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terça-feira, 10 de novembro de 2020

O ex-presidente Evo Morales retorna à Bolívia


O ex-presidente Evo Morales (2006-2019) voltará hoje da Argentina, o país que lhe deu asilo após o golpe de Estado, para a Bolívia.

O líder indígena reiterou sua gratidão ao governo de Alberto Fernández e ao povo argentino por recebê-lo no contexto da crise na Bolívia, fomentada pela Organização dos Estados Americanos e grupos extremistas.

'Nestes dias, lembramos que o líder indígena Tomás Katari teve que voltar a pé de Buenos Aires para Potosí para ter seus direitos como autoridade original restaurados, e também aos exilados, como Juan José Torres, que não puderam retornar. Nossa homenagem a eles', escreveu Morales em sua conta no Twitter.

Ele lembrou que o governo de facto chamou os membros do Movimento ao Socialismo (MAS) de bestas, selvagens e violentos, e advertiu que eles jamais retornariam à Bolívia, enquanto matavam, perseguiam, detinham e ateavam fogo em casas e estações de rádio.

Entretanto, Morales enfatizou que 'voltamos, pacificamente, para recuperar a pátria democrática apenas com a consciência do povo'.

Em 10 de novembro de 2019, Evo Morales renunciou ao seu posto sob pressão de altos funcionários militares e policiais, no contexto do golpe de Estado que foi justificado por uma suposta fraude nas eleições de 20 de outubro daquele ano, que foi negada por diversas análises. Dois dias depois, ele chegou ao México, onde lhe foi concedido asilo.

Um mês depois ele viajou para a Argentina, cujo governo lhe deu refúgio para proteger sua integridade física diante de ameaças e de onde continuou sua liderança do MAS.

Os líderes golpistas na Bolívia, após usurparem o poder, cometeram massacres que deixaram mais de trinta pessoas mortas e centenas feridas, levaram a cabo perseguição política contra membros do MAS e desencadearam o racismo e a discriminação contra diferentes povos indígenas.

Neste domingo Luis Arce e David Choquehunca foram investidos como presidente e vice-presidente do Estado Plurinacional após a retumbante vitória nas eleições de 18 de outubro passado.

agp/otf/bm

Via - Prensa Latina

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Vitória de Biden é saudada pela oposição a Bolsonaro

 

Democratic presidential candidate Joe Biden speaks to supporters in Philadelphia, Pennsylvania, on November 3, 2020. - The United States started voting Tuesday in an election amounting to a referendum on Donald Trump's uniquely brash and bruising presidency, which Democratic opponent and frontrunner Joe Biden urged Americans to end to restore "our democracy." (Photo by Angela Weiss / AFP)

Com o resultado da Pensilvania, o candidato Democrata alcançou 284 votos dos delegados, 14 votos a mais dos 270 de que ele precisava. Até agora o democrata alcançou 290 votos.

A confirmação da vitória do candidato democrata Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos teve ampla repercussão mundial. No Brasil, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) disse estar “muito feliz” com a derrota de Donald Trump. “Com ele, caem os que fazem apologia à violência, os que negam as mudanças climáticas, os irresponsáveis no combate ao coronavírus, os defensores do racismo. Ou seja, Bolsonaro está ainda mais isolado nas suas absurdas posições”, afirmou.

Muito feliz com a derrota de Trump. Com ele, caem os que fazem apologia à violência, os que negam as mudanças climáticas, os irresponsáveis no combate ao coronavírus, os defensores do racismo. Ou seja, Bolsonaro está ainda mais isolado nas suas absurdas posições.

— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) November 7, 2020

Flávio Dino disse ainda que “consolida a terrível fama de pé frio de Bolsonaro na arena internacional”. Agora mesmo que em reunião da Cúpula do G-20 ninguém vai querer tirar foto e posar de ‘melhor amigo’. O Brasil merece destino e imagem melhores”, agulhou.

A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, afirmou que com a eleição de Biden os Estados Unidos dizem não às fake news, ao ódio, ao racismo, à homofobia e ao terraplanismo “representados por Trump lá e por Bolsonaro aqui”. “É um resultado a favor da vida, da ciência e da democracia, destacou.

Com a eleição de Biden, os EUA dizem NÃO às fake news, ao ódio, ao racismo, à homofobia e ao terraplanismo representados por Trump lá e por Bolsonaro aqui. É um resultado a favor da vida, da ciência e da democracia.

