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segunda-feira, 29 de maio de 2023

10 fotos da escravidão no Brasil no século 19 coloridas digitalmente

Retratar a escravidão é um elemento delicado e extremamente necessário para entender as raízes da nossa sociedade. Daquele tempo em que negros eram tratados como propriedade, restam as histórias, documentadas ou relatadas pela tradição popular. Restam também os costumes, imortalizados geração após geração. Como memória, há raríssimas fotografias, vestígios modernos de um passado sombrio que se perpetuou por séculos no nosso país. Lembranças de uma ferida que durou tempo o suficiente para ser fotografada e não apenas representada em pinturas.


As fotos abaixo são fruto de um trabalho de colorização realizado digitalmente. O resultado é o rompimento das barreiras do tempo, aproximando o período do que entendemos como o tempo presente. A maior parte desse trabalho foi feito em homenagem ao Dia da Consciência Negra, pelo designer alagoano Tom Carvalho. Uma foto (a última) foi colorida digitalmente por Bruno Lopes, historiador e fundador do projeto História Ilustrada. 

Escravos na colheita de café, Vale do Paraíba, 1882 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Senhora na liteira (uma espécie de "cadeira portátil") com dois escravos, Bahia, 1860 (Fotógrafo desconhecido/Acervo Instituto Moreira Salles)

Escravo não identificado parte de uma coleção chamada "Tipos Negros", do fotógrafo Alberto Henschel. Recife, circa 1869 (Alberto Henschel/Acervo Instituto Moreira Salles).


Escravo em estúdio, Salvador, 1870 (João Goston/Acervo Instituto Moreira Salles).

Escravos na colheita do café, Rio de Janeiro, 1882 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles)

Outra foto do álbum "Tipos Negros" de Alberto Henschel, Recife, 1869(Alberto Henschel/Acervo Instituto Moreira Salles)


Ex escravos em frente a barraco em Porto Alegre, 1900 (Lunara/Acervo Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo).

Mulher negra de Pernambuco, Recife, 1869 (Alberto Henschel/Acervo Instituto Moreira Salles).

Lavagem do ouro, Minas Gerais, 1880. (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).

Negra com o filho, Salvador, em 1884 (Marc Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles).



Fonte:
Bruno Henrique Brito Lopes 
Graduado em História pela Universidade Católica de Pernambuco. 

quarta-feira, 24 de maio de 2023

MEMÓRIA E ORALIDADE - Narrativas da microrregião do extremo noroeste do Paraná

Um trabalho da professora Elmita Simonetti Pires do Curso de Letras - FAFIPA 


O livro resgata histórias que atravessam gerações e que ainda hoje povoam o imaginário das pessoas e que corriqueiramente estão presentes nas rodas de bate-papo, no encontro com amigos ou familiares...

A micro Região do noroeste paranaense assim como em todos os lugares do mundo tem sua forma de explicar o inexplicável, são as chamadas "histórias que o povo conta", lendas, hitórias de assombração é o folclore vivo e forte presente em nosso meio.



Elmita Simonetti Pires
"As manifestações culturais populares, o modo peculiar de ser e estar no mundo, a diversisade cultural dos brasileiros ... Todos esses aspécitos foram tomados como norteadores nas diferentes etapas desta pesquisa.

A narrativa popular encerra lições, aborda e discute os mais diversos temas, além de questões éticas relevantes na convivência cotidiana, sem perder o conteúdo literário e a beleza das histórias que brotam das diversas tradições culturais presentes entre nós.

Memória e Oralidade: narrativas da micro região do extremo Noroeste do Paraná é um convite para a reflixão sobre aspectos fundantes de nossa identidade como nação multicultural". (Elmita Simonetti Pires)

O livro é um trabalho de campo da autora e professora Elmita onde foram colhidos os contos nas casas dos narradores nas cidades de Alto Paraná - Amaporã - Cruzeiro do Sul - Diamante do Norte - Guairaçá - Inajá - Itaúna do Sul - Loanda - Marilena - Mirador - Nova Londrina - Paraíso do Norte - Paranapoema - Paranavaí - Planaltina do Paraná - Santa Cruz de Monte Castelo - Santa Isabel do Ivaí - Santo Antonio do Caiuá - São Carlos do Ivaí - São joão do Caiuá - São Pedro do Paraná e Terra Rica. 

