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terça-feira, 31 de maio de 2016

31 de Maio na história

1956- Dia da revolta do bonde 
                              
Rebelião estudantil-popular chefiada pela UNE contra o aumento da passagem de bonde. Quebra-quebra, ocupação do Rio pelo Exército, 1 morto. Após 7 dias JK chama ao Catete Marcos Heusi, futuro pres. da UNE, para negociar uma solução.

1887:
Surge em Belém o 1º clube republicano do PA, com manifesto de inspiração positivista e revolucionária.
1902:
No sul da África, o Tratado de Vereeniging assinala a capitulação dos bôers face ao colonialismo inglês.
1973:
Volta Redonda (RJ), Guadalupe (PI) e S. João dos Patos (MA) viram “áreas de segurança nacional”, com prefeitos nomeados.
1974:
Acordo Síria-Israel encerra guerra do Yon Kipur.
1978:
18 grandes empresas do ABC-SP, sob o impacto de 20 dias de onda grevista, dão a seus empregados aumentos de 5 a 15%.
1978:
O MDB apóia a candidatura presidencial oposicionista de Euler Bentes.
1978:
Preso em S. Paulo Ricardo Zarattini (banido em 69).
1983:
Greve na saúde pública de SP; paralisação total em 29 cidades e parcial em 50.
1987:
O Patrimônio Histórico tomba a Casa Branca, mais antigo terreiro de candomblé do país (150 anos), em Salvador, BA.
Candomblé
retratado por
Di Cavalcanti


Por onde andam os loucos?


Por Mateus Brandão de Souza

Os loucos de outrora que sempre traziam o riso estampado na cara...

Por onde andará a galera sangue bom, os despreocupados, aquela gente incrível que fazia das noites momentos deliciosos e incomparáveis.

Que fim levaram os loucos, os reis dos sábados especiais? Cadê cada componente que emendava as mesas e ali bebiam, comiam e viviam nas também extintas lanchonetes de antigamente?

Onde entraram as meninas lindas daquele tempo que alumbraram tantos olhares? Que fim levou aquela galera que valia a pena?

Hoje a avenida expõe outros rostos, outras gentes, são apenas leigos que não protagonizaram as histórias de infindas madrugadas andando a pé. Cadê aqueles jovens de ontem? Aqueles que flertavam num tempo onde não existia celulares nem sites de relacionamento?

Saudades daquele povo magnífico, numerosa gente que o destino foi tirando um por um e aos poucos desfalcando a grande turma. Alguns se foram pra sempre, outros foram tragados pelos compromissos, caíram na malha do sistema que a todos devora.

Velhos tempos, verdes dias, dias que transformaram os adolescentes risonhos em mulheres e homens carrancudos, calvos e tristes. Tempo cruel que ofuscou o brilho de tantos olhares, tempo que usurpou o tempo de sair e curtir a vida nas inesquecíveis noites e dias.

Doces saudades do outro tempo, quando os espaços públicos eram ocupados por caras diferentes das de hoje.

Segue esta postagem em homenagem a cada um daqueles que faziam o mundo melhor, saudades da patota que fazia das salas de aula, a melhor maravilha do mundo.

Neste deserto sem doidos felizes de agora, eu pergunto: Meus diletos loucos, onde andam vocês?


Charge dos nossos dias

O mérito da questão...

Por Renato Aroeira





Tratamento gratuito para deixar de fumar é oferecido em 10 municípios da região

Dois desses dez municípios da 14ª Regional de Saúde pertencem a nossa comarca, são eles Diamante do Norte e Marilena. Nova Londrina e Itaúna do Sul estão fora da lista dos municípios que oferecem tratamento gratuito no combate ao fumo.

A reportagem é do Diário do Noroeste

Foto https://clinionco.wordpress.com/2014/05/30/combate-ao-fumo-apoio-multiprofissional-e-decisivo-para-abandonar-o-cigarro/

Mas nem sempre os usuários têm acesso aos tratamentos gratuitos. Para se ter uma ideia, dos 28 municípios atendidos pela 14ª Regional de Saúde, apenas 10 têm grupos de apoio a fumantes.

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco, dedicado à conscientização da população sobre os efeitos negativos do cigarro para a saúde dos fumantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável no mundo.

Nesse cenário, oferecer políticas públicas voltadas para o controle da prática de fumar se torna uma alternativa eficiente. Mas nem sempre os usuários têm acesso aos tratamentos gratuitos. Para se ter uma ideia, dos 28 municípios atendidos pela 14ª Regional de Saúde, apenas 10 têm grupos de apoio a fumantes.

Cruzeiro do Sul, Diamante do Norte, Loanda, Marilena, Paraíso do Norte, Paranavaí, Planaltina do Paraná, Querência do Norte, Santa Mônica e Terra Rica. Nessas cidades, há profissionais preparados para oferecer o tratamento gratuito, sendo que o acompanhamento dura pelo menos três meses.

A chefe regional de Atenção Primária da Saúde, Isabel Cristina Vasconcelos, explicou que sem a capacitação oferecida pelo Governo do Estado, os profissionais de saúde não podem receber pacientes que queiram parar de fumar. A exigência é feita pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A maioria dos grupos de apoio conta com a participação de médicos, enfermeiros e farmacêuticos. Em alguns municípios também há participação de psicólogos.

Ao longo do tratamento, os fumantes têm direito a medicamentos gratuitos. Para isso, precisam procurar uma unidade básica de saúde ou a Secretaria de Saúde.