— Luciana Santos (@lucianasantos) November 7, 2020

Também no campo da oposição ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro, fiel aliado de Trump, manifestaram-se diversos representantes políticos. Foi o caso do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, que aviou a vitória de Biden como uma derrota do que chamou de “politicamente incorreto”. “Um sinal de que a maioria dos americanos estão preocupados com o fortalecimento das instituições democráticas, meio ambiente, direitos humanos e cultura de paz. Um bom sinal para a política mundial”, disse ele no Twitter.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afastado por um processo de impeachment, afirmou que “a vitória de Joe Biden representa o fim do extremismo nos Estados Unidos, país que tem forte poder de influência sobre as democracias do mundo”. “Que os ventos do fim do extremismo cheguem ao Brasil também”, afirmou.

Para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a eleição de Biden representa uma “vitória da ponderação sobre o extremismo”. “É vitória da civilidade sobre a irracionalidade. Que a mudança semeada pelos americanos sirva de exemplo e pavimente novos e mais felizes caminhos para a democracia e o respeito à diversidade no mundo”, afirmou.

Perpétua Almeida, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, disse que o mundo ficará melhor sem Trump. “A derrota de Trump é a vitória da civilização, da democracia. Daqui a 2 anos, será a nossa vez, Brasil, se Deus quiser!”, considerou. Segundo ela, o resultado “significa a derrota de um extremista autoritário e a vitória da civilização e da democracia. “De nossa parte, não podemos nos permitir uma relação servil nem com Estados Unidos e nem com nação nenhuma, porque as nações não têm amigos, elas têm interesses, que devem ser defendidos por seu povo e seus representantes. Daqui pra frente, espero que o governo Bolsonaro estabeleça relações sadias e de cooperação entre as duas nações”, afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, avaliou a vitória de Biden como um processo que “restaura os valores da democracia verdadeiramente liberal, que preza pelos direitos humanos, individuais e das minorias”. “Parabenizo o presidente eleito e, em nome da Câmara dos Deputados, reforço os laços de amizade e cooperação entre as duas nações”, disse.

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou que “a derrota de Trump é um símbolo”. “Será estudada como o início da decadência da política que nasceu decadente e se alastrou breve, porém duramente, por vários cantos do mundo. É o marco da queda do negacionismo. Da era em que foi preciso defender a Terra Redonda”, ironizou

José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria na Câmara dos Deputados, avaliou que a vitória de Biden representa não só a derrocada de Trump, mas também uma duríssima derrota para Bolsonaro. “O governo brasileiro se aliou aos interesses norte-americanos e, hoje, está isolado internacionalmente. É também uma derrota do autoritarismo, do ódio, de toda a perversidade que Trump representa”, destacou.

Segundo ele, “os ventos democráticos sopram na América”. “As eleições na Bolívia, o plebiscito no Chile e a derrota de Trump mudam a correlação de forças no mundo. É a vitória da decência, da democracia. Que o novo presidente restabeleça as relações diplomáticas com as nações. Não há mais espaço para a atual subserviência do Estado brasileiro que tanto tem comprometido a nossa soberania. Trata-se de grande vitória que deve ser comemorada por todos os democratas do mundo!”, disse.

O senador José Serra afirmou que a vitória de Biden traz alívio para um mundo submetido à dupla ameaça da pandemia e da competição hegemônica. “Seu compromisso com a democracia, com instituições e acordos internacionais, será bem-vindo por aliados e adversários. Um perfil conciliador e longa experiência de missões diplomáticas limitam riscos de impulsos belicosos, com ameaças à paz mundial. O Brasil só tem a ganhar reiterando sua tradição de cooperação independente com o futuro governo Biden”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) avaliou que a derrota de Trump é uma vitória da humanidade, põe freio ao populismo fascista, devolvem os Estados Unidos para o acordo de Paris, restabelecem a convivência civilizatória e aumenta a pressão por um novo modelo de desenvolvimento no planeta. “Que os ventos do norte cheguem ao Brasil”, destacou.

Alessandro Molon, líder do PSB na Câmara dos Deputados, disse que a derrota de Trump é uma vitória de todo o planeta. A volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris vai aumentar a pressão no mundo pela redução do desmatamento e investimento em energia limpa e sustentável. No Brasil não será diferente, avaliou

Marina Silva, ex-ministra e ex-candidata à Presidência, afirmou que a vitória de Biden “é um sopro de esperança para aqueles que acreditam que a crise civilizatória pode ser superada”. “Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade de todos aqueles que defendem a democracia e seus valores como essenciais para a construção de caminhos que nos levem a um mundo menos desigual, que valorize a diversidade como força-motriz do desenvolvimento humano e comprometido com o combate à emergência climática”, disse.