Parabéns professora Elmita por este livro que serve como documento histórico da cultura popular da nossa região.

terça-feira, 23 de maio de 2023

ASSOMBRAÇÕES NAS ESTRADAS: CASOS ASSUSTADORES PELO BRASIL

  

BR-116, principal rodovia brasileira / Crédito: Wikimedia Commons

Toda rodovia guarda suas histórias sobrenaturais repletas de relatos macabros e inexplicáveis.

Por M. R. TERCI – Aventuras naHistória

A BR-116 é a principal rodovia brasileira. Tem início na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará e término na cidade de Jaguarão, no estado do Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. A extensão total da rodovia é de aproximadamente 4.513 quilômetros, passando por dez estados brasileiros.

No trecho entre as capitais Curitiba e São Paulo, a BR-116 ficou conhecida como A Rodovia da Morte e o título inglório não é para menos. O número de acidentes acumulados ao longo dos anos é imenso e alguns trechos da rodovia se tornaram estigmatizados por seus causos, superstições e lendas.

Causos assustadores

Rodovia Régis Bittencourt é o nome dado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ao trecho da BR-116 entre São Paulo e a divisa entre o Paraná e Santa Catarina, no limite entre os municípios de Rio Negro e Mafra. A nomenclatura oficial é uma homenagem ao engenheiro civil e escritor Edmundo Régis Bittencourt, que teve grande destaque não apenas na construção da rodovia, como também no cenário nacional, principalmente junto ao DNER e à Polícia Rodoviária Federal.

Nos anos 1990 o jornal Notícias Populares noticiou periodicamente alguns casos fantasiosos ou de difícil averiguação ocorridos na BR-116, como a colisão fatal entre um ônibus e um disco voador ocorrida na Rodovia da Morte, gritos de operários mortos em um dos túneis da Serra do Cafezal e muitos outros assombros, cada qual mais fantástico e inacreditável que o outro.

O causo mais famoso, entretanto, diz respeito ao acidente automobilístico que causou a morte de uma bailarina em 1970. Muitos motoristas relatam, até os dias de hoje, que nas altas horas da madrugada, uma aparição vestida de bailarina é vista dançando próxima à estremadura rosa – cruz de beira de asfalto – que marca o local do acidente. O leitor curioso poderá averiguar essa lenda, consultando comerciantes locais ou motoristas em qualquer parada de caminhão no trecho Paraná/São Paulo.

Se a BR-116 é considerada a artéria rodoviária do Brasil, pois o desenho de seu imenso trajeto percorre praticamente toda a extensão do país, ligando o Nordeste ao Sul, possibilitando o transporte de insumos e mercadorias essenciais ao desenvolvimento da indústria e comércio, a BR-101, sua irmã translitorânea, pode ser tida como a carótida do sistema rodoviário brasileiro.

Tem início no município de Touros, no Estado do Rio Grande do Norte e termina em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. Assim como a BR-116 é um dos principais eixos rodoviários do país com 4.650 km. Em tese, seria a maior rodovia brasileira, mas alguns trechos são interpostos ou intercalados por outras rodovias federais, incluindo a BR-116.

Construída pelo Exército brasileiro entre os anos 1950 e 1960, passa por doze Estados, ela segue no sentido norte-sul por praticamente todo o litoral leste brasileiro, ligando cidades importantes como Florianópolis, Vitória, Maceió, Recife e Natal.

Apesar de alguns trechos estarem mal conservados, é um dos mais belos percursos rodoviários do Brasil e provoca grande deslumbramento por suas paisagens praianas e vistas oceânicas magníficas, mas também é motivo de grande sobressalto para os motoristas em alguns trechos nevoentos.