Em Paranavaí, por exemplo, os atendimentos são feitos no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e nos postinhos dos jardins Ipê, São Jorge e Campo Belo.

A OMS estima que 2 bilhões de pessoas sejam fumantes em todo o mundo. 47% de toda a população masculina mundial e 12% da feminina são adeptas do tabagismo. A prática está relacionada a mais de 50 doenças, sendo responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença do coração.

Petroleiros sinalizam greve no dia 10 contra medidas de Temer


Diante dos ataques contra a Petrobrás, o Pré-Sal e os direitos e conquistas da classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas, a FUP e seus sindicatos indicam paralisação de 24 horas no dia 10 de junho. Esta data marcará a primeira grande mobilização nacional que as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão contra o governo ilegítimo de Michel Temer.

As representações sindicais petroleiras, reunidas nesta segunda-feira, 30, no Conselho Deliberativo da FUP, alertaram para os riscos iminentes de perda de direitos e de grave retrocesso que a categoria já vive e que serão intensificados com as intenções de privatização da Petrobrás e de entrega do Pré-Sal, reveladas por Michel Temer.

As medidas econômicas de seu governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. Retirar direitos da classe trabalhadora,  arrochar salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar empresas públicas,  entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas são medidas que atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe.

Na Petrobrás não será diferente. Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula. Somente com resistência e mobilização, os petroleiros terão a chance de impedir o violento retrocesso que atingirá a categoria nos próximos meses.

O dia 10 de junho  deve ser uma resposta unitária de todos os petroleiros contra o golpe em curso no país e na Petrobrás.

Ministro pede demissão e governo tem segunda baixa em 18 dias


Com menos de 20 dias de existência, o governo provisório de Michel Temer (PMDB-SP) sofreu, nesta segunda-feira (30), a  segunda baixa na equipe. O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, entregou sua carta de demissão, após vazar gravação em que ele critica a Operação Lava Jato.

A decisão do ministro foi tomada após a enorme repercussão negativa da divulgação do áudio de sua conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A conversa foi gravada por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e divulgada na noite de domingo pela TV Globo. Na gravação, Silveira aparece orientando Machado e Calheiros em relação a como agir perante as investigações da Lava Jato.

De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, Silveira ainda não se reuniu pessoalmente com Temer e seu substituto não foi divulgado até o momento. Na carta enviada ao presidente povisório, o ele afirma que optou pela demissão para que "nada atinja" a conduta dele.

Desde o início desta segunda-feira, servidores da antiga Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram protestos em Brasília, cobrando a saída do ministro. Eles impediram a entrada de Silveira no prédio em que funciona a pasta, realizaram a lavagem das escadarias do local, saíram em passeata e entregaram cargos de chefia.

O Globo chegou a produzir um editorial pedindo a cabeça do agora ex-ministro. E até a Transparência Internacional, organização não-governamental de combate à corrupção, divulgou nota pedindo a exoneração de Silveira.

"A situação em que me vi involuntariamente envolvido –pois nada sei da vida de Sérgio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação– poderia trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico", disse Silveira na carta de demissão.

"Foram comentários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos. Não sabia da presença de Sérgio Machado. Não fui chamado para uma reunião. O contexto era de informalidade baseado nas declarações de quem se dizia a todo instante inocente", argumentou.

Trata-se da segunda  mudança de ministro em 18 dias de gestão. Antes de Silveira, Romero Jucá, homem forte de Temer que ocupava o Planejamento e também apareceu em gravações de Machado, afastou-se do governo na semana passada. No áudio, Jucá deixava claro que a razão por trás do impeachment da presdeinta Dilma Rousseff era a tentativa de barrar a Lava Jato.

Apesar da repercussão da gravação envolvendo Silveira, o Planalto trabalhou durante todo o dia para manter o ministro no cargo. Temer havia avaliado inicialmente que o caso de Fabiano Silveira era “menos grave” que o de Jucá.

 Do Portal Vermelho, com agências


Novo escândalo expõe golpe ao ridículo no mundo

No Tijolaço

Nos anos 70, quando vivíamos – aqui e na Bolívia – ditaduras, havia uma piada sobre uma festa numa embaixada onde um diplomata brasileiro era apresentado ao Ministro da Marinha boliviano e estranhava que houvesse um ministro da Marinha sem que houvesse mar na Bolívia. E seu interlocutor apenas respondeu: mas vocês, no Brasil, não têm ministério da Justiça?

Amplie a escala e veja o que é, no mundo, um Ministro da Transparência ser flagrado numa “operação-abafa”.

E com direito, como disse ontem, às ilustrações impactantes dos servidores lavando com água e sabão escadas, calçadas e gabinetes do ministério.

Acho que o ministro Jos[e Serra vai passar trabalho fazendo circulares às nossas embaixadas para pedir que convençam o mundo de que aqui não há um golpe que usou a corrupção como pretexto e que, desde o primeiro dia, mostra ter a fina flor da corrupção dentro de si.

'Michelzinho' será alvo de uma CPI?


Por Altamiro Borges

O jornal Estadão publicou nesta segunda-feira (30) que o já famoso "Michelzinho", o filho de apenas sete anos do golpista que assaltou o Palácio do Planalto, já acumula uma fortuna de R$ 2 milhões em imóveis numa área nobre da capital paulista. De imediato, a notícia agitou as redes sociais. Sobraram piadas sobre a "meritocracia" do herdeiro, sobre os "laranjas" mais famosos da política brasileira e outras mais agressivas.