Via – Portal Vermelho

sábado, 7 de novembro de 2020

Bolsonaro vai reeditar decreto que destrói o sistema de saúde pública

 

Fila para atendimento em hospital do SUS (Foto: Reprodução)

No Portal Vermelho

o recuo com a revogação do Decreto 10.530, que autorizava a realização de estudos para “parcerias” com a iniciativa privada – leia-se privatização – para a administração de Unidades Básicas de Saúde, presidente anuncia que pretende publicar nova versão do texto.


Após o recuo com a revogação do Decreto 10.530, que autorizava a realização de estudos para a privatização de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o presidente Jair Bolsonaro voltou a deixar claro que a saúde do povo é o que menos interessa a ele e ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Na quinta-feira (29), durante transmissão de uma live em suas redes sociais, o líder da extrema-direita brasileira disse que pretende publicar uma nova versão do decreto na semana que vem.

“Ontem, tivemos um probleminha em relação a um decreto sobre o SUS, que não tinha nada a ver com privatização, mas lamentavelmente, grande parte da mídia fez um Carnaval em cima disso”, afirmou Bolsonaro. “[A mídia disse] ‘vai privatizar o SUS’, ‘o pobre não vai poder ser atendido pelo SUS’. Revoguei o decreto, mas fiz uma nota dizendo que nos próximos dias poderemos reeditá-lo, o que deve acontecer na semana que vem”, disse.

O decreto, publicado na terça-feira no Diário Oficial da União, estabelecia a possibilidade de parceria da iniciativa privada para administrar as unidades básicas de saúde, que funcionam como a porta de entrada do SUS e são responsáveis por 80% do atendimento à população. O texto abre a brecha do envolvimento de empresas no serviço de saúde pública – o que é vetado pela Constituição Federal. O decreto dizia: “fica qualificada, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), a política de fomento ao setor de atenção primária à saúde, para fins de elaboração de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde dos Estados, Distrito Federal e municípios”.

Não se sabe ainda as mudanças que virão em relação ao texto original mas, dada a falta de compromisso do governo com a saúde pública, é de se imaginar que Bolsonaro irá manter o ritmo de abrir a porteira e “passar a boiada”. Assim, estaria novamente aberto o caminho para empresas ganharem dinheiro com a atenção básica, em detrimento dos interesses da população. Para isso, Guedes e Bolsonaro querem entregar as UBS e a Saúde da Família para a iniciativa privada. Estranhamente, o Ministério da Saúde não participou da elaboração e da assinatura do decreto.

Segundo a assessoria de Guedes, a inclusão de UBS no programa do governo foi uma resposta a um pedido feito pelo Ministério da Saúde. “De acordo com o Ministério da Saúde, a participação privada no setor é importante diante das restrições fiscais e das dificuldades de aperfeiçoar o modelo de governança por meio de contratações tradicionais”, justiçou a pasta da Economia, por meio de nota.

Guedes faz parte da escola neoliberal dos Chicago Boys, responsáveis pelas privatizações no Chile que agravaram as desigualdades sociais no país. O modelo que tornou saúde e educação inacessíveis e praticamente dizimou a aposentadoria da população está por trás dos protestos que incendiaram o Chile há um ano, e que provocaram a convocação de um plebiscito no último domingo para enterrar o último resquício do legado do ditador Augusto Pinochet, para quem Guedes trabalhou como assessor econômico nos anos 90.

Ataque à Saúde da Família

Em artigo publicado no Outra Saúde, as editoras Maíra Mathias e Raquel Torres apontam que Bolsonaro e Guedes pretendem “abrir a fórceps o caminho para as empresas lucrarem com a atenção primária em um país onde cerca de 60% da população é coberta por uma equipe de Saúde da Família – serviço avaliado como bom ou muito bom por 80% daqueles que usam, segundo o Ipea”.

O recuo de Bolsonaro demonstra que a sociedade brasileira não pretende assistir de braços cruzados a destruição de um sistema de saúde que é exemplo no mundo para atendimento amplo, gratuito e universal à população. Organizações de saúde, entidades, artistas, personalidades e parlamentares reagiram à tentativa de destruição do Sistema Único de Saúde (SUS), um bem do povo brasileiro.

“Nesta pandemia que, infelizmente, o governo mostrou descaso no combate à Covid-19, ficou, mais uma vez, provada a importância do SUS”, escreveu o senador Paulo Paim (PT-RS), no artigo “Privatizar o SUS, não! Salvar Vidas, sim!” – leia nas indicações de texto, acima. “Milhares de vidas foram salvas. Há de se dizer também que cerca de 3 milhões de clientes de planos privados migraram para o SUS, devido aos abusivos aumentos”, lembrou Paim.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) levantou dúvidas quanto ao propósito real do governo ao editar o decreto. “Preparado sem debate, o texto [do decreto] mistura aspectos distintos, como construção, modernização e operação das UBS”, declarou o conselho, em nota publicada pela rede BBC.