Em meados de 2012, a Polícia Rodoviária Federal chegou a interditar um trecho da BR-101 em Alagoinhas, na Bahia, pois os motoristas que trafegavam pelo local relatavam estranhos avistamentos no meio da rodovia. Vultos fantasmagóricos e até mesmo animais que morreram atropelados há muito tempo, saltavam à frente dos veículos causando acidentes.

O que podemos afirmar com toda certeza, é que toda estrada guarda suas histórias de assombração, seus mitos funestos e seus causos de botar medo. Todo mito reivindica audiência e para saber-lhes as querências, basta assuntar com os locais.

Na época, um repórter local chegou a entrevistas um dos policiais envolvidos na ocorrência. A entrevista foi conduzida num tom bem-humorado, no qual o repórter finalizou: “Assombração ninguém segura, e nenhum policial quer ficar naquela estrada, então a solução é interditar e criar um desvio pra segurança de todos nós”.

Outra menção frequente nas rodas de caminhoneiros do trecho, conquanto seja levada mais a sério, é a aparição da Menina Fantasma, uma garota que morreu há coisa de 115 anos e que supostamente é avistada nos acostamentos da BR-101.

Só no ano de 2013 foram emitidos mais de 40 boletins de ocorrência, registrados ao longo de vários pontos da rodovia. A história é sempre a mesma; às 2 horas da madrugada, uma menina, em trajes do século passado, pedindo carona e quando o caminhoneiro sinaliza para parar, ela desaparece.

Seu primeiro avistamento foi na Bahia, em 1996, outros registros, contudo, foram feitos nos Estados do Rio grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Espírito Santo.

Um tour macabro pela translitorânea, fruto provável da combinação de jornadas de trabalho excessivas e todas essas distâncias infindáveis e fantásticas da multifacetada paisagem brasileira. Certamente, uma combinação que afeta a imaginação de qualquer um de nós.

M.R. Terci é escritor e roteirista; criador de “Imperiais de Gran Abuelo” (2018), romance finalista no Prêmio Cubo de Ouro, que tem como cenário a Guerra Paraguai, e “Bairro da Cripta” (2019), ambientado na Belle Époque brasileira, ambos publicados pela Editora Pandorga.

segunda-feira, 22 de maio de 2023

20 dos locais mais assombrados do Brasil

 Esta postagem dedico a você que desde criança ouvia os mais velhos contar histórias de assombração hora vividas por eles ou por algum conhecido, você que até hoje morre de medo destes relatos misteriosos mas que ainda assim adora ouvi-los... 

Dedico também a você que gosta de contar estas histórias de almas penadas apenas para ver arrepiadas as pessoas desprovidas de coragem... O Brasil, um país com dimensão continental tem muitos rincões, lugares, povoados e cidades onde há relatos da presença de espíritos de outro mundo... 

Aqui destacaremos 20 lugares onde as pessoas ouvem ou veem estas misteriosas manifestações. Certamente há muitos outros locais assombrados neste Brasil imenso, acredito até que cada cidade interiorana do território nacional tenha o seu local onde entes desencarnados se manifestam. 

Se um dia você visitar algum dos locais aqui mencionados, não deixe de pedir a um guia corajoso que te leve ao lugar onde são presenciadas as assombrações:


Ana Jansen escravocrata imortalizada por seu doentio sadismo contra seus escravos no Maranhão - Seu espírito é visto andando de carruagem nas proximidades de um local por nome Praia Grande na capital maranhense.

20 dos locais mais assombrados do Brasil

Por Carlos Eduardo Ferreira

A maior parte das pessoas razoavelmente céticas normalmente evita “engolir com caroço” histórias envolvendo o vaguear de espíritos descarnados, as maldições, os supostos objetos com vida própria etc. Entretanto, não é incomum que mesmo o mais racional dos sujeitos traga consigo o relato de algum evento que desafia a lógica e as leis da física — além da capacidade de conter o fluxo dos intestinos e manter a integridade das calças, em certos casos.