O alvo da maioria das chacotas não foi o pirralho, mas sim o pai - o Judas Michel Temer. Um tuiteiro mais sério propôs a imediata criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar as origens do rico patrimônio de "Michelzinho".

Segundo a reportagem, "aos 7 anos de idade, completados em 2 de maio, Michel Miguel Elias Temer Lulia Filho, mais conhecido como Michelzinho, é proprietário de pelo menos dois imóveis cujos valores somados superam R$ 2 milhões. O pai, Michel Miguel Elias Temer Lulia, de 75 anos, presidente em exercício da República, passou para o nome do único herdeiro do seu casamento com Marcela Temer dois conjuntos comerciais que abrigam seu escritório político em São Paulo".

"Localizados no Edifício Lugano, no Itaim-Bibi, zona sul da capital paulista, cada conjunto tem 196 m² e valor venal de R$ 1 024.802, segundo a Prefeitura de São Paulo - os dados são públicos e podem ser consultados na internet. O valor de mercado costuma ser de 20% a 40% mais alto do que o valor de referência usado pela Prefeitura para calcular o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)".

O estranho nesta curiosa história - o que até justificaria a criação de uma CPI - é que na declaração de bens que o golpista Michel Temer apresentou à Justiça Eleitoral, em 2014, cada conjunto é avaliado em apenas R$ 190 mil. "Isso é comum nas declarações de políticos, pois os imóveis costumam ser declarados pelo valor de quando foram comprados. A legislação não obriga a atualização do valor", tenta aliviar o Estadão, que apoiou o "golpe do corrupto". Mesmo assim, a história cheira mal!

Ainda de acordo com a jornalão, que fez questão de ouvir o outro lado - coisa que não costuma fazer quando fuzila os "lulopetistas" -, a assessoria de imprensa do golpista informou que a transferência dos imóveis para 'Michelzinho' foi feita como doação. A assessoria alega que foi "uma espécie de antecipação da herança e que as filhas do presidente em exercício também já receberam imóveis em outros momentos... Luciana, Maristela e Clarissa, fruto do primeiro casamento de Michel Temer, são proprietárias de imóveis residenciais na zona oeste de São Paulo. A primeira também é dona de um escritório no mesmo prédio onde ficam os imóveis transferidos para seu irmão".

Outro dado curioso sobre o patrimônio de Michel Temer é que na declaração de bens apresentada em 2014 "a casa que possui na zona oeste de São Paulo também está subavaliada. Em 2014, o presidente em exercício declarou a residência de 415 m² no Alto de Pinheiros, comprada em 1998, por R$ 722.977,41. Na Prefeitura, o valor venal é de R$ 2.875,109... Se a casa e os dois conjuntos do Itaim-Bibi tivessem o seu valor corrigido para pelo menos o valor venal, o patrimônio declarado de Temer aumentaria em pelo menos R$ 3,6 milhões e chegaria a um total de mais de R$ 11 milhões. Isso não inclui outra casa, de R$ 1.434.558, no bairro do Pacaembu, pela qual ele responde a uma ação por não pagamento de IPTU, e que Temer diz ter vendido".

De fato, há coisas muito estranhas na evolução da fortuna de Michel Temer - não a do empreendedor 'Michelzinho". Artigo da Revista Brasileiros alerta para o fato de que "o patrimônio de Michel Temer mais do que dobrou entre 2006 e 2014". Em 2006, ele declarou possuir R$ 2,3 milhões em bens; já em 2014, seu patrimônio saltou para R$ 7,5 milhões - sem contar a valorização dos seus imóveis. "Se a casa [no Alto de Pinheiros] e os dois conjuntos do Itaim-Bibi tivessem seus valores corrigidos pelo valor venal (que é inferior ao de mercado), o patrimônio de Temer superaria os R$ 11 milhões. Ou seja: o tuiteiro acertou ao propor, em forma de chiste, a convocação imediata de uma CPI!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

30 de Maio na história

1778- Dia do Voltarie   

Morre aos 84 anos, chorado pelo povo, o escritor francês François Arouet, dito Voltaire. Polemista de ironia fina e corrosiva, pôs a nu o regime feudal-absolutista, ajudando a preparar a Revolução de 1789.

1834:
Revolta mata-marinheiro, contra a elite mercantil portuguesa em Cuiabá.
1886:
Fala do Trono: d. Pedro II pretende que o fim da escravidão seja gradual e “tranquilize nossa lavoura”.
1901:
O escritor russo Máximo Gorki sai da prisão graças ao empenho de Leon Tolstoi. Fora preso por ter publicado um poema, Canção do tempestuoso Petrel.


1962:
Jango cria Comissão de Nacionalização das Concessionárias de Serviços Públicos.
Goulart
por Théo
1963:
Portuários, ferroviários, marítimos, aeroviários, vão à greve nacional por salário e bandeiras políticas.
1988:
A favela da Rocinha, Rio, vive 2 horas de conflitos com a PM, que tenta desalojar os ocupantes de um terreno baldio.
1995:
A Suprema Corte chilena condena a 7 anos de prisão o gen. Manuel Contreras, ex-chefe da polícia secreta de Pinochet, pela morte do ex-chanceler Orlando letelier, em 76.
1996:
A comissão dos desaparecidos políticos aprova indenização à família de Fiel Filho.
2000:
Golpe militar nas Ilhas Fiji.
2006:
Radicaliza-se no Chile a Revolução dos Pingüins, com 1 milhão de secundaristas chilenos em greve por uma "reforma educacional profunda". Ocupação de escolas. O chefe dos carabineiros faz 700 prisões; cai no dia seguinte.