Fonte: PT Notícias

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

60% dos municípios do país não têm mulheres disputando a prefeitura este ano

 

Das 312 chapas inscritas para concorrer às prefeituras das capitais brasileiras, 59 tem mulheres à frente - Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Porcentagem significa 3.351 cidades; enquanto isso, em apenas 37 (0,6%), homens não aparecem entre candidatos ao cargo


Igor Carvalho

Brasil de Fato

Nas eleições deste ano, 3.351 dos 5.570 municípios do país (60,16%) não terão candidaturas de mulheres disputando a prefeitura em 2020. Desse total, em 299 cidades há no mínimo sete homens disputando o cargo, sem qualquer oposição feminina. O levantamento foi feita pela plataforma Gênero e Número, que aborda questões de gênero a partir de dados.

Ainda de acordo com o levantamento, apenas 37 cidades (0,6%) não terão homens concorrendo ao cargo, somente mulheres. Esses dados mostram que antes mesmo das urnas apuradas, já sabemos que no mínimo 60,16% dos municípios brasileiros serão comandados por homens.

Em outros 1.530 municípios (27%) apenas uma mulher é candidata à prefeitura. Somente em 572 cidades (11%) mulheres enfrentarão apenas um homem entre as candidaturas.

Em apenas 15 cidades há mais de quatro mulheres na disputa pelas prefeituras. Em todos os casos, os homens ainda são maioria. As mulheres representam mais de 75% das candidaturas em 42 municípios (0,75%) dos 5.570 do país.

Levantamento feito pelo Brasil de Fato mostrou que apenas 59 das 312 candidaturas que disputarão a prefeitura das 27 capitais brasileiras são de mulheres (23%). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mulheres são 52,49% das 147,9 milhões de pessoas aptas a votar nestas eleições.

Entre as capitais, três não possuem nenhuma candidatura feminina, são elas: Manaus (AM), São Luis (MA) e Belém (PA). Das 59 candidatas, 22 estão em capitais do Nordeste, 14 no Sudeste, 11 no Sul, 6 no Norte e mais 6 no Centro-Oeste.

As duas capitais com o maior número de candidatas são Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR), seis em cada. Entre as candidaturas curitibanas, está Letícia Lanz, do PSOL, a única mulher trans a disputar a prefeitura de uma capital brasileira.

Edição: Lucas Weber

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Torneira seca e tarifa cara são os custos da privatização da água no Paraná

Além de Richa e Ratinho, cabe destacar o silêncio dos prefeitos de Curitiba e região metropolitana, que, em troca de apoio político dos governadores de plantão, calam-se e não defendem os interesses do povo.


Por Jornal GGN

do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens

Torneira seca e tarifa cara são os custos da privatização da água no Paraná.

Por Robson Formica

Da Coordenação Nacional do MAB.

Por um lado, a água é um direito humano fundamental, a serviço das necessidades mais básicas da vida, com qualidade e de forma acessível. Por outro, ela é objeto da ganância das transnacionais, que buscam lucros com a privatização deste bem, à custa da exploração do povo, com tarifas elevadas e péssima prestação de serviços.

Recentemente, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei (PL) 4162/2019 que facilita a privatização da água e do saneamento no Brasil, transformando a água, que é um direito, em uma mercadoria. Aqui no Paraná, o governo aprovou na Assembleia Legislativa o PL 416/2020 que adapta a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) ao que foi aprovado em Brasília.

Na prática a Sanepar já vive uma forma de privatização “por dentro”. Desde 2011, o governo [Beto] Richa (PSDB) aumentou a distribuição de lucros e dividendos aos acionistas da empresa, passando de 25% para 50% sobre o lucro líquido.

O atual governador, Ratinho Júnior (PSD), segue a política adotada por Richa na Sanepar, privilegiando os acionistas, sendo que mais de 40% das ações globais da companhia estão nas mãos do capital estrangeiro. Dessa forma, de cada R$ 100 de lucro líquido a Sanepar paga R$ 50 aos acionistas e destes, R$ 20 é para estrangeiros.

Enquanto isso, os governos Richa e Ratinho reajustaram a tarifa da Sanepar em quase 160%, contra uma inflação de 60% no mesmo período. Os lucros da Sanepar só aumentam, mesmo com toda estiagem e rodízio aplicado. De 2011 a 2019, o lucro líquido da Sanepar aumentou em 700% e a distribuição de lucro aos acionistas aumentou em quase 800%.