Sobretudo quando há um background histórico forte, é verdade. Locais que foram palco de maus tratos do período escravocrata; pontos onde foi lançada a pedra fundamental de uma cidade inteira; a habitação de um frei franciscano bondoso que, entretanto, parece não ter se convencido de passar para o além-túmulo.
Enfim, certamente é difícil ignorar o peso da História e dos contos populares — como mostram alguns dos locais mais assombrados do Brasil. (Aviso: o redator não se responsabiliza por possíveis vultos vislumbrados durante a leitura desta matéria).

Teatro Amazonas, Manaus (AM)

As histórias envolvendo vultos e vozes no Teatro Amazonas, em Manaus (AM), já vêm de longa data. De fato, mesmo os funcionários do local garantem que alguns espíritos brincalhões adoram trocar objetos de lugar, o que fez muita gente largar o emprego — embora, considerados esses relatos, talvez um leprechaun ainda fosse a explicação mais “lógica”.

Penitenciária de Cariri, Juazeiro do Norte (CE)

Presos e funcionários da Penitenciária de Cariri, em Juazeiro do Norte (CE), afirmam que há ali um fantasma que abre e fecha portas e janelas — enquanto perambula de um lado para o outro e emite longas e penosas lamúrias. Há quem diga que os choros vêm das mulheres que foram mortas pelos sujeitos ali encarcerados.


Serra dos dois irmãos, Viçosa (AL)

Zumbi foi o último dos líderes das resistências organizadas no célebre Quilombo dos Palmares — cuja recusa à submissão à Coroa Portuguesa era categórica. Ele foi morto no dia 20 de novembro de 1695 na Serra dos Dois Irmãos, em Viçosa (AL). Há quem diga que ainda é possível ouvir os estampidos dos tiros no local.

Mercado Modelo, Salvador (BA)

Quem trabalha no Mercado Modelo, em Salvador (BA), garante que os túneis utilizados pelo estabelecimento para o armazenamento de bebidas são assombrados — com gritos e pedidos de socorro reverberando através dos subterrâneos. Os moradores da região afirmam que isso se deve ao fato de o local ter sido utilizado para trancafiar escravos vindos da África durante o período escravocrata do Brasil.

Dom Bosco, Brasília (DF)

Há quem diga que os candangos que trabalharam para erguer Brasília ainda andam ali pelo local — sendo encontrados, volta e meia, em pontos variados da cidade. Ademais, dizem que o próprio padroeiro da urbe pode ser visto pelos arredores da Ermida de Dom Bosco.


O Cavaleiro de Jaraguá, Jaraguá (GO)

Diversos moradores de Jaraguá (GO) garantem que há na Rua das Flores uma casa lotada de assombrações. Na verdade, não apenas a casa, mas todo o quarteirão parece representar alguma predileção das almas penadas do local. São barulhos de cavalo marchando durante a noite e também o tilintar de esporas.
Mas existe pelo menos um habitante fixo na referida casa, entretanto. Trata-se de um misterioso cavaleiro com trajes antigos que, volta e meia, pode ser encontrado a cavalo dentro do edifício.


Árvore Gameleira, Rio Branco (AC)

Quando chegou pela primeira vez ao local em que fundaria, juntamente com outros pioneiros, a cidade de Rio Branco, Neutel Maia uma gameleira centenária como um ponto de apoio para o seu acampamento. Os elementos estão todos aí, é claro, e há quem diga que o fundador pode ser encontrado nos arredores da árvore.


O Frei Fantasma, Vila Velha (ES)

Eis aqui um curioso exemplo de um espírito nobre que, por algum motivo, ainda parece ter negócios por resolver deste lado da vida. O frei franciscano Pedro Palácios viveu por muitos anos no Convento da Penha, sendo conhecido por sua natureza filantrópica e por seu voto de pobreza. Quem visita o convento garante que o bom sacerdote ainda pode ser encontrado vagando por lá.