Charge dos nossos dias

Por Renato Aroeira


Anatomia do golpe: as pegadas americanas


Por Tereza Cruvinel

“O golpe em curso no Brasil é sofisticada operação político-financeira-jurídico-midiática , tipo guerra híbrida. E será muito difícil deslindá-la", diz o jornalista Pepe Escobar.   E mais difícil fica na medida em que surgem contradições entre seus próprios artífices. A enxurrada de conversas que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e um dos operadores do Petrolão,  teve e gravou com cardeais do PMDB, induz à ilusória percepção de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi apenas um golpe tupuniquim, armado pela elite política carcomida para deter a Lava Jato e lograr a impunidade. O procedimento “legal” que garantiu a troca de Dilma por Temer, para que ela faça o que está fazendo, foi peça de  operação maior e mais poderosa desencadeada ainda em 2013 para atender a interesses internos e internacionais. E nela ficaram pegadas da ação norte-americana.

Interesses internos: remover Dilma, criminalizar o PT, inviabilizar Lula como candidato a 2018 e implantar uma política econômica ultra-liberal, encerrando o ciclo inclusivo e distributivista. Interesses externos: alterar a regra do pré-sal e inverter a política externa multilateralista que resultou nos BRICS, na integração sul-americana e em outros alinhamentos Sul-Sul.

As gravações de Machado desmoralizam o processo e seus agentes e complicam a evolução do governo Temer mas nem por isso o inteiro teor da trama pode ser reduzido à confissão de Romero Jucá, de que uma reunião de caciques do PMDB, PSDB, DEM e partidos conservadores menores, em reuniões noturnas, decidiram que era hora de afastar  Dilma para se salvarem. E daí vieram  a votação de 17 de abril na Câmara, a farsa da comissão especial e a votação do dia 11 de maio no Senado.

Um longo caminho, entretanto,  foi percorrido até que estes atos “legais” fossem consumados.  Para ele contribuíram a Lava Jato e suas estrelas, a Fiesp com seu suporte a grupos pró-impeachment e o aliciamento de deputados, o mercado com seus jogos especulativos na bolsa e no câmbio para acirrar a crise,  Eduardo Cunha e seus asseclas com as pautas bombas na Câmara.  E também as obscuras mas perceptíveis ações da NSA, Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos,  e da CIA,  na pavimentação do caminho e na fermentação do clima propício ao desfecho. Os grampos contra Dilma, autoridades do governo e da Petrobrás, os protestos contra o governo, o desmanche econômico e a dissolução da base parlamentar,  tudo se entrecruzou entre 2013 e 2016.

Se os que aparecem agora nas conversas gravadas buscaram poder, impunidade e retrocesso ao país de poucos e para poucos, os agentes externos miraram o projeto de soberania nacional e o controle de recursos estratégicos, em particular o petróleo do Pré-Sal. Não por acaso, a aprovação do projeto Serra, que suprime a participação mínima obrigatória da Petrobrás, em 30%, na exploração de todos os campos licitados, entrou na agenda de prioridades legislativas do novo governo.

Muito já se falou da coincidente chegada ao Brasil,  em agosto de 2013, de Liliana Ayalde como embaixadora dos Estados Unidos, depois de ter servido no Paraguai entre 2008 e 2011, saindo pouco antes do golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo.  Num telegrama ao Departamento de Estado, em 2009, vazado por Wikileaks, ela disse:. “Temos sido cuidadosos em expressar nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não a Lugo pessoalmente”. E num outro, mais tarde : “nossa influência aqui é muito maior que as nossas pegadas”.

O que nunca se falou foi que a própria presidente Dilma, tomando conhecimento dos encontros que Ayalde vinha tendo com expoentes da oposição no Congresso, mandou um emissário avisá-la de que via com preocupação tais movimentos. Eles cessaram, pelo menos ostensivamente. Ayalde havia chegado pouco antes da Lava Jato esquentar e no curso da crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos,  detonada pela denúncia do Wikleaks de que a NSA havia grampeado Dilma, Petrobrás e outros tantos. Segundo Edward , o ex-agente da NSA que denunciou a bibilhotagem,          “em 2013 o Brasil foi o país mais espionado do mundo”. Em  Brasília funcionou uma das 16 bases americanas de coleta de informações, uma das maiores.

A regra de exploração do pré-sal e a participação do Brasil nos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, India. Chia e Africa do Sul),  especialmente depois da criação, pelo bloco, de um banco de desenvolvimento com capital inicial de US 100 bilhões, encabeçaram as contrariedades americanas com o governo Dilma.

Recuemos um pouco. Em dezembro de 2012, as jornalistas Cátia Seabra e Juliana Rocha publicaram na Folha de São Paulo telegrama diplomático vazado por Wikileaks, relatando a promessa do candidato José Serra a uma executiva da Chevron, de que uma vez eleito mudaria o modelo de partilha da exploração do pré-sal fixado pelo governo Lula: a Petrobrás como exploradora única, a participação obrigatória de 30% em cada campo de extração e o conteúdo nacional dos equipamentos. Estas regras, as petroleiras americanas nunca aceitaram. Elas querem um campo livre como o Iraque pós-Saddam. A Folha teve acesso a seis telegramas relatando o inconformismo delas com o modelo e até reclamando da “falta de senso de urgência do PSDB”.   Serra perdeu para Dilma em 2010 mas como senador eleito em 2014,  apresentou o projeto agora encampado pelo governo Temer.