Pior do que tudo isso é que, desde a metade da década de 1990, vários estudos apontam os riscos para Curitiba e região metropolitana na questão do abastecimento de água. Ocupações irregulares, causadas pela falta de planejamento urbano, ausência de políticas de preservação de nascentes, mananciais e rios, dentre outros, eram apontados como fatores de risco ao abastecimento.

Já em 2010, a Agencia Nacional das Águas (ANA) publicou o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água que aponta como principal desafio para Curitiba e região metropolitana a incorporação de novos mananciais para garantir o abastecimento à população. O estudo indica

como fundamental a construção de uma barragem no rio Miringuava, em São José dos Pinhais, e que a mesma deveria estar concluída até 2016.

Na prática, as obras da barragem iniciaram em 2016 e ainda não terminaram. A obra foi paralisada por irregularidades e o Tribunal de Contas do Paraná aplicou multas a gestores por irregularidades no processo da obra. Além disso, o mesmo tribunal indicou risco e insegurança na estrutura da barragem em 2019, pois as obras haviam sido abandonadas e a manutenção das estruturas não havia ocorrido.

Dessa forma cabe ressaltar que a estiagem que afeta Curitiba e região metropolitana escancarou os problemas e malefícios causados pela política privatista dos governos Richa e Ratinho na Sanepar. O aumento da distribuição de lucros aos acionistas fez com que a Sanepar diminuísse drasticamente sua capacidade de investimentos para garantir água na torneira do povo.

Além de Richa e Ratinho, cabe destacar o silêncio dos prefeitos de Curitiba e região metropolitana, que, em troca de apoio político dos governadores de plantão, calam-se e não defendem os interesses do povo, afinal a Sanepar presta um serviço, concedido pelo município, para abastecer a população com água, o que não vem ocorrendo.

Quase todos os prefeitos de Curitiba e região metropolitana foram apoiados por Beto Richa em 2016 e agora serão apoiados por Ratinho, em 2020, como é o caso do candidato a reeleição Rafael Greca (DEM), em Curitiba.

Vale destacar que o Governador Ratinho Junior foi secretário de desenvolvimento urbano no governo Beto Richa de 2012 até 2018, e tinha como missão a obtenção de recursos e apoio técnico especializado, assistência técnica ligada ao desenvolvimento urbano e regional, aprimoramento de serviços e solução de problemas comuns, ordenar o pleno desenvolvimento das cidades e garantir o bem-estar dos habitantes.

Assim, Richa, Ratinho e os prefeitos apoiados por eles nada disso fizeram e a torneira secou.

Água é um direito, não é mercadoria.

*É coordenador nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O reinado caótico de Trump pode terminar em breve, mas seu impacto será sentido nos próximos anos

 


“O trumpismo não está acabando. Provavelmente será um híbrido, com conservadorismo fiscal. E ele ensinou os republicanos a ter uma espinha dorsal quando os democratas e a mídia os atacam."

Por Jornal GGN

The Independent

O reinado caótico de Trump pode terminar em breve, mas seu impacto será sentido nos próximos anos

Após quatro anos de tweets, insultos e controvérsias, há uma coisa em que os membros de Washington de todas as tendências políticas podem concordar, escreve John T. Bennett: Trump mudou a política americana para sempre.

A turbulenta presidência de Onald Trump – da ” carnificina americana ” ao impeachment e minimizando uma pandemia mortal – pode levar dias para entrar em suas semanas finais como quatro anos de governo por tweet e redefinir o cargo mais alto do país.

Mas fontes de Washington de todas as tendências políticas dizem que mesmo que ele não ocupe mais a Casa Branca no final de janeiro, ele mudará a política americana nos próximos anos.

O 45º comandante-chefe cambaleou de polêmica em polêmica e sofreu um ferimento autoinfligido após o outro durante seu mandato. Ele insultou seus adversários democratas, incendiou acordos legislativos bipartidários, presidiu uma longa paralisação do governo e disse a seus compatriotas uma coisa sobre o coronavírus que ele contraiu, enquanto dizia a um jornalista que sabia que era altamente contagioso e “mortal”.

Mas ele também energizou milhões de eleitores de colarinho azul conservadores que há muito se sentiam explorados pelo sistema político dos EUA, cortou impostos, colocou centenas de juízes de direita em tribunais federais – incluindo três juízes do Supremo Tribunal – e fechou novos pactos comerciais, mantendo Estados Unidos fora de conflitos militares estrangeiros.