Pedra do Guindaste, Macapá (AP)

Há em Macapá (AP), ao lado do Trapiche Eliezer Levy, um monumento erguido em memória das pessoas mortas em um naufrágio ocorrido durante a década de 1940. Trata-se da “Pedra do Guindaste”, em que há também uma imagem de São José. Diz-se que, caso o bloco de concreto seja retirado dali, as águas acabarão por tomar toda a cidade. Além disso, também não faltam relatos de que pode ser encontrado ali o espírito de uma mulher morta no naufrágio convenientemente, as aparições ocorrem apenas à noite.

A Rainha do Maranhão, São Luís (MA)

Ao abandonar suas raízes pobres e se tornar uma mulher poderosa em São Luís (MA), dizem que Ana Jensen se tornou notória pela crueldade com que tratava seus escravos — por exemplo, abandonando-os no fundo de um poço para que agonizassem até a morte. Embora tenha morrido em 1869, conta-se que o espírito da matriarca ainda pode ser encontrado em uma carruagem que, eventualmente, desponta nas proximidades de Praia Grande.






Fazenda Capão Bonito, Sirolândia (MS)

A Fazenda Capão Bonito, em Sirolândia (MS), é um daqueles locais recheados de barulhos estranhos, gemidos, lamentos etc. Quem já passou por lá garante que os utensílios da cozinha parecem ter vida própria. O background: em 1935, uma mulher teria se suicidado dentro da casa, de forma que o seu espírito permanece por ali até hoje, por conta de assuntos pendentes.


Casa em Buriti dos Lopes, Buriti dos Lopes (PI)

Em uma casa simples na rua Tiradentes, em Buriti dos Lopes (PI), reside uma senhora idosa que, dizem, já perdeu quase todos os seus bens — já que estes têm o péssimo costume de sair voando pela casa até se espatifarem na parede mais próxima. Não encontrando paredes, entretanto, dizem que alguns deles já acabaram saindo pela janela e terminando na calçada.




Ana Maria do Couto, Cuiabá (MT)

Ana Maria do Couto era conhecida na Cuiabá (MT) da década de 1940 por seu desempenho exemplar em política e comunicação, sendo também uma apoiadora incondicional dos esportes. Entretanto, ao desenvolver câncer 30 anos depois, ela acabaria por sofrer demasiadamente antes da sua morte — o que, dizem, explica os gritos de dor ouvidos nas proximidades de sua antiga casa e também no ginásio da cidade.

O fantasma de Bento Gonçalves, Triunfo (RS)

Na casa em que nasceu Bento Gonçalves, um dos líderes da Revolução Farroupilha, funciona hoje um museu em que são expostos revólveres, uniformes, garruchas e por aí vai. Entretanto, há quem diga que a alma do guerrilheiro ainda pode ser encontrada vagando pelos corredores do local.



A cidade fantasma, Fordlândia (PA)

Em 1920, Henry Ford, um dos maiores empreendedores da História, comprou terras às margens do Rio Tapajós. A ideia era cultivar seringueiras para que Ford pudesse produzir a própria borracha utilizada nos pneus de seus carros. Para tanto, toda uma cidade foi construída no local, a fim de abrigar as pessoas que trabalhariam na empreitada.
Entretanto, ao fim da Segunda Guerra Mundial, o projeto acabou abandonado... Restando no local apenas uma cidade fantasma e relatos de que o local é assombrado.

O Solar das Sete Mortes, Bahia (BA)

Há na Bahia um casarão assombrado por excelência. E também por motivos históricos. Conta-se que no século XVIII uma escrava da família residente envenenou seus patrões e filhos como forma de vingança. Há também registros comprovados da morte do Padre Manuel Pereira. Seja qual for o motivo, fato é que muita gente diz ter ouvido passos, portas que se abrem e se fecham sozinhas e também algumas aparições enevoadas no local.




