Carter concedendo asilo político a Brizola, devido à sua expulsão do Uruguai, removeu o veto que os interesses americanos puseram contra Brizola.

Assim foi com o golpe de Golbery do Couto e Silva quando tiraram a legenda do PTB de Brizola, a fraude da Proconsult que quase surrupiou seu direito de governar o estado do Rio de Janeiro, os sucessivos adiamentos de eleições diretas para presidente, que só ocorreriam em 1989, entre outros fatos que impediram-no de ser presidente.

Para isso, os ianques sempre contaram com ajuda preciosa de nossas elites, destaque aqui para o senhor Roberto Marinho e as Organizações Globo, opositores confessos de Brizola.

Temiam eles (os americanos) que Brizola transformaria o Brasil não em uma nova Cuba, mas em uma China do século XXI.

O pecado mortal de Brizola era sua independência, sua concepção de soberania nacional e sua coragem. Brizola jamais se curvou para chegar à presidência; perdeu eleições, mas manteve a sua honra, as suas ideias coerentes e a sua espinha ereta. Talvez esta seja mais uma razão de sua grandiosidade.

Perdeu o Brasil, perderam as crianças, perdeu a nacionalidade.

Não nos regozijamos em estar ao lado dos “vencedores”, afinal, o Brasil sonhado por Brizola continua a nutrir e a mobilizar milhares de brasileiros.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Reforma do ensino médio vai dar “menos escola a quem mais precisa”

 

Secundaristas em protesto contra a reforma do ensino médio no ano de 2016; mudanças foram aprovadas e começam a vigorar este ano - © Daniel Mello/Agência Brasil

Em entrevista ao Brasil de Fato, especialista em educação aponta que as mudanças vão ampliar a desigualdade.

Nara Lacerda no  Brasil de Fato

A partir deste ano, gradualmente até 2024, começa a ser aplicada em todo o Brasil a reforma do ensino médio, proposta e aprovada durante o governo de Michel Temer (MDB).

No papel, de acordo com o Ministério da Educação, o chamado Novo Ensino Médio (NEM) amplia “o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais (até 2022)".

Ainda de acordo com as definições da pasta, a nova organização curricular é “mais flexível”, oferece “oferta de diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes” e “aproxima as escolas à realidade dos estudantes de hoje, considerando as novas demandas e complexidades do mundo do trabalho e da vida em sociedade”.

Na prática, o ensino médio terá uma etapa direcionada à Base Nacional Curricular e horas dedicadas aos chamados itinerários formativos, “conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho”, segundo o Ministério da Educação.

Para o pesquisador de políticas educacionais e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Fernando Cássio, o discurso de modernização esconde uma visão elitista da educação. “Não tem uma intenção de reformar profundamente aquilo que precisa ser reformado”, considera.

Cássio aponta que a ênfase na reforma do currículo, de maneira equivocada, coloca no conteúdo a responsabilidade dos problemas que jovens enfrentam no mundo do trabalho.

“O diagnóstico é o de que a culpa por esse fenômeno social é da escola e do currículo da escola. Ninguém está discutindo o que produz o fato de você ter uma grande massa de jovens que estão em uma espécie de limbo. A pobreza, a fala de política pública de permanência na escola. Não tem política de reforma profunda, melhoria real dos salários dos professores, melhoria da escola”, alerta ele.

Liberdade de escolha?

A defesa das mudanças no ensino médio aposta principalmente em um discurso que promete estimular o "protagonismo juvenil",  contribuir para "maior interesse dos jovens em acessar a escola" e desenvolver o "projeto de vida dos estudantes".

Fernando Cássio afirma que as promessas de liberdade de escolha e qualificação para o mercado de trabalho ignoram realidades sociais e estruturais. "Existem estruturas sociais, existem relações de poder", reforça.

O especialista aponta que a simplificação da formação escolar e o estreitamento do currículo vão atingir estudantes mais pobres de maneira perversa e "dar menos escola para quem mais precisa de escola".

Enquanto ainda estava em discussão no Congresso Nacional, a reforma do ensino médio foi alvo de protestos, principalmente por parte de estudantes secundaristas. Com a aprovação, há iniciativas também no parlamento para que o início do processo seja adiado e não aconteça durante a pandemia.

Cássio acredita que, ainda assim, a reação dentro das escolas será essencial para combater o desmonte.

“O que a reforma do ensino médio faz é tirar a centralidade do conhecimento da escola, tentar minar o desejo de jovens por conhecer. Por isso que ela ataca, principalmente, o conhecimento. O que a comunidade escolar pode fazer é continuar desejando oconhecimento. É a vontade de conhecer que vai produzir alguma resistência das escolas", conclui.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

A três meses do prazo para regularizar título, TSE ainda dá informações contraditórias ao eleitor

 

O primeiro turno das eleições de 2022 será realizado no dia 2 de outubro e o segundo, em 30 de outubro

Eleitores interessados em saldar multa por não terem votado em 2020 recebem mensagem do tribunal de que não há débitos e situação é “regular”.

Por Eduardo Maretti, da RBA

Os eleitores têm até o dia 4 de maio para atualizar seu título ou resolver eventuais irregularidades com a Justiça Eleitoral e poderem votar nas eleições de 2022. O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro. Na data, a população votará para presidente da República, governador, um senador, deputados federais e estaduais.  O segundo turno, nos casos em que houver, se realiza em 30 de outubro.