Suas travessuras parecem ter desanimado a maioria dos americanos: uma nova pesquisa do The Independent mostra que ele está perdendo nacionalmente por 14 pontos, um aumento de três pontos em seu déficit há apenas algumas semanas. A mesma pesquisa, conduzida no início desta semana pela JL Partners, descobriu que Trump estava pior; 28 pontos percentuais pior com eleitores brancos sem diploma universitário – um pilar de sua base de 2016 – do que há quatro anos.

Apesar da miríade de escândalos e controvérsias – e de uma pandemia que matou pelo menos 228.000 pessoas nos EUA – 45 por cento dos entrevistados na pesquisa do The Independent disseram que Trump tem sido “bom” para a economia. Mas JL Partners observou que “os eleitores estão bastante divididos sobre se Donald Trump manchou o cargo de presidente: 42 por cento concordam e 40 por cento discordam”.

Trump herdou a liderança de um país que já estava profundamente dividido, mas seus esforços constantes para manter sua base conservadora energizada para sua candidatura à reeleição, incluindo suas políticas de linha dura e palavras sobre imigrantes e o que seus críticos viram como comentários sexistas sobre mulheres e mensagens racistas para grupos de supremacia branca, apenas aprofundou essas divisões.

“Acredito que, na ausência de Trump, o país não seria tão polarizado politicamente como está atualmente”, disse G William Hoagland, um ex- assessor republicano do Senado que agora trabalha no Bipartisan Policy Center. “Entre suas falhas estava não unir o país, e apenas focar em sua base e aumentar ainda mais a polarização. Ele servia a subgrupos … para fins eleitorais ”.

Mas alguns analistas dizem que os fracassos dos democratas nos anos que antecederam a eleição de Trump deram origem à sua popularidade em 2016 como candidato entre os principais blocos eleitorais que eles dizem que o partido ignorou por muito tempo.

“Os democratas se concentraram em políticas de identidade, eleitores de classe média nas cidades, millennials, comunidades de cor; e, portanto, os eleitores brancos da classe trabalhadora não tinham voz ”, de acordo com Harris Beider, professor de comunidades e políticas públicas da Escola de Ciências Sociais da Birmingham City University.

“Então Trump chega e diz: ‘Quer saber, estou do seu lado’. Donald Trump era um candidato de ‘esperança e mudança’, assim como Obama ”, acrescenta. “Às vezes, isso deixa as pessoas muito irritadas, perguntando: ‘Como Obama pode ser comparado a Trump?’ Mas, na verdade, algumas das pessoas com quem falamos durante nossa pesquisa votaram em Obama em 2008 e votaram em Trump em 2016.”

Mas Ford O’Connell, um estrategista político republicano, diz que “este presidente ensinou ao partido algumas lições importantes … Ele deixou sua marca no Partido Republicano”.

“O trumpismo não está acabando. Provavelmente será um híbrido, com conservadorismo fiscal”, diz O’Connell. “E ele ensinou os republicanos a ter uma espinha dorsal quando os democratas e a mídia os atacam.”

Os assessores de campanha da Casa Branca e de Trump não contestam que seu chefe escolheu passar seu mandato governando da extrema direita, mesmo quando ele apareceu por semanas ou meses disposto a se comprometer com os democratas da Câmara e do Senado antes de explodir uma legislação importante. Trump continua nos últimos dias e semanas da campanha para descrever a economia pré-coronavírus sob sua supervisão como uma potência que está se recuperando do bloqueio da Covid.

“Estamos calculando os números e esperamos até ver esse número do PIB”, disse ele sobre um valor do produto interno bruto previsto na véspera do dia das eleições, durante um comício de campanha na segunda-feira em Allentown, Pensilvânia. “Eu não sei o que é. O Fed disse que

pode ser um aumento de 35 por cento no PIB, o Fed de Atlanta. Eles saíram semana passada, você viu isso? Vou levar 25 por cento, agora. Vou levar 15 agora. Acho que o recorde foi de 7 ou 8. Mas eles disseram que poderia ser 35 por cento. ”

“Você vê as vendas de carros pelo telhado, as moradias começam pelo telhado”, disse ele no principal estado de batalha que analistas políticos dizem que pode decidir a corrida. “Há grandes coisas acontecendo.”

Até mesmo alguns estrategistas democratas dão-lhe crédito pela economia pré-pandemia, mas dizem que ele manteve a taxa de crescimento sob o ex-presidente Barack Obama.