Castelinho do Flamengo, Rio de Janeiro (RJ)

O Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), foi construído no final do século retrasado, onde residia uma garota chamada Maria de Lourdes, juntamente com seus pais. Após a morte trágica destes, entretanto, Maria teve a guarda assumida por um tutor. Bem, ocorre que, além de roubar os bens da menina, o sujeito ainda a tratava de forma execrável.
Como resultado, há quem diga que o fantasma de Maria ainda pode ser ouvido no local — seja por meio de ruídos inexplicáveis ou de risos fantasmagóricos.





O edifício Joelma, São Paulo (SP)

O edifício Joelma (posteriormente renomeado para edifício Praça da Bandeira), em São Paulo (SP), protagonizou uma das maiores tragédias já registradas em território nacional. Em 1º de fevereiro de 1974, um incêndio no local matou 191 pessoas e deixou 300 outras feridas. Entretanto, antes mesmo da construção do prédio, conta-se que um professor de nome Paulo Camargo havia assassinado sua mãe e suas irmãs no local — tendo se suicidado pouco depois.
Naturalmente, isso foi mais do que o suficiente para provocar comentários de que o local encerra algum tipo de maldição. Há quem diga que o motivo deve ser o fato de que até o final do século XIX havia ali um pelourinho (local destinado ao castigo público de criminosos).

O Leprosário de São Francisco do Sul (SC)

A bela e bastante antiga cidade de São Francisco do Sul (SC) abriga inúmeras ruínas e, ao redor delas, diversos relatos de assombrações e fenômenos paranormais variados. O local mais contemplado por essas histórias, entretanto, é o antigo leprosário da cidade — para onde eram enviados pacientes de todo o Sul do Brasil. Localizado na Praia do Forte, o local normalmente é associado a sensações negativas, dores de cabeça, aparições inexplicáveis, lamúrias e pedidos de socorro.


O Fantasma de Lampião, Mossoró (RN)

Lampião
A História conta que em 1927, ao tentar invadir Mossoró, no Rio Grande do Norte, tanto Lampião quanto seu bando foram escorraçados da cidade — conforme a decisão dos moradores de que defenderiam suas propriedades. Para rememorar o ocorrido, foi construído no local o Museu da Resistência. Há quem diga, entretanto, que Virgulino jamais conseguiu engolir muito bem a derrota vexante e que, por conta disso, até hoje assombra os moradores de Mossoró.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Mãos e pés femininos, afrodisíacos no passado?

Os fetiches em geral não são novidades de nossa época e estiveram sempre presentes no comportamento humano.

Até mesmo na bíblia encontramos a fascinação por estas extremidades dos corpos femininos, em cânticos dos cânticos 7 – 1 num culto à beleza feminina, lemos: “Ó filha de um príncipe, como são bonitos os seus pés calçados de sandálias”!....

Tamanho fascínio esteve também presente nos contos de fada, a história da Cinderela é na verdade um exemplo de lascívia que pés ou mãos femininas causavam em homens de diferentes tempos.

Este fetichismo explicitou-se  com maior intensidade no século XIX, apesar do clima de sexualidade austera e reprimida que os manuais de comportamento ditavam em especial para as mulheres da época. Naquele mundo de corpos cobertos, mãos e pés assumiam um papel afrodisíaco. Para melhor explicar essa situação naquele século, nos embasamos em um trecho do livro “Histórias de Amor no Brasil, de autoria de Mary Del Priore – Uma historiadora bastante indicada para os que estudam o Brasil oitocentista”. Vamos ao trecho:

“Se quase todos procuravam melhorar ou se enfeitar para casar, não faltavam na época critérios de beleza. Partes do corpo, sexualmente atrativas, designavam, entre tantas jovens casadoiras, as mais desejadas. Esses verdadeiros lugares de desejo, para não dizer de obsessão dos leões, gaviões ou gamenhos, atualmente não fazem o menor sucesso.