De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral, as pessoas que não compareceram às urnas, nem justificaram a ausência em 2020, devem pagar uma multa para regularizar sua situação eleitoral. As multas eleitorais podem ser pagas de forma remota, pelo site do TSE, ou do respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sem necessidade de comparecimento ao cartório eleitoral, diz a corte.

Se o eleitor deixou de votar apenas na última eleição, mas votou normalmente nas anteriores, poderá exercer o direito do voto em 2022 normalmente. Isso porque o título só é cancelado se ele deixar de votar em três turnos consecutivos e não justificar sua ausência à Justiça Eleitoral, esclarece o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

No entanto, até o fechamento desta matéria, a assessoria de imprensa do TSE não havia respondido à reportagem para esclarecer se, diante da Resolução nº 23.637, de janeiro de 2021, os eleitores precisam pagar ou não a multa para poder votar. A norma, editada para “propiciar a melhor segurança sanitária possível” aos eleitores, devido à pandemia de covid-19, suspendeu as punições impostas – inclusive a multa – a quem não votou e não justificou a ausência nas urnas em 2020.

Informações contraditórias

Por um lado, a assessoria de imprensa do TSE afirma que quem não compareceu às urnas em 2020 deve “pagar uma multa para regularizar sua situação”. Mas eleitores que faltaram a um ou dois turnos em 2020 e fazem a “consulta de débitos eleitorais e quitação de multas” no site do TSE, como recomenda a própria assessoria de imprensa do tribunal, recebem a seguinte informação: “não encontramos débitos de multas relacionados à sua inscrição eleitoral, que está em situação Regular”.

Notícias falsas

As fake news já estão circulando. Como a falsa informação de que quem não tiver cadastrado biometria não poderá votar nas eleições deste ano. As mensagens sugerem que “a esquerda”, a imprensa e o próprio TSE estariam “caladinhos” sobre o assunto de propósito.

A informação, analisada pela Agência Lupa, é mentirosa. Nenhum eleitor será proibido de votar por não ter feito o cadastro biométrico junto à Justiça Eleitoral. A coleta de digitais, em razão da pandemia, não é feita desde 2020.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Comitê de organizações políticas elege novo presidente e premiê interino no Haiti

 

Fritz Alphonse Jean (centro) foi eleito primeiro-ministro do Haiti durante uma reunião fechada entre partidos num hotel, no centro da capital Porto Príncipe, no último domingo (30) - Pierre Michel Jean / AFP

Novo premiê é o ex-presidente do Banco Central haitiano; Ariel Henry não reconhece troca de mando

Michele de Mello - Brasil de Fato

O Comitê Nacional de Transição do Haiti elegeu o economista Fritz Alphonse Jean como primeiro-ministro interino e Steven Benoit como presidente de transição do país. No último domingo (30), cerca de mil representantes de diversas organizações do país decidiram eleger um novo mandatário provisório numa reunião privada no Hotel Kinam, na capital Porto Príncipe. O organismo não é reconhecido pelo primeiro-ministro Ariel Henry.

A Comissão foi criada após a assinatura do Acordo de Montana, em novembro do ano passado, que estabelecia regras para a governabilidade do país, e funciona como um organismo colegiado, no qual cada partido tem direito a um voto. Ariel Henry, indicado para ser o primeiro-ministro pelo então presidente Jovenel Moise antes de sua morte, foi assassinado em julho do ano passado, só assumiu o comando do Haiti após o Acordo.

Os partidos políticos exerciam pressão para que Henry deixasse o cargo até dia 7 de fevereiro - prazo inicialmente estabelecido quando ele foi nomeado pelo ex-presidente para ocupar o cargo. 

O premiê, no entanto, negou-se a abandonar o cargo enquanto não houvessem condições de celebrar novas eleições, afirmando que não existia respaldo constitucional para nomear novos governantes em uma reunião entre partidos.

De um total de 44 votantes dentro do Comitê, Fritz Alphonse Jean teve a seu favor apoio de 25 pessoas, contra 15 votos para o ex-senador Edgard Leblanc Fils, que também aspirava à presidência interina.

Alphonse Jean é economista, graduado pela Escola de Pesquisa Social de Nova York, foi presidente do Banco Central do Haiti e é presidente do Instituto Nacional de Políticas Públicas.

O Comitê também elegeu um presidente interino do país. Steven Benoit recebeu 21 votos, contra 17 de Jean Hénold Buteau, dois votos para Bonivert Claude e um para Iswick Théophin, Como nem Benoît nem Hénold Buteau obtiveram 50% mais um dos votos, um segundo turno foi organizado para decidir entre eles. O ex-senador Steven Benoît foi eleito presidente com 26 votos contra 14 para Jean Hénold Buteau.

Ao final do encontro, Fritz Alphonse Jean declarou que "não há ganhadores, nem perdedores" e convocou todos os setores ao diálogo.

"O caminho de uma transição suave passa por conversas com todas as forças da nação. Juntamente com os membros do Bureau de Negociações de Montana, estamos buscando discussões para nos permitir chegar a um consenso nacional genuíno", afirmou. 

A posse está prevista para a próxima segunda-feira, 7 de fevereiro.

* Com informação de Telesur, Prensa Latina, RHI, Le Nouvelliste

Edição: Arturo Hartmann

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