Trump deveria obter crédito por “reduzir impostos e tornar os impostos corporativos mais competitivos com as taxas de outros países. Ele teve algum sucesso em nivelar o campo de jogo em questões comerciais ”, disse um analista de Washington, que concedeu anonimato para falar abertamente. “O presidente também reduziu significativamente várias regulamentações ambientais e econômicas … E ele manteve a trajetória de crescimento econômico que herdou, ou seja, após a recessão de 2008-09.”

O presidente poderia novamente obter uma vitória surpresa do Colégio Eleitoral. Suas chances de ganhar o voto popular nacional parecem praticamente perdidas, com o candidato democrata à presidência Joe Biden liderando de costa a costa por cerca de oito pontos percentuais, de acordo com a média do RealClearPolitics de várias pesquisas.

O ex-vice-presidente tem o apoio de cerca de 50 por cento dos eleitores em todo o país, enquanto Trump gira em torno de 42 por cento, o que significa que as projeções são de que ele não conseguiria obter o apoio de mais da metade do país.

Mas o sistema americano não é baseado no voto popular. Ele e Biden estão lutando para garantir os 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para vencer, e o antigo magnata do mercado imobiliário de Nova York e ex-apresentador de reality shows, junto com uma equipe astuta de estrategistas nos quais ele está novamente apoiado, provou ser adepto há quatro anos em executando uma campanha focada exclusivamente em uma vitória eleitoral.

Ele está fazendo exatamente isso de novo, ficando perto de Biden em estados de oscilação suficientes para tornar possível uma repetição.

O titular estava em Michigan na terça-feira, acelerando seus seguidores e prevendo outra vitória surpresa lá. Ele também zombou de Biden porque ele está “trabalhando pra caramba” em comparação com a agenda pública mais leve do ex-vice.

Trump lutou para encontrar sua zona de conforto como presidente-executivo no início de seu mandato, mas se estabeleceu no cargo e parecia ter um domínio total de seus vastos poderes no início de seu terceiro ano completo no cargo. Ironicamente, seu impeachment pela Câmara e a subsequente absolvição do Senado pareceram ajudá-lo a aprender mais sobre o cargo.

Ele ficou mais encorajado com sua absolvição, entrando no Salão Leste da Casa Branca na manhã seguinte ao Senado votou para mantê-lo no cargo, hospedando uma cópia do Washington Post daquele dia como um boxeador segurando um cinturão de campeão na

cabeça. Foi uma das inúmeras imagens do presidente sempre desafiador e fanfarrão que definirá seu legado.

Para ter certeza, sua presidência foi definida tanto por suas palavras duras – e tuítes – quanto pelas políticas de linha dura que causaram agradecimento a multidões de manifestações nas semanas finais da campanha para embalar locais improvisados ​​em aeroportos regionais e generosos com aplausos e “ Nós te amamos!” cantos.

Mas seu mandato também foi definido por comentários ultrajantes que irritaram os democratas, mas deixaram seus partidários conservadores uivando seu apoio ao ofendido partido da oposição tanto quanto o que ele realmente disse.

Os correspondentes da Casa Branca ficaram surpresos em um dia quente e ensolarado de agosto de 2019 quando o presidente, durante um de seus “Chopper Talk” selvagem, enquanto ele e os jornalistas gritavam perguntas e respostas sobre o zumbido alto dos motores ociosos do Marine One no Gramado Sul, declarou , “Eu sou o escolhido’.” (Ele estava se referindo a supostamente ter sido enviado por uma potência superior para negociar melhores acordos comerciais para o trabalhador americano.)

“Sou um gênio muito estável”, declarou ele cerca de um ano após assumir o cargo. Os críticos democratas e alguns de seu partido que se opuseram a suas travessuras ousadas ficaram ofendidos. O comentário se tornou alimento para piadas de apresentadores de talk shows noturnos e inúmeros memes online.

A era Trump pode terminar em questão de semanas, mas as brasas que alimentaram o movimento permanecem. Muitas partes de seu sombrio discurso de posse ressoam tanto com milhões de americanos agora quanto há três anos.

“Esta carnificina americana pára aqui e agora”, disse o recém-empossado presidente em janeiro de 2017. “Crime, gangues e drogas … roubaram muitas vidas e roubaram de nosso país tanto potencial não realizado”, disse ele, jurando sua “lealdade total aos Estados Unidos da América” ​​ao declarar sua eleição deve receber um “significado especial” porque marcou a “transferência [do] poder de Washington DC e devolvê-lo a vocês, o povo”.