No primeiro mandato, Dilma surfava em altos índices de popularidade até que, de repente, a pretexto de um aumento de R$ 0,20 nas tarifas de ônibus de São Paulo, estouraram as manifestações de junho de 2013. Iniciadas por um grupo com atuação legítima, o Movimento Passe Livre, elas ganham adesão espontânea da classe média (que o governo não compreendeu bem como anseio de participação) e passam a ser dominadas por grupos de direita que, pela primeira vez,  davam as caras nas ruas. Alguns, usando máscaras. Outros, praticando o vandalismo. Muitos inocentes úteis entraram no jogo. Mais tarde é que se soube que pelo menos um dos grupos, o MBL, era financiado por uma organização de direita norte-americana da família Coch.  E só recentemente um áudio revelou que o grupo (e certamente outros) receberam recursos também do PMDB, PSDB, DEM e SD.

Aparentemente a ferida em Dilma foi pequena. Mas o pequeno filete de sangue atiçou os tubarões. Começava a corrida para devorá-la. A popularidade despencou, a situação econômica desandou,  veio a campanha de 2014 e tudo o que se seguiu.

Mas nesta altura, a espionagem da NSA já havia acontecido, tendo talvez como motivação inicial a guerra do pré-sal. Escutando e gravando, encontraram outra coisa, o esquema de corrupção.  E aqui entram os sinais de que as informações recolhidas foram decisivas para a decolagem da Lava Jato. Foi logo depois do Junho de 2013 que as investigações avançaram. A partir da prisão do doleiro Alberto Yousseff, numa operação que não tinha conexão com a Petrobrás,  o juiz federal Sergio Moro consegue  levar para sua alçada em Curitiba as investigações  sobre corrupção na empresa que tem sede no Rio, devendo ter ali o juiz natural do caso. Moro havia participado, em 2009,  segundo informe diplomático também vazado por Wikileaks, de seminário de cooperação promovido pelo Departamento de Estado, o Projeto Pontes, destinado a treinar juízes, procuradores e policiais federais no combate à lavagem de dinheiro e contraterrorismo. Participaram também agentes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina, Uruguai e Paraguai.  Teria também muitas conexões com procuradores norte-americanos.

Com a prisão de Yousseff, a Lava Jato deslancha como um foguete. Os primeiros presos já se defrontam com uma força tarefa que detinha um mundo de informações sobre o esquema na Petrobrás.   Executivos e sócios de empreiteiras rendiam-se às ofertas de delação premiada diante da evidência de que negar era  inútil, só agravaria suas penas. O estilo espetaculoso das operações e uma bem sucedida tática de comunicação dos procuradores e delegados federais semeou a indignação popular. Vazamentos seletivos adubaram o ódio ao PT como “cérebro” do esquema.

As coisas foram caminhando juntas, na Lava Jato, na economia e na política. A partir do início do segundo mandato de Dilma, ganharam sincronia fina. Na Câmara, Eduardo Cunha massacrava o governo e a cada derrota o mercado reagia negativamente. A Lava Jato, com a ajuda da mídia, envenenava corações e mentes contra o governo. Os movimentos de direita e pró-impeachment ganharam recursos e músculos para organizar as manifestações que culminaram na de 15 de março.  A Fiesp entrou de cabeça na conspiração e a Lava Jato perdeu todo o pudor em exibir sua face política com a  perseguição a Lula, a coerção para depor no aeroporto de Congonhas e finalmente, quando ele vira ministro, a detonação da última chance que Dilma teria de rearticular a coalizão, com o vazamento da conversa entre os dois.

No percurso, Dilma e o PT cometeram muitos erros. Erros que não teriam sido fatais para outro governo, não para um que já estava jurado de morte. Mas este não é o assunto agora, nesta revisitação em busca da anatomia do golpe.

Em março, a ajuda externa já fizera sua parte mas as pegadas ficaram pelo caminho. O governo já não conseguia respirar. Mas, pela lei das contradições, a Lava Jato continuou assustando a classe política, sabedora de que poderia “não sobrar ninguém”.  É quando os caciques se reúnem, como contou Jucá, e decidiram que era hora de tirar Dilma “para estancar a sangria”.

Desvendar a engrenagem que joga com o destino do Brasil desde 2013 é uma tentação frustrante. Faltam sempre algumas peças no xadrez.  Mas é certo que, ainda que incompleta, a narrativa do golpe não é produto de mentes paranoicas. No futuro, os historiadores vão contar a história inteira de 2016, assim como já contaram tudo ou quase tudo sobre 1964.

Grampos de Machado detonaram versão de Moro sobre corrupção no Brasil

Tudo indica que o vazador das conversas de Sérgio Machado é o próprio Sérgio Machado. Acabou, com isso, causando um curto circuito na Lava Jato.


Por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

O primeiro a se manifestar foi o delegado Igor Romário de Paula. “O que nos preocupa somente é que isso (os áudios) venha a público dessa forma, sem que uma apuração efetiva tenha sido feita antes”, afirmou ele, segundo o Globo.

Igor está dizendo que há vazamentos bons e ruins. Os primeiros são os que são feitos pela própria PF. Dias depois, foi Sergio Moro quem deu detalhe.

Apresentou-se num simpósio de direito constitucional em Curitiba e criticou os projetos de lei sobre a delação premiada em tramitação no Congresso — os dois, sintomaticamente, de autoria do deputado petista Wadih Damous.