Do corpo inteiramente coberto da mulher o que sobrava eram as extremidades. Mãos e pés eram os que mais atraíam olhares e atenções masculinas. Grandes romances do século XIX, como A Pata da Gazela ou A Mão e a Luva revelam, em metáforas, o caráter erótico dessas partes do corpo. Mãos tinham de ser longas e possuidoras de dedos finos acabando em unhas arredondadas e transparentes.

Vejamos José de Alencar descrevendo uma de suas personagens, a Emília: “Na contradança as pontas de seus dedos afilados, sempre calçados nas luvas, apenas roçavam a palma do cavalheiro; o mesmo era quando aceitava o braço de alguém.” Não apenas os dedos eram alvo de interesse, mas seu toque ou os gestos daí derivados revelavam a pudicícia de uma mulher. O ideal é que estivessem, sempre, no limite do nojo ou da repugnância por qualquer contato físico.

Pequenos, os pés tinham de ser finos, terminando em ponta; a ponta era a linha de mais alta tensão sensual. Faire petit pied era uma exigência nos salões franceses; as carnes e os ossos dobrados e amoldados às dimensões do sapato deviam revelar a pertença a um determinado grupo social, grupo no interior do qual as mulheres pouco saíam, pouco caminhavam e, portanto, pouco tinham em comum com as escravas ou trabalhadoras do campo ou da cidade, donas de pés grandes e largos.

Os pés pequenos, finos e de boa curvatura, modelados pela vida de ócio, eram emblemas de “uma raça”, expressão anatômica do sangue puro, sem manda de raça infecta, como se dizia no século XVIII. 


Circunscrita, cuidadosamente embrulhada no tecido do sapato, essa região significou, muitas vezes, o primeiro passo na conquista amorosa. Enquanto o príncipe do conto de fadas europeu curvava-se ao sapatinho de cristal da Borralheira, entre nós os namoros começavam por uma “pisadela”, forma de pressionar ou de deixar marcas em em lugar tão ambicionado pelos homens.  

Tirar gentilmente o chinelo ou descalçar a mule era o início de um ritual no qual o sedutor podia ter uma vista do longo percurso a conquistar. Conquista que tinha seu ponto alto na “bolina dos pés”, afagos que se trocavam nessa zona altamente sensível”.

DEL PRIORE, Mary. História do Amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2006. p 153-154.


Fotos, Mãos e pés de Talita Fernanda/Acervo pessoal


quarta-feira, 17 de maio de 2023

Dicas de felicidade

 No Blog O ThePineapple

1 – Seja simpático(a)! Isso lhe abrirá portas, desarmará pessoas e te protegerá do olho-gordo!
2 – Escute e observe antes de falar. Duas orelhas e uma boca não lhe vieram em vão

3 – Se achar engraçado, sorria!


4 – Se der vontade, Gargalhe!


5 – Abrace seus novos e velhos amigos! Muito e sempre!


6 – Olhe nos olhos, sempre! E carregue a Fé estampada na cara…

7 – Só guarde o necessário, e quando viajar, leve APENAS o que dá conta de carregar. Você ganhará um tesouro chamado independência muito parecido com outro chamado liberdade.

8 – Conte Casos! Faça rir!


9 – Abuse das sobreposições! Elas falam muito sobre quão ousado(a) você é.

10 – Resolva seus problemas, rapidamente, sem choramingar!  Se não tiver cinto, use um cadarço. Se faltar um sapato, use outro pé!

11 – Deseje a paz mundial!

12 – Preocupe-se em conhecer as coisas boas da vida, mais para TREINAR o seu senso estético, do que para TÊ-LAS!
Tudo o que carrega mais cedo ou mais tarde irá para o lixo. No fim, o que realmente importa é aquilo que você consegue carregar dentro de si.

Dica de Natália Assis, Maíra Sette e do nosso querido Papai Noel ThePineapple que pode ser encontrado quase todos os dias em Belo Horizonte na esquina da Rua Bernardo Guimarães com a Rua Pernambuco.

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