Esse momento representou uma ruptura com a presidência baseada na esperança de seu antecessor, Barack Obama, o primeiro presidente negro do país. A linha carregava consigo uma série de subtons raciais e de classe, ecoando temores entre sua base majoritariamente branca sobre um país mudando demograficamente e economicamente demais para que eles mantivessem o ritmo – e o poder.

O discurso de Trump naquele dia ofereceu uma visão clara de sua visão do país e do mundo, e as condições econômicas mudaram pouco para muitos americanos – inclusive entre seus principais apoiadores. Essas forças moldarão cada partido político por décadas.

Mas as pesquisas nacionais e estaduais de campo de batalha sugerem que o estilo de governo de Trump, um reality show feito para a televisão que foi calibrado quase exclusivamente por lentes políticas, desgastou grupos-chave como mulheres brancas e idosos com educação

universitária. Eles podem estar preparados para selecionar uma abordagem muito diferente para o trabalho.

Em um vídeo de “argumento final” intitulado “Rising”, divulgado na manhã de terça-feira por sua campanha, Biden diz mais uma vez que a eleição é uma “batalha pela alma da nação”.

“Acredito nisso ainda mais profundamente hoje. Quem somos, o que defendemos, talvez o mais importante, quem vamos ser. Está tudo em jogo ”, acrescentou o ex-VP. “Esta é a nossa oportunidade de deixar a política sombria e raivosa dos últimos quatro anos para trás … Escolher a esperança ao invés do medo, a unidade à divisão, a ciência à ficção. Acredito que é hora de unir o país para se unir como uma nação, mas não posso fazer isso sem você. ”

Ainda assim, mesmo que Biden tome posse em 20 de janeiro, o mandato e a influência de Trump ecoarão, dizem analistas.

“De várias maneiras”, diz O’Connell. “O Partido Republicano ainda seria o partido de Donald John Trump.”

 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

No 1º Dia de Finados em meio à pandemia, mundo chega a 1,2 milhão de mortes por covid

Enquanto Europa retoma confinamento, Brasil tem praias lotadas no feriado e "politiza" escolha por vacina.

Parentes de vítima da covid-19 veem profissional da saúde depositar flores sobre as lápides em cemitério de El Salvador - Yuri Cortez / AFP.

Daniel Giovanaz

Brasil de Fato

O primeiro Dia de Finados desde o início da pandemia coincidiu com mais uma marca negativa: nesta segunda-feira (2), o mundo chegou a 1,2 milhão de mortes em decorrência do novo coronavírus. Dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, mostram que a América Latina é a região mais atingida, com cerca de um terço dos óbitos.

Desde o mês de outubro, países europeus vêm reforçando as medidas de isolamento para conter a chamada “segunda onda” da covid-19. Portugal, Bélgica e Inglaterra decretaram “lockdown” nos últimos dias, mantendo até 70% de suas populações em casa. As medidas têm dado resultado: após 10 dias de confinamento, a Irlanda derrubou à metade o número de casos diários.

No Brasil, segundo país com mais mortes, o feriado teve praias lotadas em vários pontos do litoral. As imagens mais impressionantes vêm de Santa Catarina, onde uma equipe de reportagem foi agredida ao tentar filmar a movimentação em uma praia da capital Florianópolis (SC). O número de casos no estado cresceu 80% em um mês.

A espera por uma vacina no Brasil é contaminada por disputas entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A “briga política” entre os dois, como definiu o próprio vice Hamilton Mourão em entrevista à revista Veja, diz respeito a um acordo para aquisição da vacina chinesa Coronavac, apontada como a mais segura e eficiente contra o novo coronavírus.

Bolsonaro diz que o país não vai adquirir doses enquanto não houver comprovação da eficácia da vacina. A postura é conflitante com a que assumiu em relação à hidroxicloroquina, quando decidiu comprar matéria-prima indiana sem nenhum estudo que respaldasse o uso do medicamento em pacientes de covid-19.

O presidente afirma ainda que nenhum cidadão será obrigado a tomar a vacina e que Doria busca autopromoção ao defender a Coronavac.

Números diários no Brasil

Dados atualizados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) mostram que 160.253 pessoas morreram em decorrência da covid-19 no Brasil. Foram confirmados 179 óbitos em um dia. O total de contaminados é de 5.554.206 e, somente nas últimas 24 horas, houve registro de 8.501 novos pacientes.

A média móvel de óbitos dos últimos sete dias chegou a 408, o menor número desde o dia 4 de maio.

 

:: “Os números estão diminuindo, mas não saímos de uma fase de perigo”, alerta médica ::

O que é o novo coronavírus

Trata-se de uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a Síndrome Respiratória Aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

Edição: Rogério Jordão

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