“Eu fico me indagando se não estamos vendo alguns sinais de uma tentativa de retorno ao status quo da impunidade dos poderosos”, falou Moro.

Moro, de acordo com o Estadão, achou “coincidência” que o autor seja do PT. “A corrupção existe em qualquer lugar do mundo. Mas é a corrupção sistêmica não é algo assim tão comum.”

Nem uma palavra sobre as tentativas explícitas de gente como Jucá e Sarney barrarem as investigações através de um impeachment. Nem um mísero muxoxo sobre o que foi revelado nos papos de Machado.

O fato é que os áudios de Sérgio Machado quebraram as pernas da história oficial do time de Moro. Até ele surgir na Folha, toda a narrativa da LJ estava nas mãos dos delegados, que vazavam para a imprensa o que a mídia desejava — ou seja, a criminalização do governo Dilma e do projeto petista de corrupção sistêmica.

Não custa lembrar o que Moro escreveu em seu ensaio sobre a Mãos Limpas. “Os responsáveis pela operação mani pulite ainda fizeram largo uso da imprensa”, ele registra. “Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no ‘L’Expresso’, no ‘La Republica’ e outros jornais e revistas simpatizantes.”

Sérgio Machado quer atrelar o caso dele aos de Renan Calheiros e de Romero Jucá e ficar no STF. No caminho, tirou de Moro o manto de dono da verdade. A rapinagem, os acordos, os corruptos são suprapartidários. A questão é mais complexa.

Ele não é qualquer um. Machado foi um cardeal do PSDB, líder do partido no Senado, braço direito de Tasso Jereissati e próximo de FHC.

Foi companheiro do Tasso no CIC (Centro Industrial do Ceará), que pariu o pensamento do jovem empresariado cearense e em 1986 derrotou os coronéis e promoveu uma mudança no estado.

Orgulhava-se de ter sido o mais longevo presidente da Transpetro, o braço logístico da Petrobras. Foi tucano por dez anos, até migrar para o PMDB. “Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan”, afirmou.

Por isso, Aécio, por exemplo, sabe que está frito. Não só ele, evidentemente.

Machado implodiu o conto de terror que Moro e seus agentes estavam tocando com sucesso. O controle foi perdido para sempre. Os mocinhos continuam em falta, mas o número de bandidos ficou do tamanho do Brasil.

De tabela, ajudou a destruir o governo do interino pelos intestinos — a pá de cal, já que Michel e seus capangas são garantia de tiro no pé todos os dias.

*Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

João Amazonas, dirigente e amigo nos temas essenciais e prosaicos

Transcorreu nesta sexta-feira, 27 de maio, o 14º aniversário do falecimento do querido e inesquecível camarada João Amazonas. Que falta nos faz!


Por José Reinaldo de Carvalho*

Não sei se pela chegada dos anos, torno-me cada vez mais emotivo e sinto falta, para além das coisas essenciais, também das prosaicas, aquilo que aparentemente não tem importância, mas compõe o sal da vida.

Diariamente, tínhamos o hábito de conversar. E entre discussões políticas e ideológicas, proseávamos – para além da política cotidiana, do trabalho prático e da ideologia – sobre literatura e futebol. Festejávamos o último livro de João Ubaldo, lembrávamos as distintas fases da obra de Jorge Amado, comentávamos sobre seu conterrâneo Dalcídio Jurandir, citávamos Graciliano, debatíamos sobre o sentido da obra do albanês Kadaré, falávamos da importância de divulgar a obra de Jack London, e perdíamos horas cogitando se era ou não justo dedicar espaço na seção cultural da Princípios a Zhdanov. A escolha da gravura da capa, se de Fernand Leger, Mark Chagall, Diego Rivera ou Pablo Picasso, ficava sempre pendente da invariavelmente acertada opinião da sua companheira de sempre, a talentosa artista plástica, também saudosa, Edíria Carneiro.

No futebol, nossa unidade era restrita ao Vasco e às acerbas críticas à seleção do “Parreiras”, porquanto estávamos em posições antagônicas em São Paulo – ele palmeirense, eu corintiano – e no Pará, sua terra natal que de alguma maneira se tornou o meu segundo estado – ele remista, eu Paissandu.

Mas voltemos às questões essenciais. Além do preito de saudade, eterna saudade, porque tive no João, além de um dirigente, um amigo, conselheiro e condutor, quero destacar “apenas” o sentido do momento histórico que tinha e sua implacável análise sobre as classes dominantes brasileiras.
Sua experiência e o conhecimento acumulado da leitura do marxismo-leninismo e da história do Brasil deram-lhe a compreensão da encruzilhada histórica em que se encontrava o país nos idos da Nova República (1985-1989), fenômeno que se repetia com conteúdo e formas novos nos diferentes ciclos da vida política brasileira. Em 1930, porque fizéramos uma parcial e insuficiente revolução burguesa, que não enfrentou os problemas de fundo da sociedade de então. Em 1945-1954, porque ao influxo democrático e patriótico da vitória contra o nazi-fascismo sobrepôs-se a ofensiva antinacional e antipopular das classes dominantes e do imperialismo, prelúdio da ditadura militar que se instauraria dez anos depois.

