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terça-feira, 4 de julho de 2017

A lendária seleção que jamais sucumbiu à derrota contra a Itália

Faz 35 anos da derrota para a Itália na Copa de 1982, mas o Brasil de Telê, Zico, Sócrates e Falcão provou que futebol não é apenas resultado.

Foto: Getty Imagens
Óscar Dominguez, do El Pais

A primeira Copa do Mundo da qual tenho lembrança é a da Argentina, 1978. Meu pai apareceu um dia em casa com um televisor novo com um painel repleto de botões, parecido aos da cabine de comando da Estrela da Morte, de Star Wars. Foi a minha primeira Copa do Mundo colorida. No dia da final, olhava surpreendido aos torcedores argentinos rebufando de frio como um cardume de peixes recém-capturados nas redes do gol, enquanto na minha cidade, Sevilha, no extremo sul da Europa, sofria-se um dos dias mais quentes daquele verão. Não podia entender aquela diferença horária e térmica. Aos seis anos, acreditava que entre minha casa e o estádio portenho não havia mais que uma dúzia de ruas, em vez de milhares de quilômetros de distância.

Sevilha, precisamente, foi quatro anos mais tarde a primeira sede da seleção brasileira na Copa do Mundo da Espanha. Presenciei a estreia da canarinha diante da antiga União Soviética (URSS), com uma cena de discórdia doméstica entre minha mãe e meu pai, mais interessado no rebolado das passistas brasileiras que nas exibições de Zico, Sócrates, Falcão ou Toninho Cerezo. A reconciliação só aconteceu quando Éder marcou o gol da vitória contra Dasayev, goleiro da URSS.

O segundo jogo que vi foi Brasil e Nova Zelândia. Zico marcou dois golaços, mas daquela noite ficou o incidente de uma pipa branca empinada por um torcedor, com extraordinária graça e habilidade. Em várias ocasiões, a pipa pousou no campo de jogo e, assim que o juiz se agachava para pegar o objeto inerte que descansava sobre o gramado, revivia, serpenteava durante alguns segundos entre as pernas do colegiado e despertava novamente o voo, desenhando nos espectadores um sorriso de chiste de cinema mudo.

Nessa fase da Copa, nas peladas do pátio da escola, não sabíamos que jogador escolher. Todos queríamos ser Zico, Sócrates, Júnior ou Falcão. O destino teceu suas malhas ao colocar o Brasil com a Argentina e a Itália na fase seguinte. O Brasil derrotou claramente os seus rivais sul-americanos com a mesma exibição de jogo de passe e toque que havia demonstrado nas partidas anteriores. Uma falta de Éder bateu na trave. Poderia ter sido um dos gols mais bonitos da história das Copas.

A eterna Itália da disciplina tática, forte na marcação e do catenaccio, seria o último obstáculo antes das semifinais. O embate foi em Barcelona, no velho estádio à beira da estrada de Sarriá. Eu não voltei a ver o jogo. Nunca quis que a realidade contaminasse minhas lembranças.

Além de um magnífico goleiro e uma defesa prodigiosa, a Itália tinha um meio de campo especialmente técnico. Naquele tempo, também queria ser Bruno Conti, Antognoni e, claro, o miúdo Paolo Rossi, contraponto do tanque Serginho, cuja falta de cadência e elegância destoavam no jogo coral brasileiro.

O requebrado de Falcão, que desorientou em bloco a defesa azzurra no segundo gol do Brasil, parecia ter fechado o jogo. Para a seleção canarinha era suficiente o empate. Mas Paolo Rossi, com a picardia de um predador de área, caçou uma bola e eliminou o Brasil. O que mais admirava nessa seleção de Telê Santana era seu toque e sua elegância, todos dominavam e conduziam a bola com a cabeça erguida.

Moviam-se majestosamente, como personagens de um videogame, bem antes de existir a tecnologia digital. Sabiam que eram únicos e favoritos. Eram como os verdadeiros heróis que lutam com orgulho, mas sem altivez. Tanto na vitória quanto na derrota.

Depois do apito final, calou-se o som das batucadas e marchinhas. A enxurrada de bandeiras, cartazes e a pipa, definitivamente sem vida, deixaram na arquibancada de Sarriá uma borra de final de carnaval.

Um casal chorava abraçado perto da marca de escanteio de onde veio o gol da vitória italiana. A moça usava uma camiseta branca, sem mangas. A polícia espanhola daquela época vestia-se de marrom. Essa foi a cor do final daquela tarde de verão em Barcelona, um marrom ácido e turvo de leite derramado.

De fora, o estádio de Sarriá parecia uma caixa de ferramentas aberta. Quando foi demolido, as arquibancadas desmoronaram, sepultando o gramado como as ondas que engolem aos marinheiros náufragos. Não existem vestígios do antigo estádio, nada recorda esse jogo. É preciso mergulhar na memória para reencontrar esses dias azuis e amarelos da infância.

Um conjunto habitacional e um parque ocupam o lugar do antigo terreno de jogo. No final da tarde, na mesma hora daquele encontro, talvez no lugar onde Dino Zoff fez a defesa mais importante da vida, alguns meninos correm imitando os gestos de seus ídolos ao festejar um gol, com as mochilas escolares e os agasalhos demarcando as traves. O sangue que arde em seus joelhos ralados é o mesmo que leva ao desespero as mães depois de um jogo improvisado, seja em uma pracinha de Nápoles ou em uma praia do Rio de Janeiro.

Dizem que no futebol o que vale é o resultado final, mas não é bem assim. Ninguém se lembra da Alemanha ganhadora da Copa de 1954 e sim da Hungria de Puskas, Kocsis e Higdekuti, ou da Holanda de Cruyff, seleções que não conquistaram a Copa.

Sem ignorar os méritos de uma Itália prática e fabulosa, que ganhou da Alemanha a Copa de 1982, meu coração e minha memória estão com aquela seleção brasileira. Sou torcedor de um time cujo lema é Salve o Betis, mesmo que perca (Viva el Betis, manque pierda). Muitos torcedores concordam com esse pensamento. Como no faroeste clássico, entre o resultado e a lenda, preferem ficar com a lenda.

Fonte: El Pais

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