Na Nova República, superada a ditadura militar, tarefas democráticas de novo nível passaram à ordem do dia, a questão social era emergente e a questão nacional, exigência para enfrentar a nova ordem mundial sob a égide do imperialismo. Nenhuma dessas questões foi enfrentada em sério nem a fundo.
Quando o chamado “centrão” sequestrou a Constituinte, a acuidade do João constatou a morte do centro democrático nas condições peculiares daquela conjuntura. Noção que reafirmou diante da vitória eleitoral de Fernando Collor, em 1989, e da ampla frente de direita e centro-direita que garantiu os oito anos de mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos governos mais ruinosos e entreguistas de toda a história republicana.

Perante a encruzilhada histórica, propôs a ruptura revolucionária e – com toda a amplitude e flexibilidade tática – preconizou a radicalidade estratégica, que fundamentou a elaboração do Programa Socialista (8ª Conferência, 1995 e 9º Congresso, 1997).

Nesse Programa, João inscreveu sua sentença sobre a formação social brasileira e as classes dominantes: “O desenvolvimento deformado da economia nacional, o atraso, a subordinação aos monopólios estrangeiros e, em consequência, a crise econômica, política e social cada vez mais profunda são o resultado inevitável da direção e do comando do país pelas classes dominantes conservadoras. Constituídas pelos grandes proprietários de terra, pelos grupos monopolistas da burguesia, pelos banqueiros e especuladores financeiros, pelos que dominam os meios de comunicação de massa, todos eles, em conjunto, são os responsáveis diretos pela grave situação que vive o país. Gradativamente, separam-se da nação e juntam-se aos opressores e espoliadores estrangeiros. As instituições que os representam tornaram-se obsoletas e inservíveis à condução normal da vida política. Elitizam sempre mais o poder, restringindo a atividade democrática das correntes progressistas. A modernização que apregoam não exclui, mas pressupõe, a manutenção do sistema dependente sobre o qual foi construído todo o arcabouço do seu domínio”.

Percebendo que a luta democrática e patriótica pelo desenvolvimento nacional, a soberania nacional, em defesa da nação ameaçada pela voragem neoliberal, era no fundo um aspecto da luta de classes, inseparável da luta pelo socialismo na fase peculiar que o Brasil vivia, Amazonas era taxativo em suas conclusões acerca da evolução desse combate. No mesmo documento, o Programa Socialista, dizia: “Tais classes não podem mudar o quadro da situação do capitalismo dependente e deformado. Sob a direção da burguesia e de seus parceiros, o Brasil não tem possibilidade de construir uma economia própria, de alcançar o progresso político, social e cultural característicos de um país verdadeiramente independente. Na encruzilhada histórica em que se encontra o Brasil, somente o socialismo científico, tendo por base a classe operária, os trabalhadores da cidade e do campo, os setores progressistas da sociedade, pode abrir um novo caminho de independência, liberdade, progresso, cultura e bem-estar para o povo, um futuro promissor à nossa Pátria”.

O enfrentamento a essas classes e ao imperialismo exigem ampla e profunda luta política de massas, estratégia e tática, unidade das forças democráticas e populares e a existência de uma vanguarda consciente e enraizada nos trabalhadores, um partido comunista com tirocínio político e densidade teórica e ideológica. Estes eram os temas que diuturnamente ocupavam a agenda de trabalho do camarada João. Estas são ainda as tarefas dos que o sucedemos.

*José Reinaldo de Carvalho é jornalista, editor de Resistência, secretário de Política e Relações Internacionais do PCdoB

 Fonte: blog Resistência

Manual do perfeito midiota – 25

O governo interino, aquele que viria salvar o País da corrupção, acabou antes de começar.


Por Luciano Martins Costa

Caro midiota.

Sinto muito, mas o governo enterino, aquele que viria salvar o País da corrupção, acabou antes de começar.

A sucessão de vazamentos de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado coloca sob suspeição absolutamente todos os líderes do golpe que você chamou de impeachment.

Com a homologação da denúncia do executivo arrependido, cria-se uma situação jurídica e política que justificaria com mais assertividade a destituição do presidente provisório do que a circunstância usada como causa para o afastamento da presidente eleita, Dilma Rousseff.

O Brasil virou motivo de chacota internacional.

Internamente, há evidências de que muitos cidadãos estão se sentindo ludibriados pelo processo que levou ao afastamento da senhora Rousseff.

Mas você finge que é melhor assim.

Fica procurando qualidades que o enterino Temer não pode oferecer, e a sucessão de revelações começa a constranger até mesmo aquela comentarista da televisão que algumas línguas maledicentes chamam de “noiva cadáver”, tão baixa sua animação ao analisar o que não pode ser objeto de consideração.

Diante da inconsistência das manifestações do enterino e da enxurrada de informações que dão conta da conspiração de delinquentes, os discursos, a empáfia e a postura farisaica do senhorzinho que ocupa o Planalto são como um tecido roto, no qual não cabem as costuras dos jornalistas pagos para justificar o golpe.

Preste atenção nas expressões do casal mais visto da TV, ou nos esgares daqueles comentaristas que se empenharam em pregar o golpe travestido de ação constitucional: acabou a animação e eles se veem na contingência de admitir que aquilo não passou de armação para “delimitar” o jato do tal Lava Jato.

Você ainda acredita naquelas caras e bocas?

Então procure se informar sobre o caso Banestado. Se tiver paciência, veja também os autos do processo originado na Operação Macuco da Polícia Federal.

Ali você vai descobrir que já houve outro movimento parecido para ocultar a corrupção de uns e expor os malfeitos de outros. O mesmo Sérgio Moro e os mesmos operadores de remessas ilegais de dinheiro para o Exterior aparecem nessa história.

Na CPI que se seguiu, grandes grupos de mídia foram beneficiados por manobras para reduzir o montante das grandes fortunas desviadas.

As mesmas empreiteiras citadas na Lava Jato estavam envolvidas.

Este escândalo que fez você sair de verde-amarelo por aí é uma versão requentada do caso Banestado, especialmente preparada para criar uma crise política e tirar do governo a presidente eleita, porque ela era um empecilho à nova tentativa de levar a pizza ao forno.

Essa é a versão que você não vai ver no Jornal Nacional.

Para ler: tudo que você achar sobre o caso Banestado.

Link curto: http://brasileiros.com.br/YaaCH


domingo, 29 de maio de 2016

29 de Maio na história

1979- Dia da volta da UNE     
     
 31º Congresso da UNE, em Salvador. É o 1º desde a prisão de Ibiúna (1968), 10 mil presentes e a tarefa de reconstruir a entidade. Uma cadeira fica vazia: é a de Honestino Guimarães, último presidente da entidade, preso pela ditadura em 10/10/1973 e desaparecido.     

Cena do Congresso de Reconstrução   



1807:
Data prevista para insurreição dos escravos haussá de Salvador e do Recôncavo, no dia de Corpus Christi. Delatada, sufocada e punida com penas de morte e açoite.
1913:
O 1º balé moderno, de Stravinsky-Nijinsky, causa escândalo e vaias em Paris.
1930:
Prestes divulga manifesto de adesão ao comunismo e repúdio à Aliança Liberal, que qualifica de “simples luta entre as oligarquias dominantes”.
1969:
Cordobazo, rebelião antiditadura em Córdoba, Argentina, resiste por 3 dias a forte repressão.
1980:
Assassinado por grileiros Raimundo Ferreira, o Gringo, líder dos posseiros de Conceição do Araguaia, sul do PA. Multidão de 4 mil faz ato de protesto no enterro.
O Gringo
em sua
ultima foto
1986:
O ministro da Justiça e o diretor da PF visitam o Bico do papagaio, foco de conflitos fundiários.
1990:
Ieltsin elege-se pres. da Federação Russa, sob o estandarte do anticomunismo.
2005:
Os franceses rejeitam em referendo o projeto da Constituição Européia, acusado de institucionalizar o neoloiberalismo. O voto operário, jovem e de esquerda tem peso decisivo no resultado: 55% a favor do "Não".

Charge dos nossos dias

Por Quinho Cartum


Jucá revela verdadeira intenção de Temer


Por Tico Santa Cruz, no jornal Brasil de Fato:

Ficou evidente que a mobilização para retirar Dilma da Presidência era parte do plano de barrar as investigações da Lava Jato, para que não atingisse o PMDB e seus comparsas nessa ação criminosa.

Jucá, braço direito de Temer, foi derrubado, mas a imprensa tradicional se esforça para tentar fingir que nada aconteceu.

Temos dois cenários pela frente e uma pauta que pode unir a massa que foi manobrada achando que estava combatendo a corrupção. Muitos já envergonhados.

A questão é que precisamos ser realistas. Defender Dilma é fundamental, pois ela é a democracia. Os votos de 54 milhões de brasileiros. Se os senadores tiverem vergonha na cara, mudarão seus votos e absolverão a presidenta.

Dilma retornando, poderia agir com sensibilidade e gentileza e oferecer ao povo uma consulta popular, um plebiscito, sobre novas eleições presidenciais. Isso a colocaria no altar da dignidade. Pois, demonstra a nobreza de, mesmo após ser injustiçada, reconhecer a importância da opinião popular.

Por outro lado, se Dilma não retornar, o governo de Temer seguirá sendo ilegítimo e somente uma campanha pelas "Diretas Já!" poderá resgatar a democracia.

Com eleições diretas o povo poderia decidir se quer Temer no poder. E já sabemos que a grande maioria não quer.

Diante desse Congresso composto por uma maioria criminosa, que impossibilita qualquer tentativa de reforma política séria, precisamos estar prontos para a possibilidade de novas eleições. Mais que isso.

Essa pauta poderá criar um novo ambiente político para o país que afunda cada dia mais numa crise política sem precedentes.

sábado, 28 de maio de 2016

28 de maio na história

1823- Dia do grito da independência em Muaná             
                              
Na Amazônia sob domínio português mesmo após o Ipiranga, o partido brasileiro de Muaná (Marajó) proclama a independência do Brasil e toma em armas. Os colonialistas esmagam o movimento.



1871:
Semana Sangrentaafoga em sangue a Comuna de Paris, 1º ensaio de regime socialista no mundo. Tombam os últimos combatentes, no Cemitério Père-Lachaise. O Brasil, após aceso debate, dá asilo a alguns comunnards.
Combates
no cemitério
1902:
Fundado em S. Paulo o 2º Partido Socialista Brasileiro (o 1º é de 1890).
1926:
O 16º golpe de estado em 16 anos de vida republicana leva o fascistóide Oliveira Salazar ao poder em Portugal, até a morte em 1970.
1961:
Criada em Londres a Anistia Internacional, visando à defesa dos presos por motivos políticos, religiosos, étnicos, ideológicos ou raciais.
1978:
Inaugurada a barragem de Sobradinho, BA; os camponeses expulsos de suas terras formam o movimento dos barrageiros.
1987:
Israel condena à prisão perpétua a jovem brasileira de origem palestina Lâmia Hassan.

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